20 de novembro de 2013

PROCESSOS EVOLUTIVOS NAS FLORESTAS DA AMÉRICA DO SUL: O QUE AS AVES NOS CONTAM

O QUE AS AVES PODEM NOS DIZER SOBRE OS PROCESSOS EVOLUTIVOS NAS
FLORESTAS SUL-AMERICANAS?


VENHA SABER NO CAFÉ CIENTÍFICO!


O Café Científico Salvador, promovido pelo Programa de Pós-Graduação
em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS), pela LDM -
Livraria Multicampi, pela Tribuna da Bahia e pela Biblioteca Pública
do Estado da Bahia, continua neste mês de Novembro de 2013 com o
evento a seguir, que será excepcionalmente na quinta-feira:



21 de Novembro de 2013 – 18:00

Processos evolutivos nas florestas da América do Sul: o que as Aves
nos contam Henrique Batalha Filho (Instituto de Biologia, UFBA)



Para mais informações, ver resumo abaixo.



Local: Sala Luís Orlando (Biblioteca dos Barris), Rua General Labatut,
27, Barris, Salvador-BA.



O Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir
desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais.
Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral
se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa
atmosfera agradável.



O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição.



Para mais informações, ligue 71 3283-6568.



Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser
encontradas em http://cafecientificossa.blogspot.com



Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser
conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org.



Att

Comissão Organizadora do Café Científico:

Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia, UFBA. Programa de
Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS.
Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento, UFBA).

Primo Maldonado (LDM).

Luana Maldonado (LDM)

Liziane Martins (Faculdades Jorge Amado)

Nei de Freitas Nunes Neto (Instituto de Biologia, UFBA).

Sidarta Rodrigues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA)

Valter Alves Pereira (Colégio da Polícia Militar. Programa de
Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)

Anna Cassia Sarmento (Colégio da Polícia Militar)

Maria Aparecida Santana (Instituto de Biologia, UFBA).

Frederik Moreira dos Santos (Programa de Pós-Graduação em Ensino,
Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)

Ricardo Santos do Carmo (Programa de Pós-Graduação em Ensino,
Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)

Patricia Zucoloto (Faculdade Ruy Barbosa).

Luciana Fiuza (Instituto de Biologia, UFBA).

Jailson Alves dos Santos (Programa de Pós-Graduação em Ensino,
Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS, professor assistente do
Dexa, UEFS)


PROCESSOS EVOLUTIVOS NAS FLORESTAS DA AMÉRICA DO SUL: O QUE AS AVES NOS CONTAM

Henrique Batalha Filho (Instituto de Biologia, UFBA)



A biogeografia é uma ciência que procura entender como os organismos
estão distribuídos geograficamente, tanto no passado como no presente,
e quais eventos ocorridos na Terra, tanto no passado quanto no
presente, foram responsáveis pela distribuição que observamos
atualmente. As florestas da Amazônia e da Mata Atlântica estão entre
os ecossistemas com os maiores índices de biodiversidade do mundo, e
estão separadas pela diagonal de áreas abertas da América do Sul, que
é formada pelos biomas Chaco, Cerrado e Caatinga. Uma das questões que
surge sobre a biogeografia histórica destas florestas é como e quando
surgiu tamanha biodiversidade. Acredita-se que boa parte de sua
diversificação teria ocorrido em um período bastante recente, o
Quaternário, com destaque para o Pleistoceno (últimos 1,8 milhões de
anos). Isso porque durante o Pleistoceno o planeta passou por muitos
ciclos glaciais e interglaciais, durante os quais as geleiras
continentais avançaram e recuaram, o que teria provocado fragmentação
nas distribuições geográficas de uma série de organismos. Neste
cenário as espécies teriam evoluído em Refúgios Florestais de matas
úmidas. Entretanto, estudos recentes têm questionado esta hipótese, e
fazendo com que outras teorias ganhassem destaque na evolução da
biodiversidade das principais florestas da América do Sul, tais como o
possível envolvimento de rios, de gradientes ecológicos e de eventos
tectônicos. Nesta palestra serão abordadas as principais teorias sobre
a diversificação das espécies da Amazônia e Mata Atlântica. Além
disso, será mostrado como que estudos sobre a origem e evolução de
Aves que vivem nestas florestas têm auxiliado na compreensão dos
processos evolutivos que ocorreram nesses biomas.



Leituras sugeridas:

Batalha-Filho H. 2012. Padrões e processos de diversificação em aves
da Amazônia e da Mata Atlântica. Tese de doutorado, Instituto de
Biociências, Universidade de São Paulo.
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-08032013-090338/pt-br.php

Batalha-Filho H., Miyaki C.Y. 2011. Filogeografia da Mata Atlântica.
Revista da Biologia, v. 7, p. 31-34.
http://www.ib.usp.br/revista/node/80

Bicudo F., Guimarães M. 2013. Voo direto. Revista Pesquisa Fapesp.
Edição 210, p. 48-51.
http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/08/13/voo-direto/

Haffer J. 1992. Ciclos de tempo e indicadores de tempos na história da
Amazônia. Estudos Avançados, 6: 7-39.

Haffer J., Prance G.T. 2002. Impulsos climáticos da evolução na
Amazônia durante o Cenozóico: sobre a teoria dos Refúgios da
diferenciação biótica. Estudos Avançados, 16: 175-206.

Haseyama K.L.F., Carvalho C.J.B. 2011. Padrões de distribuição da
biodiversidade amazônica: um ponto de vista evolutivo. Revista da
Biologia, v. 7, p. 35-40.

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