10 de dezembro de 2013

Mais de 21 mil espécies estão em nova lista de animais em risco de extinção


A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) atualizou sua lista vermelha de animais em risco de extinção: ao todo são 71.576 espécies, das quais 21.286 estão ameaçadas. A “girafa da floresta”, chamada de okapi – um símbolo nacional da República Democrática do Congo – e o frango-d’água-d’asa-branca – uma das aves mais raras da África – estão à beira da extinção.

São 799 espécies extintas e 61 extintas na natureza. O Brasil tem 937 espécies ameaçadas de extinção, sendo 82 mamíferos, 151 pássaros, 29 répteis, 33 anfíbios, 84 peixes, 22 moluscos, 32 outros invertebrados e 504 plantas.

A ave Sarothrura ayresi foi de “em perigo de extinção” para “criticamente em perigo”. Já a Okapia johnstoni foi de “perto da ameça” para “em perigo”. A perda de seus habitat natural, assim como a presença de rebeldes, caçadores de elefantes e minas ilegais têm ameaçado sua sobrevivência.

“A okapi é reverenciada no Congo como um símbolo nacional – ele está inclusive nas notas de dinheiro”, diz Noëlle Kümpel co-presidente do Grupo de Especialistas em Girafas e Okapis da IUCN. “Infelizmente, o Congo foi pego por um conflito civil e devastado pela pobreza por quase duas décadas, levando à degradação generalizada do habitat do okapi e à caça por sua carne e pele . Apoiar os esforços do governo para combater o conflito civil e da extrema pobreza na região são críticos para assegurar a sua sobrevivência”.

A atualização ainda mostra que quase 200 espécies de aves agora estão criticamente em perigo de extinção, o maior risco. O frango-d’água-d’asa-branca, um pequeno e secreto pássaro que vive na Etiópia, Zimbábue e África do Sul, é a última espécie a entrar na categoria. A degradação de seu ambiente, incluindo a drenagem de zonas úmidas , a conversão para a agricultura, captação de água, excesso de pastagem pelo gado e corte de vegetação do pântano levaram a este estado.

Melhorias

Apesar de a população global da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) – a maior de todas as tartarugas vivas – melhorou de criticamente em perigo para vulnerável, a espécie continua a enfrentar sérias ameaças, principalmente na costa oeste do Pacífico, na Indonésia, Papua Nova Guiné, onde apresenta declínio da população pela colheita de ovos e pesca.

Duas espécies de albatroz – uma das mais ameaçadas famílias das aves – agora estão em menor risco de extinção, já que sua população aumentou. O albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophrys) saiu de “ameaçado” para “perto da ameaça” e o albatroz-patinegro (Phoebastria nigripes) passou de “vulnerável” para “perto da ameaça”. A captura por redes de pesca é a maior ameaça para as espécies.

A raposa-das-ilhas (Urocyon littoralis) também melhorou sua classificação. Antes classificado como “criticamente em perigo”, agora está “perto da ameaça”. Ela é encontrada em seis das ilhas Channel da Califórnia e teve um declínio em sua população na década de 90, principalmente por doenças e pela inserção de espécies não-nativas nas ilhas.

“Esta atualização da lista vermelha da IUCN mostra alguns fantásticos sucessos na conservação, dos quais precisamos aprender, para futuros esforços de preservação”, disse Jane Smart, diretora global da biodiversidade da IUCN. “Apesar disto, a mensagem global permanece sombria. Com cada atualização, enquanto vemos algumas espécies melhorando seu estado, há um número significativamente maior de espécies que figuram nas categorias ameaçadas. O mundo precisa urgentemente aumentar os esforços para evitar esta tendência devastadora”.

Fonte: UOL.
http://www.meioambiente.ufrn.br/index.php/brasil-home/mais-de-21-mil-especies-estao-em-nova-lista-de-animais-em-risco-de-extincao/


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