27 de abril de 2012


 
 


O bioma Caatinga é o principal ecossistema existente na Região Nordeste, estendendo-se pelo domínio de climas semi-áridos, numa área de 73.683.649 ha, 6,83% do território nacional; ocupa os estados da BA, CE, PI, PE, RN, PB, SE, AL, MA e MG. O termo Caatinga é originário do tupi-guarani e significa mata branca. É um bioma único pois, apesar de estar localizado em área de clima semi-árido, apresenta grande variedade de paisagens, relativa riqueza biológica e endemismo. A ocorrência de secas estacionais e periódicas estabelece regimes intermitentes aos rios e deixa a vegetação sem folhas. A folhagem das plantas volta a brotar e fica verde nos curtos períodos de chuvas.


A Caatinga é dominada por tipos de vegetação com características xerofíticas – formações vegetais secas, que compõem uma paisagem cálida e espinhosa – com estratos compostos por gramíneas, arbustos e árvores de porte baixo ou médio (3 a 7 metros de altura), caducifólias (folhas que caem), com grande quantidade de plantas espinhosas (exemplo: leguminosas), entremeadas de outras espécies como as cactáceas e as bromeliáceas.

FONTE:
 http://www.ibama.gov.br/ecossistemas/caatinga.htm







.

Oscips têm de prestar contas até 31 de maio

RAQUEL BOCATOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Organizações que querem ter convênio com o governo federal devem se programar: é preciso fazer prestação de contas para o Ministério da Justiça entre abril e junho. Para entidades qualificadas como UPF (Utilidade Pública Federal), como associações e fundações, o prazo é até 30 de abril. Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) têm até 31 demaio, e organizações estrangeiras, até 30 de junho.
A prestação de contas é necessária para que as instituições obtenham a certidão de regularidade. O documento permite que as organizações façam termos de parceria com o governo federal e que as empresas tributadas em lucro real lancem as doações para essas entidades como despesas operacionais, destaca o advogado especializado em terceiro setor Renato Dolabella.
A certificação também garante visibilidade e transmite a idoneidade da instituição, acrescenta a advogada Ione Taiar Fucks, da ADJ (Associação Diabetes Brasil). "É um demonstrativo de que as contas estão em dia", resume.
Órgãos do governo federal não podem celebrar convênios e contratos de repasse com entidades que não tenham enviado os dados ao Ministério da Justiça.
As instituições devem apresentar o relatório de atividades, a movimentação contábil e as relações com as esferas pública e privada. O certificado de regularidade tem validade até 30 de setembro do ano seguinte ao de sua liberação.
A transmissão da prestação de contas é feita por programa disponível no site do CNE (Cadastro Nacional de Entidades Sociais).

EDITAL UESC Nº 064

Data: 25/04/2012

ABERTURA DE INSCRIÇÕES Projetos de Extensão e Pesquisa: Convênio UESC/SENAES/MTE n° 752636/2010.

A Reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, no uso de suas atribuições, torna pública a abertura das inscrições para Bolsista: Convênio UESC/SENAES/MTE n° 752636/2010:

1. DAS INSCRIÇÕES: PERÍODO De 25 de abril a 04 de maio de 2012. HORÁRIO Das 08:00 às 12:00 horas, das 13:00 às 16:00 horas e das 17:00 às 21:00 horas. LOCAL Protocolo Geral da UESC, térreo do Pavilhão Adonias Filho. REQUISITOS Ser aluno regular dos Cursos de Graduação em Administração, Agronomia, Economia e Ciências Contábeis, da UESC, matriculados a partir 6º semestre. Ser aluno regular dos Cursos da Pós-Graduação da UESC, portadores de diploma de um dos Cursos de Graduação em Administração, Economia e Ciências Contábeis. DOCUMENTAÇÃO Cópia da Carteira de Identidade e do CPF, Comprovante de matrícula, Histórico Escolar, Currículo completo, e devidamente comprovado, (com cópia dos documentos e devidamente encadernado). Obs.: No caso de graduado, cópia do diploma. VAGAS 01 (um) vaga para aluno graduado portador de diploma de nível superior; 03 (três) vagas para alunos graduandos da UESC. 2. DA SELEÇÃO: A seleção constará de: Análise de Currículo Histórico Escolar ENTREVISTA /DATA/HORÁRIO/LOCAL Dia 05/05/2012 a partir das 08 às 12:00 horas e das 14:00 às 16:00 horas. A entrevista será por ordem de chegada, conforme distribuição de senhas, em dois momentos: a) manhã, das 08:00 ás 09;00horas; tarde, das 13:30 ás 15;00horas. O candidato que não retirar a sua senha até os horários estabelecidos acima estará desclassificado do processo seletivo. Local: Pró-reitoria de Extensão 1ª andar da Torre Administrativa- Núcleo da Incubadora Pública. 3. PRÉ-REQUISTOS: 3.1. Geral - (Alunos da graduação a Pós graduação da UESC). Ter interesse nas temáticas: Economia Solidária, Associativismo e Cooperativismo; Ter domínio de Informática (Word, PowerPoint, Excel); Participar compulsoriamente de Curso de Gestores de Incubação que será oferecido pela PROEX; Ter disponibilidade de tempo para realizar as atividades nos turnos: matutino ou vespertino; Ter disponibilidade para viajar. 3.2. Específico - Alunos da Pós graduação da UESC. Ter atuado em projeto de pesquisa pelo menos 01(um) ano. Ter sido bolsista de Iniciação Científica, no mínimo por dois semestres. Ter pré-experiência na condução de trabalho de campo (coleta de dados) a na elaboração de relatório de pesquisa. 4. CARGA HORÁRIA: Para o bolsista graduando: 20 horas semanais; Para o bolsista portador de diploma de nível superior: 40 horas semanais. 5. VIGÊNCIA A bolsa terá duração de 06 (seis) meses, podendo ser renovada de acordo com a avaliação feita pelo coordenador do projeto e duração do convênio. 6. DA REMUNERAÇÃO A contratação do bolsista ficará condicionada a liberação e disponibilização dos recursos do convênio em epígrafe. (Os anexos estão disponíveis no sítio da Universidade: http://www.uesc.br/).


