21 de março de 2013

Grupo estava queimando a Mata Atlântica para produzir carvão

 

Um dos três fornos destruídos pela polícia
Um dos três fornos destruídos pela polícia
 
 
Uma operação conjunta da Delegacia Territorial (DT) de Entre Rios, da 56ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e da secretaria Municipal de Meio Ambiente desarticulou, na tarde dessa terça-feira (19/3), um grupo de homens que derrubou uma área de Mata Atlântica e de reserva legal da Fazenda Algodão, na zona rural daquele município, para a produção ilegal de carvão.
Três fornos encontrados no local e o acampamento do grupo na floresta foram destruídos.
Os motoristas Edivaldo Campos dos Santos, de 57 anos, Paulo Henrique dos Santos, 30, e Elias Rocha da Conceição, 40, além dos ajudantes de pedreiro Leandro de Jesus Santos, 20, e Eduardo dos Santos Lima, 26, mais o gari Esmeraldo Jesus de Oliveira, 36, foram presos em flagrante, quando preparavam o carregamento de mais um lote de carvão para ser distribuído em diversas cidades do interior.
Com eles, os policiais aprenderam um trator, três caminhões de carga, uma motocicleta de 125 cilindradas e 600 litros de óleo diesel, combustível utilizado para abastecer os caminhões, o trator e os fornos para queima de madeira. Uma carga com 850 sacos de carvão, cada um pesando 60 quilos, também foi apreendida.
O titular da DT/Entre Rios, delegado Antônio Luciano Lima, expediu guias para realização de perícia no local, a qual poderá determinar a extensão da área desmatada, assim como descobrir quais espécies teriam sido destruídas com as queimadas promovidas no local. A polícia busca identificar também o proprietário da fazenda.
O delegado autuou o grupo por crime ambiental, produção e venda ilegal de carvão e formação de quadrilha. Todos se encontram custodiados na carceragem local, à disposição da Justiça.
O comandante da 56ª CIPM, major Himério, e a titular da secretaria de Meio Ambiente, órgão ligado à Prefeitura de Entre Rios, Áurea Mércia, também participaram da operação.

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