18 de dezembro de 2013

Área com transgênicos volta a avançar no país

Os produtores brasileiros deverão semear 40,2 milhões de hectares com soja, milho e algodão transgênicos nesta safra 2013/14, conforme o segundo levantamento da Céleres sobre adoção de biotecnologia no país, divulgado ontem.
 
A estimativa é 0,4% inferior à anterior, mas, se confirmada, representará um aumento de quase 7% em relação a 2012/13, em termos absolutos.

De acordo com a consultoria, a soja continuará liderando a produção geneticamente modificada. Serão 27 milhões de hectares, ou 67,2% da área total com Transgênicos. Já a área de milho modificado deverá chegar a 12,5 milhões de hectares, somadas as safras de verão e de inverno. O algodão transgênico, finalmente, ocupará pouco mais de 600 mil hectares.

A Céleres informou que a tecnologia mais procurada pelos agricultores brasileiros foi a que proporciona tolerância a herbicidas, com 25,9 milhões de hectares (64,5% do total). Mas, nesse caso, houve uma queda de 0,6% em relação ao ciclo anterior devido à mudança de alguns sojicultores para a tecnologia denominada RI /TH, que combina tanto resistência a insetos como a Agrotóxicos.

Houve uma queda também de 5,9% na procura por sementes de algodão tolerantes à herbicida. Isso se explica, segundo o levantamento, principalmente pelos resultados ruins apresentados por essa tecnologia e pela mudança para sementes resistentes a insetos, devido ao aumento expressivo do ataque de lagartas.

Na análise por Estado, o levantamento aponta para um avanço da transgenia nos principais polos produtores do país, com destaque para as regiões de Cerrado do chamado "Mapitoba" - confluência entre Maranhão, Piauí, Tocantins e oeste Baiano. De modo geral, Mato Grosso lidera o ranking nacional com um total de 10,9 milhões de hectares cultivados com lavouras geneticamente modificadas. Em seguida aparecem o Paraná, com 7 milhões de hectares, e o Rio Grande do Sul, com 5,5 milhões.

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