FONTE: DIARIO OFICIAL DO ESTADO

CONAMA - RECOMENDAÇÃO No- 14, DE 26 DE ABRIL DE 2012

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


RECOMENDAÇÃO No- 14, DE 26 DE ABRIL DE 2012

Recomenda a adoção da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental em Unidades de Conservação-ENCEA.

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA,
no uso das competências que lhe são conferidas pela Lei no
6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto no
99.274, de 6 de junho de 1990, e tendo em vista o disposto em seu
Regimento Interno, Anexo à Portaria no 452, de 17 de novembro de
2011 e no art. 16, § 5o, inciso l, da Lei no 4.771, de 15 de setembro

de 1965, e o que consta do Processo no 02000.000772/2011-38; e

Considerando que os planos de manejo das unidades de
conservação devem incluir programas de educação ambiental e comunicação,
em suas áreas de uso público e nas áreas de entorno;

Considerando que os projetos e ações de educação ambiental
e comunicação desenvolvidas pelos gestores das unidades de conservação
carecem de princípios, diretrizes, objetivos e propostas de
intervenção coerentes com as diretrizes apresentadas pela Política
Nacional de Educação Ambiental, pelo Plano Nacional de Áreas
Protegidas, pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação-
SNUC e com as orientações emanadas dos órgãos federais que tratam
dessa temática, recomenda:

Aos Órgãos e às entidades do Sistema Nacional do Meio
Ambiente-SISNAMA, bem como a quaisquer instituições públicas ou
privadas, pessoas físicas e jurídicas, que sejam responsáveis pela
criação e gestão de unidades de conservação das categorias que permitem
aTividades de educação ambiental em seu interior e no entorno,
que adotem como referência para o desenvolvimento de projetos e
ações de educação ambiental e comunicação a Estratégia Nacional de
Comunicação e Educação Ambiental em Unidades de Conservação-
ENCEA, cujo documento pode ser acessado nos Sítios Eletrônicos do
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto
Chico Mendes e Ministério do Meio Ambiente, na rede mundial de
computadores.

IZABELLA TEIXEIRA
Presidente do Conselho

26 de abril de 2012



Adote um amigo
postado por Tatiana Mendonça
Cássia Candra


Um batalhão de pessoas sensíveis e de pulso firme, cheias de vontade, coragem e determinação vêm devotando tempo, dinheiro e suor para tentar minimizar as consequências de um problema social, ambiental e de saúde pública ainda sem solução no País: a superpopulação de cães e gatos errantes. Só em Salvador, a estimativa é que eles passem dos 100 mil.

Como ainda não há políticas públicas efetivas, na Bahia são as ONGs engajadas na defesa dos animais que os tiram das ruas, recuperam, castram e os ajudam a encontrar um lar digno e amigos de verdade. Em 2011, 1.300 bichos foram adotados.

A relações-públicas Naddia Lima encontrou o gato Breno no lixo, quando ele ainda era um filhote. “Veja como é o destino. Eu estava indo à feira para adotar um gato e ele estava no meu caminho”. Pesava 280 gramas. Hoje está com quatro quilos a mais e virou o xodó da família. “Breno é nossa adorável companhia”.

O encontro da servidora pública estadual Rosana Lima, 50, com a cadela Pretinha aconteceu na garagem de uma repartição no Centro Administrativo da Bahia. A sorte sorriu para a vira-latinha em dezembro de 2010. A pequena que errava no CAB, com o rabinho entre as pernas, mudou para uma casa ampla, com piscina e jardim. Tem cama com colchão e cobertor, come ração de primeira e toma banho com xampu. “Uma amiga brinca dizendo que Pretinha ganhou na ‘megassena animal’. Mas acho que quem ganhou fui eu. Ela me conquistou. É a alegria lá de casa”.

