18 de dezembro de 2013

Microorganismos não substituirão os transgênicos, diz CEO da Novozymes

O CEO da empresa dinamarquesa de biotecnologia Novozymes, Peder Holk Nielsen, afirmou hoje que o recente acordo fechado com a Monsanto não tem como objetivo substituir os organismos geneticamente modificados.
 
Valor Online

Nielsen disse que os microorganismos que ajudam as plantas a crescer ou a resistir a pragas são feitos para elevar a produtividade do campo, e que isso não significa um recuo do uso de sementes transgênicas.

A Novozymes assinou na semana passada um acordo com a americana Monsanto, pelo qual recebeu US$ 300 milhões para acelerar o desenvolvimento de microorganismos que alavanquem a produtividade das sementes. A Monsanto produz variedades geneticamente modificadas, como milho, soja e algodão, mais tolerantes e resistentes a herbicidas e pragas. A transgenia é criticada por alguns setores da sociedade, como grupos Ambientalistas, por possíveis malefícios ao Meio Ambiente ou à saúde humana.

"Seria errado enxergar os microorganismos como uma alternativa", afirmou Nielsen. "Para elevar a produtividade, os microorganismos devem ser aplicados em Transgênicos ou não". Os microorganismos, ele ressaltou, são encontrados na natureza ? e não têm os genes alterados.

De acordo com Nielsen, o negócio pode impulsionar significativamente os esforços da gigante dinamarquesa para elevar a oferta mundial de alimentos.

A Novozymes atribui o segmento de agricultura a 15% do seu faturamento de US$ 1,62 bilhão nos primeiros nove meses de 2013. A maior parte do seu negócio é a venda de enzimas utilizadas em produtos desde a indústria alimentícia até à de cerveja, detergentes e produtos para a casa. Nielsen, no entanto, deseja tornar a companhia mais ativa.

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