25 de março de 2014

Professor da UFRB desenvolve armadilha solar autônoma para controle da Helicoverpa

O professor Denes Vidal, da área de Mecânica e Mecanização Agrícola da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), apresentou na cidade de Pintadas (BA), um equipamento que promete ser a solução contra a praga que já se espalhou pelos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia. A armadilha solar autônoma é uma alternativa de fácil manejo e baixo custo de manutenção desenvolvida para controle e monitoramento da Helicoverpa armigera, lagarta que tem causado prejuízo às lavouras de milho, soja e algodão. 

Resultado de dez anos de pesquisa, a armadilha utiliza a energia solar fotovoltaica para acionar uma lâmpada de LED que emite raios infravermelhos e ultravioletas que atrairão os insetos fotossensíveis. Um de seus diferenciais é que a bateria solar pode durar até 11 anos e não há a necessidade de manutenção diária como no caso da tradicional. “As armadilhas luminosas para captura de insetos existentes no mercado utilizam a energia hidroelétrica para acionar uma lâmpada, o que limita o seu uso, uma vez que precisa de fios condutores”, explica o professor Vidal.

Segundo o pesquisador, o equipamento também foi projetado com o objetivo de reduzir a aplicação de inseticidas na agricultura e eliminar o uso de derivados do petróleo no controle dos insetos. “Nossa intenção é subsidiar uma agricultura sem agrotóxicos. Além de ser um eficiente método de controle ecológico, a armadilha solar autônoma pode ser usada ainda para o estudo paralelo de flutuações e de levantamento de populações, uma vez que permite a captura diária dos insetos vivos”, diz Vidal.
Armadilha em uso no campo (Foto: Denes Vidal)Armadilha em uso no campo (Foto: Denes Vidal)
O equipamento foi concebido com uma estrutura de sustentação, uma estrutura de iluminação e uma estrutura de captura de insetos. Outra novidade do produto é a presença de câmeras que fotografam a chegada dos insetos até a armadilha e mandam diretamente para o computador ou celular do agricultor para um monitoramento constante da lavoura. De acordo com Vidal, uma armadilha para cada 100 ha é o suficiente para um controle eficiente e o custo por hectare é de R$ 0,007.

 “Iremos propor redes de monitoramento de insetos no semiárido. Será a oportunidade de compartilhar as pesquisas da universidade para o fortalecimento da agricultura familiar”, aposta Vidal.

FONTE: ASCOM - UFRB

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