Quanto custa
Para adotar um animal, você pode ir a uma das feiras que acontecem na cidade ou ligar para as ONGs. É preciso ter mais de 18 anos, apresentar RG, CPF, comprovante de residência e submeter-se a uma entrevista. Caso aprovado, basta assinar um termo de responsabilidade pelo animal. Algumas ONGs cobram uma pequena taxa (média de R$ 30) para cobrir despesas. Você terá outros custos básicos. Confira:

Cachorros

R$ 80 com uma ração de qualidade

R$ 40 com carrapaticida

R$ 40 com tosa (a depender da raça)

R$ 150 com duas consultas veterinárias por ano

R$ 15 com vermífugo, a cada quatro meses

Gatos

R$ 40 com uma ração de qualidade

R$ 40 com carrapaticida,

R$ 15 com areia

R$ 40 com banho

R$ 150 com duas consultas veterinárias por ano

R$ 15 com vermífugo, a cada quatro meses


Onde encontrar
ABPA-BA: (71) 9321-0122
Bicho Feliz: (71) 9198-2385
Célula Mãe: (71) 8888-6111
Cuidar é o Bicho: (71) 9198-9116
Instituto Arca de Noé: (71) 9982-6428
Terra Verde Viva: terraverdeviva@yahoo.com.br
Upas: (71) 8768-4308





CONSULTA PÚBLICA

SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA

PORTARIA SDA No- 47, DE ABRIL DE 2012

O SECRETÁRIO-SUBSTITUTO DE DEFESA AGROPECUÁRIA, DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E  ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere os art. 10
e 42, do Anexo I, Decreto nº 7.127, de 4 de março de 2010 e o que
consta do processo nº 21000.007700/2004-37, resolve:

Art. 1º Submeter à consulta pública, pelo prazo de 30 dias, o

Projeto de Instrução Normativa que regulamenta os requisitos e critérios


para o uso da marca reconhecida internacionalmente para a


certificação fitossanitária de embalagens e suportes de madeira no


trânsito internacional.

Art. 2º As respostas à consulta pública de que trata o artigo

1º, uma vez tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas

por escrito para o seguinte endereço: Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento/ Secretaria de Defesa Agropecuária/ Departamento

de Sanidade Vegetal/ Coordenação de Fiscalização do Trânsito

de Vegetais (MAPA/SDA/DSV/CFTV) - Esplanada dos Ministérios,

Bloco D, Anexo B, Sala 332 - CEP 70.043-900 - Brasília/DF

- FAX (61) 3224-3874 ou para o endereço eletrônico dsv@agricultura.

gov. br.

Art. 3º Ao final do prazo estabelecido, a Coordenação de

Fiscalização do Trânsito de Vegetais articular-se-á visando a consolidação

do texto final.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

RICARDO DA CUNHA CAVALCANTI JUNIOR
 
PARA MAIORES INFORMAÇÕES,ACESSE: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=26/04/2012&jornal=1&pagina=3&totalArquivos=224

DE SÃO PAULO

O solo marinho de Abrolhos parece estar coberto de pedregulhos, mas na verdade está coalhado de algas "duras", que lembram corais. São os chamados rodolitos -os quais, segundo uma nova pesquisa, ocupam uma área contínua de 21 mil km2, ou três Distritos Federais, no litoral do Brasil.

Trata-se da maior extensão dessas algas nos oceanos do planeta, conforme mostra o artigo científico na revista "PLoS ONE" coordenado por Rodrigo Moura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os rodolitos ficam no Banco dos Abrolhos, que engloba o litoral sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. São um habitat importante para peixes e invertebrados e produzem carbonato de cálcio, substância essencial para a vida marinha. O estudo teve apoio da ONG Conservação Internacional.

Rodrigo L. de Moura/Divulgação

Mergulhador trabalha em imenso campo de algas no arquipélago de Abrolhos

Endereço da página:
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1081731-abrolhos-contem-a-maior-extensao-de-algas-duras-do-planeta-diz-estudo.shtml

--------------------------------------------------------------------------------
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.

RETROCESSO PARA O MEIO AMBIENTE


A Câmara dos Deputados aprovou, por 274 votos a 184, o texto que reforma o Código Florestal, impondo uma nova derrota ao governo. A decisão foi comemorada pela bancada ruralista.

O projeto deve ser vetado por Dilma, em especial os artigos que beneficiam o agronegócio e reduzem a proteção a ecossistemas aquáticos. A dimensão do veto, porém, é incerta.



74775_394347387266544_100000738573035_1224169_1286148562_n

PESQUISA

Ministério da Ciência cria formulário para autorizar uso de animais em pesquisas


Resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira e entra em vigor em 15 dias

Pesquisadores que desejarem usar animais em seus experimentos deverão preencher novo formulário (Thinkstock)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira o texto que cria um formulário unificado para autorizar o uso de animais em pesquisas científicas. A resolução passa a valer em quinze dias.

A criação desse formulário está vinculada à lei Arouca, criada em 2008 para regulamentar o uso de animais em pesquisas de laboratório. A lei prevê uma série de restrições e condições para o uso de animais em experimentos científicos. Além da regulamentação, o governo criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que tem como função supervisionar o cumprimento da lei.

