21 de novembro de 2013

Seminário Novos e Velhos Saberes.

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Currículo da Dra. Maria Luiza Silveira de Carvalho
Bacharel em Ciências Biológicas (2004) e mestre em Biologia Vegetal (2007) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Rio Claro (2004). Doutora em Botânica pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia (UEFS). Tem experiência em Sistemática Vegetal, Taxonomia de Monocotiledôneas e atua principalmente nas seguintes áreas: florística, taxonomia de monocotiledôneas, anatomia, filogenia, genética de populações e biossistemática de bambus herbáceos.
Resumo da Palestra
 Especiação simpátrica consiste na divergência genética entre populações que ocorrem na mesma localidade, a partir de uma espécie parental única, levando à especiação. Esse modelo evolutivo não é unanimemente aceito na comunidade científica, sendo alvo de controvérsias, principalmente devido à falta de evidências que o sustentem. Entretanto, recentemente foi levantada a hipótese da existência de especiação simpátrica em Piresia Swallen, um gênero de bambus herbáceos brasileiro, que possui distribuição disjunta na bacia Amazônica e Mata Atlântica, e sobre o qual nunca houve certeza sobre sua diversidade. Até recentemente, eram conhecidas cinco espécies para o gênero, mas muitos dos materiais coletados não se encaixavam nas descrições conhecidas, especialmente aqueles materiais oriundos da Mata Atlântica. Em virtude disso, foram realizados estudos morfométricos envolvendo análises uni e multivariadas e agrupamento modal, que evidenciaram a existência de seis grupos morfológicos. Esses grupos foram então testados através de análises envolvendo marcadores moleculares ISSR, a fim de verificar a existência de divergência genética. Os resultados obtidos demonstraram a ocorrência de nove grupos, revelando a ocorrência de espécies crípticas, sendo que a maior parte delas ocorre em simpatria em uma área de Mata Atlântica na região sul da Bahia. Esta constitui a primeira documentação da ocorrência de especiação simpátrica de bambus herbáceos, e a mesma pode estar relacionada a fenômenos de hibridação e à seleção em genes envolvendo a formação das lodículas, órgãos homólogos às pétalas florais.

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