29 de agosto de 2013

Japonês é detido sob suspeita de cometer crime ambiental na Bahia

Ele foi abordado em alto-mar e a embarcação foi escoltada até Salvador.


Cerca de 200 toneladas de pescado, na maioria atum, foram encontradas.

Do G1 BA
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Navio pesqueiro atracou no porto de Salvador sob susppeita de irregularidades (Foto: Fernando Amorim / Agência A Tarde / Estadão Conteúdo )Navio pesqueiro atracou no porto de Salvador sob suspeita de irregularidades (Foto: Fernando Amorim / Agência A Tarde / Estadão Conteúdo )
 
Um japonês foi detido na manhã dia 17/08/2013, em Salvador, sob suspeita de cometer crime ambiental em águas brasileiras. O homem é capitão do navio pesqueiro “Kinsai Maru", escoltado até o porto da capital baiana após autuação em alto-mar.
De acordo com a Polícia Federal, responsável pela prisão, o homem foi flagrado por equipes do Ibama e da Marinha com equipamentos de pesca em desacordo com as regulamentações. Durante a inspeção, foram constatadas irregularidades em relação à Instrução Normativa Interministerial (INI) número 04/2011 do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Pesca.
Entre as infrações, foi verificado que nenhuma das linhas de pesca tinha o chumbo a menos de 30 metros do anzol, enquanto a norma determina peso de chumbo de 60 gramas localizado a até dois metros do anzol, a fim de reduzir o risco de alguma ave ficar presa. O cabo de toriline, usado para impedir a proximidade das aves do navio e das linhas de pesca, também estava irregular e aparentava não ter sido utilizado.
Cerca de 200 toneladas de pescado, na maioria atum, foram encontradas na câmara frigorífica do navio. O local foi fechado pelo Ibama até que seja definido o que será feito com o pescado.
O japonês pagou fiança e vai responder em liberdade por crime ambiental. Caso seja condenado, pode pegar de um ano a três anos de prisão, além de poder pagar multa.
Denúncia
Ainda segundo a Polícia Federal, a prisão ocorreu após denúncias feitas ao Ibama de que três barcos estariam realizando pesca de atum de forma irregular em águas brasileiras na região sul do país. A contratação do serviço teria sido feita por uma empresa com sede em Natal, no Rio Grande do Norte.
Após a denúncia, a Marinha foi acionada e enviou navios para interceptar os barcos pesqueiros, encaminhando-os sob escolta até os portos de Natal e Salvador. A terceira embarcação foi abordada ao tentar aportar no Rio Grande do Sul.
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Navio será inspecionado pelo Ibama, pela Receita e pela Polícia Federal (Foto: Divulgação / Marinha do Brasil)Navio será inspecionado pelo Ibama, pela Receita e pela Polícia Federal (Foto: Divulgação / Marinha do Brasil)

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