Desde 2009, todas as instituições brasileiras que quiserem desenvolver pesquisas com animais devem instalar uma Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), por meio da qual os pesquisadores submetem seus projetos ao Concea.

No preenchimento do formulário, o pesquisador deverá informar a origem e espécie do animal usado em seu experimento, as condições nas quais ele será mantido e se haverá uso de fármacos durante a pesquisa. Cada CEUA pode adaptar o formulário conforme suas necessidades.

Além de solicitar autorização para uso de animais em experimentos, os institutos de pesquisa também precisam enviar relatórios que contenham as conclusões e até possíveis acidentes com os animais. O formulário já está disponível para download no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/ministerio-da-ciencia-cria-formulario-para-autorizar-uso-de-animais-em-pesquisas



CNPQ - EDITAL DE 25 DE ABRIL DE 2012

CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO


CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO
EDITAL DE 25 DE ABRIL DE 2012
CHAMADA DE PROJETOS CNPQ/NIH No- 2/2012 - PROGRAMA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS,

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI, por
intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico - CNPq e o National Institutes of Health (NIH) - tornam
público a Chamada de Projetos CNPq/NIH nº 02/2012 - Programa
Ciência Sem Fronteiras, cuja íntegra encontra-se disponível na Página
do CNPq na Internet, http://www.cnpq.br e convidam os interessados
em desenvolver projetos de pesquisa nos Institutos e Centros do NIH
a participarem do processo de seleção de candidatos a bolsa de Pósdoutorado
no Exterior - PDE, no âmbito do Programa Ciência sem
Fronteiras - CsF, nos termos nela detalhados. Objetivo: A presente
chamada objetiva selecionar candidatos que queiram desenvolver projetos
de pós-doutorado nos Institutos e Centros do NIH, dentro das áreas prioritárias: Biociências e Ciências da Saúde. Modalidade e Duração das Bolsas: Pós-Doutorado (PDE) inicialmente com 12 meses de duração, renováveis por no máximo 12 meses. Após o retorno do bolsista ao Brasil serão concedidas bolsas individuais nas modalidades Pós-Doutorado Júnior (PDJ) ou Pós-Doutorado Sênior
(PDS), com 12 meses de duração, renováveis por no máximo, 12
meses. Cronograma: Lançamento da Chamada no Diário Oficial da
União e na página do CNPq: 26/04/2012; Disponibilização do Formulário
de Propostas on line: 26/04/2012; Data limite para submissão
das propostas: 04/06/2012; Divulgação dos resultados no Diário Oficial
da União e na página do CNPq: A partir de 17/09/2012; Início da
vigência das bolsas aprovadas: Outubro de 2012 a janeiro de 2013.

GLAUCIUS OLIVA
Presidente do Conselho

AVISO

O CNPq torna público que encontra-se disponível na Página do CNPq na Internet endereço, http://www.cnpq.br o Resultado de Julgamento da Chamada de Projetos CNPq/Structural Genomics Consortium - SGC no- 29/2011 Programa Ciência sem Fronteiras. Propostas aprovadas.              Brasília, 25 de abril de 2012.
 
FONTE: http://www.in.gov.br/

Nota sobre a situação das comunidades rurais no norte da Bahia

Brasil de Fato 20/04/2012

LSeca política ou política seca?


Nota sobre a situação das comunidades rurais no norte da Bahia

Brasil de Fato 20/04/2012

Trinta anos depois da seca de 1982, o território baiano se encontra em estado de emergência devido às poucas chuvas deste ano. Para a sociedade civil organizada o fenômeno não surpreende, já que estudos sobre o comportamento das chuvas no Nordeste, realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concluíram que as Secas são Cíclicas, portanto, Previsíveis.

O Estado brasileiro sabia que haveria um período de estiagem este ano. Mas o que fez para evitar que a situação das comunidades alcançasse tamanha gravidade? É o momento de perguntar: Por que obras como a Transposição do Rio São Francisco têm aumento bilionário enquanto as adutoras que deveriam distribuir água para as populações rurais do Nordeste não saem do lugar? Por quanto tempo ainda persistirá a lógica de combate à seca que marca a atuação do Estado em nosso território?

A consequência disso é devastadora e desoladora. Hoje, a maioria das cisternas está vazia ou com pouquíssima água. Os animais, se ainda não foram vendidos aos atravessadores que se aproveitam da situação, lutam diariamente para sobreviver em meio à escassez do líquido precioso da vida. Não houve safra agrícola, nem apícola. Paradoxalmente, na borda do lago de Sobradinho a produção foi engolida pela cheia da “Mãe Chesf”.

A cada dia aumenta a circulação de carros-pipa e, muitas vezes, com preços absurdos, pagos pelas comunidades. No município de Campo Alegre de Lourdes uma carrada de água (8.000 litros) chega a custar R$ 700,00 (Setecentos Reais). Em ano eleitoral, a Indústria da Seca ressurge com força, sustentada na necessidade do povo e alicerçada na ausência de políticas públicas efetivas.

As organizações populares defendem e executam com parcos recursos a proposta da Convivência com o Semiárido, através da implementação de Tecnologias Sociais. São elas que estão evitando situação tão catastrófica para a população como em 1982. Constata-se que a infraestrutura construída durante esses anos é ainda insuficiente para enfrentar uma situação extrema como essa. Portanto, é hora de o Estado brasileiro rever a política hídrica oficial, que continua provocando o sofrimento de milhares de famílias sertanejas.

Estamos em situação de emergência

Portanto, pleiteamos medidas emergenciais e estruturantes para que a população esteja cada vez mais preparada a conviver com esses períodos extremos de diminuição das chuvas:

Medidas Emergenciais:

1) Abastecimento imediato e contínuo das cisternas com água tratada, bancada pelo Estado, logo, distribuída gratuitamente. Onde não for possível abastecer com água tratada, que seja acompanhada de hipoclorito para que as próprias famílias possam fazer em casa a filtragem e tratamento.

2) Disponibilização de recursos do Estado para contratar mão de obra local a fim de construir e/ou manter obras estruturantes – cisternas (de cimento) de beber, de produzir, barragens subterrâneas, barreiros profundos, poços tubulares etc.

3) Financiamento público para a alimentação dos animais;

4) Criar comitês gestores municipais dos recursos públicos destinados às ações emergenciais, garantindo a representação majoritária da sociedade civil organizada.

Medidas Estruturantes:

1) Reconhecer o direito das comunidades no acesso e garantia das terras e territórios para democratizar a água;

2) Continuar a infraestruturação das comunidades com as Tecnologias Sociais acima citadas (cisternas, barragens, barreiros etc.);

3) Implementar as adutoras – ou serviços de água – previstas no Atlas de Águas do Nordeste (Agência Nacional de Águas) para 1.794 municípios: Alagoas (102); Bahia (417); Ceará (184); Maranhão (217); Paraíba (223); Pernambuco (185); Piauí (224); Rio Grande do Norte (167); Sergipe (75).

4) Frear o avanço das mineradoras para, assim, preservar a pouca água existente, uma vez que em boa parte do território baiano há o risco de que as insuficientes fontes de água existentes virem depósitos de rejeitos da mineração;

5) Irrigação: rever a política de irrigação que demanda o dinheiro público e constrói canais para os lotes irrigados, mas não abastece as populações com necessidades básicas de consumo humano. É necessário lembrar que a Lei Brasileira de Recursos Hídricos (9433/97) define que a disponibilidade de água deve priorizar o abastecimento humano e a dessedentação dos animais;

6) Por fim, as organizações populares precisam fazer uma análise profunda de seu próprio comportamento, avaliando criticamente a questão da água no contexto geral do Semiárido, na apropriação privada de grandes extensões de terras, dos grandes volumes de água, na destinação dos grandes mananciais para o hidronegócio. É preciso incorporar à captação, armazenamento e distribuição da água de chuva a democratização das águas armazenadas nos grandes açudes do Nordeste.

Assinam a nota:

Diocese de Juazeiro (Em Comunhão e Solidariedade com as Paróquias afetadas: Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova, Remanso, Sobradinho, Sento Sé, Pilão Arcado, Curaçá, Uauá e Juazeiro)

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remanso

Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Agrícolas, Agroindustriais e Agropecuárias dos municípios de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Sobradinho, Sento Sé (SINTAGRO-BA)

União das Associações de Fundo de Pasto de Pilão Arcado

União das Associações de Fundo de Pasto de Casa Nova

Articulação Regional de Fundo de Pasto

Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP)

Articulação do Semiárido (ASA) – Casa Nova

Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA)

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campo Alegre de Lourdes

Grupo de Agroecologia Umbuzeiro (GAU)

Articulação Popular São Francisco Vivo

Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (DCE UNIVASF)

Comitê Regional da Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Articulação Sindical da Borda do Lago de Sobradinho



PARA MAIORES INFORMAÇÕES, ACESSE:
http://www.mma.gov.br/estruturas/182/_arquivos/boaspraticas_eaagricfamiliar_182.pdf

CURSO

Agência abre inscrições para curso sobre outorga


20/4/2012

[image: chamada]

A Agência Nacional de Águas (ANA) estará com as inscrições abertas para a

primeira turma do curso a distância “Outorga de Direito de Uso de Recursos

Hídricos” entre 24 e 26 de abril. Os interessados poderão se inscrever

gratuitamente em www.trainning.com.br/eadana.asp e não serão aceitas

inscrições realizadas fora do formulário contido no endereço eletrônico. A

capacitação tem 400 vagas que serão preenchidas por ordem de inscrição. Com

carga horária de dez horas, o curso poderá ser acessado a partir de 2 de

maio em www.trainninglive.com.br e deverá ser concluído em até 15 dias.





O objetivo do curso é proporcionar aos participantes um melhor entendimento

a respeito da outorga de direito de uso de recursos

hídricos,

um dos instrumentos de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Serão abordados conceitos, aspectos legais, tipos de outorga existentes,

usos sujeitos à outorga, entre outros assuntos.





Receberão certificado digital – validado pela ANA – os alunos que

concluírem a capacitação com aproveitamento mínimo de 70% em avaliação de

desempenho. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelos

telefones (61) 2109-5563 e 5261 ou pelo e-mail ge...@ana.gov.br.





*Capacitações da ANA*





Este curso faz parte de uma série a distância promovida pela Agência

Nacional de Águas. Em 2012 ainda será oferecido o curso Cuidando das águas,

além de novas edições dos cursos já realizados no primeiro semestre: Comitê

de Bacia: o que é e o que faz?, Comitê de Bacia: Práticas e Procedimentos,

Introdução à Conservação de Águas em Sistemas Prediais, Hidro 1.2 – Sistema

para Gerenciamento de Dados Hidrológicos e Outorga de Direito de Uso de

Recursos Hídricos. Para acompanhar as capacitações realizadas pela ANA,

acesse o Portal de Capacitação: http://capacitacao.ana.gov.br.

Texto:Ascom/ANA





OFICINA CHAPADA DIAMANTINA

CONVITE




A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) através do FERFA e em parceria com o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) convida a todos para participar da Oficina de Mobilização do Edital de Projetos de Educação Ambiental.

Data: 03 de maio de 2012.

Horário: 9h às 12h

Local: Instituto Federal da Bahia - IFBA - Campus Seabra.

Estrada para Tenda - 100

Barro Vermelho - Seabra

23 de abril de 2012





Momento de adaptação com a temperatura das águas da baía da Sapetinga



Crédito: JBO







A Bahia Pesca, fez no final de semana o repovoamento de um milhão de megalopas – pequenos caranguejos na segunda fase de desenvolvimento, medindo apenas meio centímetro – no manguezal da Avenida Beira Rio, bairro Sapetinga em Ilhéus O repovoamento faz parte do programa de fortalecimento e geração de renda para as famílias da área de implantação do Porto Sul, projeto do Governo do Estado que está em fase de licenciamento ambiental pelo Ibama e que dará um novo impulso ao desenvolvimento regional.

A iniciativa faz parte do Puçá – Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-uçá e as megalopas foram cultivadas no laboratório da Bahia Pesca na Fazenda Experimental Oruabo, em Santo Amaro, onde também são realizadas as principais atividades de pesquisa da Bahia Pesca. As cem fêmeas utilizadas para a reprodução foram capturadas no próprio manguezal e devolvidas ontem ao habitat natural, durante o evento.

O gerente da Fazenda Oruabo, Jerônimo Souza Filho explicou para estudantes, marisqueiras, representantes de colônias de pescadores, professores e jornalistas como é realizado o ciclo de vida do uçá. Já a tecnóloga em aqüicultura Eliane Hollunder, responsável pelo Laboratório de Reprodução de Caranguejo, liberou as larvas, transportadas em sacos plásticos, no manguezal.

Objetivo - “O principal objetivo do repovoamento é a defesa do meio ambiente já que eles crescem, se tornam reprodutores, mantendo o ciclo e conseqüentemente o equilíbrio ambiental”, explica o presidente da Bahia Pesca,empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Agrária, Isaac Albagli. Ele lembra que em 1997 a DLC – Doença Letárgica do Caranguejo – matou milhões destes crustáceos em vários estados do Brasil, fato que muito contribuiu para a redução da quantidade da espécie.

Educação Ambiental - Isaac afirma, no entanto, que o ser humano é quem mais dizima, pois muitos capturam os caranguejos sem os critérios determinados pelos órgãos ambientais, desmatam e poluem os manguezais. Ele destaca ainda que, paralelo ao repovoamento, a Bahia Pesca promove palestras orientando a população a preservar o meio ambiente, não capturar caranguejo com tamanho inferior a cinco centímetros, fêmeas ovadas ou no período das andadas. A cada ano o crustáceo cresce apenas um centímetro.



Momento de adaptação com a temperatura das águas da baía da Sapetinga



Crédito: JBO



AMPLIE SEUS CONHECIMENTOS SOBRE AVES



BAIXE OU
ACESSE: http://intranet.cemave.net/index.php/downloads/viewcategory/10-livros-livretos-e-cartilhas
Governo seleciona estudantes para estudar no exterior


Programa Ciência sem Fronteiras vai selecionar 20 mil estudantes

Metro1

Foto: Agência Brasil COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O programa Ciência sem Fronteiras vai selecionar até o fim deste ano 20 mil estudantes para estudar parte dos cursos de graduação, doutorado ou pós-doutorado fora do país. O programa está com inscrições abertas até o próximo dia 30 de abril, para bolsas no Canadá, na Bélgica, em Portugal, na Espanha, entre outros países. A meta do programa é selecionar 101 mil estudantes bolsistas até 2014.



Dilma comemorou a importância do Ciência sem Fronteiras. "Esse é um dos programas mais importantes do meu governo! O Brasil, com o Ciência sem Fronteiras, vai levar os melhores estudantes para estudar nas melhores universidades do mundo. No final de abril vamos selecionar 10.300 bolsistas; e, em junho, mais 6 mil bolsistas. Assim, nesse ano, o total de bolsistas selecionados chegará a 20 mil", projetou.



O programa está com inscrições abertas até a próxima segunda-feira (30). "Neste edital, os estudantes poderão se inscrever para cursos no Canadá, na Bélgica, na Holanda, em Portugal e na Espanha, entre outros países. Faremos também uma nova chamada em junho e outras em 2013 e 2014. Nossa meta é levar 101 mil estudantes para o exterior", afirmou Dilma.



Prêmio Empreendedor Social 2012 (8ª edição)17/04/2012. Atualizado em 17/04/2012 12:20.








AAA

O Prêmio Empreendedor Social 2012, realizado desde 2005 pela Folha de S.Paulo em parceria com a Fundação Schwab é o principal concurso de empreendedorismo socioambiental na América Latina e um dos mais concorridos do mundo.



O objetivo do prêmio é dar visibilidade e capacitação a líderes de cooperativas, negócios sociais e organizações de impacto social e/ou ambiental que desenvolveram iniciativas inovadoras e sustentáveis para benefício direto da coletividade.



Com essa projeção em nível nacional e internacional, reforçada pelo alto nível de qualificação e networking oferecidos pelos 28 parceiros e pela Rede Folha de Empreendedores Socioambientais, viabiliza-se aos premiados a conquista de maiores e melhores indicadores em sustentabilidade, impacto social direto e indireto, influência em políticas públicas, abrangência e escalabilidade para seus projetos.



Já o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro foi lançado em 2009 exclusivamente pela Folha de S.Paulo com o objetivo de revelar empreendedores socioambientais inovadores em um dos momentos mais críticos de qualquer organização: o período entre um e três anos de existência.



É preciso, portanto, que a iniciativa empreendedora tenha se mostrado efetiva na prática. Não há limite de idade para o candidato, desde que seu projeto seja realizado há mais de 12 meses e há até 36 meses.



Assim como o Prêmio Empreendedor Social, o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro busca conferir visibilidade e capacitação a líderes sociais, sejam eles de cooperativas, sejam de negócios sociais ou organizações da sociedade civil.



Com a chancela de credibilidade conferida pela Folha ao Empreendedor Social de Futuro mais os cursos e consultorias oferecidos pelos parceiros, obtém-se uma base mais sólida para a consolidação da organização, sobretudo em termos de sustentabilidade, financeira ou não.



Para mais informações acesse o link: http://folha.com.br/120931


Fonte: FOLHA.com

MAIORES INFORMAÇÕES, ACESSE: http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/


22 de abril de 2012

Florestas energéticas podem contribuir para preservar a Caatinga

Marcelino Ribeiro
Florestas energéticas podem contribuir para preservar  a Caatinga
Como solução, não pode ser considerada definitiva, mas o plantio de eucaliptos é uma alternativa para diminuir a pressão sobre a caatinga para a retirada de lenha que abastece os fornos das industrias gesseiras na Chapada do Araripe. O rápido crescimento, a uniformidade da lenha e o rendimento energético dessa espécie exótica podem reduzir em 2,6 vezes a demanda por madeira da vegetação nativa.
A produtividade (100 m3.ha-1) alcançada por dois híbridos de eucalipto submetidos a 5 anos de testes experimentais garante, com o plantio de apenas 8,1 ha.dia-1, a quantidade de madeira necessária para atender a demanda energética da região – incluindo as mais de 100 indústrias gesseiras: 5.250 mst.dia-1. No atual modelo de exploração intensiva, para suprir essa demanda é preciso por abaixo nada menos que 21 ha da vegetação nativa.
“Isto livraria pelo menos 13 ha.dia-1 da caatinga do desmatamento indiscriminado”, garante o pesquisador Marcos Drumond, da Embrapa Semiárido.
Devastação - Com este resultado, ele considera adequado recorrer ao plantio de eucalipto nos locais onde a Caatinga já está intensamente degradada.
“Não indicamos de forma alguma o corte da mata nativa para implantar floresta energética. Mas na situação em que se encontra a Chapada, o cultivo do eucalipto em algumas áreas ajuda a conter o desmatamento e preservar a vegetação nativa”.
A Chapada do Araripe se estende por mais de 76 mil km2 dos estados Ceará, Piauí e Pernambuco. Este último abriga em seu subsolo a maior reserva de gipsita em exploração do Brasil. É a maior área de produção da América Latina, a segunda do mundo, e abastece 95% do mercado nacional.
A exploração dessa riqueza já acarretou o corte de mais de 65% de toda a vegetação na área da Chapada. A lenha abastece os fornos que fazem a desidratação do minério (gipsita).
Drumond destaca do eucalipto não apenas suas qualidades energéticas. Segundo ele, nas condições do plantio realizado no Campo Experimental do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), na Serra do Araripe, as plantas alcançam o ponto de corte já no quarto ano.
Este rápido ciclo de produção é outro aspecto relevante para apoiar a implantação de cultivos comerciais de eucalipto no Araripe. “Não se trata de sair estimulando o plantio por toda a área da Chapada de forma indiscriminada. O que se recomenda é o cultivo apenas nas áreas onde a caatinga está devastada de forma intensa”, explica o pesquisador.
Ele acredita que o plantio de eucalipto pode ainda ajudar a consolidar as atuais experiências de manejo florestal por parte de alguns empresários da região.
Em geral, elas funcionam com um ciclo de rotação dos cortes que variam de 13 a 15 anos. Assim, vão se alternando as áreas de corte até a caatinga recuperar sua capacidade de estoque médio de lenha situado entre 160 e 200 mst.ha-1, respectivamente.
Marcos também ressalta que os resultados das pesquisas realizadas pelos especialistas da Embrapa Semiárido, IPA e Universidade Federal Rural de Pernambuco, são mais promissores que o previsto no planejamento de projetos de formação de floresta energética no Brasil e que envolve o plantio de espécies de rápido crescimento.
Nestes projetos, os cortes são previstos só a partir do sexto ano, e com previsão de um incremento médio anual (IMA) entre 30 m3/ha.ano-1 e 43 m3/ha ano-1. No plantio do Araripe, um microclima dentro do semiárido, o primeiro corte acontece depois de quatro anos do plantio e um IMA de 100 m3.ha-1. “São resultados excelentes”, garante Marcos.
Integração - Segundo ele, a implantação de floresta energética no Araripe pode ser consorciada com uma gramínea para integrar essa atividade à criação pecuária, que uma fonte de renda tradicional dos agricultores familiares da região.

Contatos:
Marcos Drumond – Pesquisador;

Fernanda Birolo Jornalista (MTb/AC 81)

Marcelino Ribeiro Jornalista (MTb/BA 1127)

Embrapa define agenda de pesquisa e desenvolvimento para a região Nordeste

Marcelino Ribeiro
Embrapa define agenda de pesquisa e desenvolvimento para a região Nordeste
O Diretor-Presidente da Embrapa, Pedro Arraes, solicitou aos Chefes-Gerais dos centros de pesquisa localizados nos estados do Nordeste a elaboração de uma proposta com recomendações de tecnologias capazes de minimizar os efeitos da seca sobre os sistemas agrícolas afetados pela falta de chuvas na região. Pedro Arraes recebeu a demanda do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Os governadores nordestinos preparam um documento a ser encaminhado ao Ministério da Integração Nacional com sugestões para a implantação de uma política pública emergencial ante o agravamento da seca. Segundo orientação do Diretor-Presidente, os dirigentes da Embrapa na região devem elencar seis ou sete cadeias produtivas onde o impacto da estiagem é mais grave.
Foco - Pedro Arraes está em Petrolina, junto com os três Diretores-Executivos (Maurício Lopes, de Pesquisa e Desenvolvimento; Vânia Castiglioni, de Administração; e Waldyr Stumpf Júnior, de Transferência de Tecnologia), onde participa nos dias 18 e 19, da primeira reunião regional com os Chefes-Gerais das Unidades da Embrapa. O encontro passa a substituir uma das duas reuniões anuais que eram realizadas no primeiro e no segundo semestre entre a direção da empresa e os chefes dos 47 centros de pesquisa de todo o país.
O objetivo é “estreitar contatos e melhorar o foco da nossa gestão”, afirma Pedro Arraes.
No primeiro dia da reunião, o presidente e os diretores discutiram questões relacionadas à governança corporativa e ao andamento das políticas da empresa para as áreas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Transferência de Tecnologia (TT) e de Comunicação. Já no segundo dia, a DE avalia a situação de cada Unidade, a atuação no ano de 2011 e estabelece as metas a serem executadas em 2012.
Evandro Holanda, Chefe-Geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, com sede em Sobral (CE), considera esta primeira experiência “extremamente positiva”. Com um número reduzido de participantes (14) há mais tempo para discutir “temas e problemas mais próximos da realidade dos centros de pesquisa”. E isto é “importante para construir uma sinergia maior entre as ações das diversas Unidades do Nordeste, também subsidiar uma maior interação com aquelas instaladas em outros estados mas que trabalham com cadeias produtivas que demandam o nosso apoio”.
Chefe-Geral da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE), Vitor Hugo avalia essa nova configuração de reunião como “bastante interessante”. Ela permite mais participação nos debates e maior interação entre os dirigentes regionais com a Diretoria Executiva. Além doas questões que afetam as Unidades, “temos a possibilidade de discutir problemas que são comuns à região e estabelecer uma agenda positiva com desdobramentos sob a forma de ações integradas e projetos futuros”.
Metas – No dia 19 de maio, o Diretor-Presidente e os Chefes-Gerais das Unidades participam de um café da manhã na Câmara dos Deputados com a bancada do Nordeste. Pedro Arraes irá apresentar os trabalhos em execução e tecnologias geradas e que divulguem para os parlamentares o potencial da Embrapa para promover o desenvolvimento sustentável da região.

Contatos:
Fernanda Birolo - Jornalista (MTb/AC 81)

Marcelino Ribeiro - Jornalista (MTb/BA 1127)