4 de dezembro de 2013

Academia de Ciência da Bahia Disponibiliza suas Publicações


Em consonância com a cultura do uso do Copyleft, a Academia de Ciências da Bahia disponibiliza gratuitamente o download de suas publicações.


 
 Academia de Ciência da Bahia: Memória I     memoria i

  
 
 Ética e Ciência   eticaeciencia


  
 Academia de Ciências da Bahia: Memória II  memoriaii

OS RECIFES DE CORAL DO BRASIL E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS: DESAFIO PARA SUA CONSERVAÇÃO






 Abaixo, apresentamos um informativo sobro a palestra.


OS RECIFES DE CORAL DO BRASIL E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS – DESAFIO PARA SUA CONSERVAÇÃO

Zelinda M. A. N. Leão; Ruy K.P. Kikuchi; Marília D.M. Oliveira – UFBA / IGEO / RECOR / INCT-AmbTropic. Rua Barão de Jeremoabo s/n, Campus de Ondina, Salvador, 40170-115, Bahia. E-mail: zelinda@ufba.br
Os ambientes marinhos costeiros estão entre os sistemas mais produtivos do planeta, incluídos neles os recifes de coral. Os recifes ocupam aproximadamente 0,02% da área global dos oceanos, abrigando cerca de ¼ de todas as espécies marinhas. Eles suportam, assim, uma grande diversidade de vida, oferecendo locais de refúgio, desova, criação, alimentação e reprodução para muitas espécies, além de serem uma importante fonte de alimento e de recursos econômicos para a sobrevivência das populações costeiras (Moberg & Folke, 1999). Os processos de vida nos recifes de coral são extremamente complexos devido ao alto grau de interdependência entre seus organismos, e esta relação entre os vários componentes do ecossistema torna-o muito frágil e suscetível aos impactos que afetam o ambiente, sobretudo a ação sinérgica das mudanças globais e da depredação dos recursos naturais pelo homem, entre outros, a sobrepesca, a poluição marinha e o uso desordenado das zonas costeiras (Hughes et al., 2003). Calcula-se que atualmente 20% dos recifes já estejam severamente danificados e outros 20%, que estão seriamente ameaçados, venham a desaparecer nos próximos 20 a 40 anos (Wilkinson, 2008). Um aumento relativamente pequeno da temperatura das águas dos oceanos pode provocar a ocorrência do branqueamento nos corais, que é um processo relacionado à perda, pelos corais, das suas algas fotossintetizantes – as zooxantelas, que estão presentes no seu tecido e que participam de uma cooperação vital que beneficia ambos os organismos. Esse processo faz com que o coral perca a sua cor exibindo o esqueleto calcário branco, dai o nome branqueamento. As zooxantelas, além de darem a cor ao coral, produzem componentes orgânicos que lhes servem de alimento e, em contrapartida, o coral lhes provê abrigo e fornece elementos químicos necessários à sua sobrevivência. Distúrbios ambientais podem interromper esta delicada simbiose, causando dissociação entre as algas e os corais, provocando mudanças na estrutura das comunidades coralinas, sobretudo na diminuição do crescimento linear e na redução da taxa de calcificação do esqueleto dos corais e, consequentemente, na manutenção e no desenvolvimento da estrutura recifal. No Brasil registros de eventos de branqueamento datam a partir do verão de 1993/1994 com ocorrências nos recifes localizados desde a costa nordeste até comunidades de corais presentes na costa do estado de São Paulo, e todos estes registros indicam que a ocorrência de branqueamento está relacionada a um aumento anormal da temperatura das águas oceânicas (Leão et al., 2010). Os efeitos das mudanças climáticas globais têm afetado as regiões costeiras em todo o mundo e, particularmente na América Latina e o Brasil não é exceção, há, ainda, proporcionalmente, pouca pesquisa sendo realizada para entender seus impactos futuros (Turra et al., 2013). Há um consenso mundial quanto à necessidade de se promover o manejo e a conservação dos recifes de coral. No Brasil, as unidades de conservação dos recifes estão distribuídas ao longo de todo o litoral e abrange, também, as ilhas oceânicas, apresentando um sistema amplo, com diferentes categorias de manejo nos três níveis de governo, federal, estadual e municipal, e estas diferentes categorias surgem de acordo com estudos e demandas comunitárias conforme as características e as alternativas locais para a conservação dos recursos naturais do ecossistema (Prates, 2006). Essas áreas protegidas são consideradas, assim, como a mais poderosa ferramenta para a conservação dos recifes de coral.
Referências:
Hughes, T.P.; Baird, A.H.; Bellwood, D.R.; Card, M.; Connolly, S.R.; Folke, C.; Grosberg, R.; Hoegh-Gulberg, O.; Jackson, J.B.C.; Kleypas, J.; Lough J.M.; Maarshall, P.; Nyström, M.; Palumbi, S.R.; Pandolfi, J.M.; Rosen, B.; Roughgarden, J. Climate change, human impacts and the resilience of coral reefs. Science 301:929-933, 2003.
Leão, Z.M.A.N.; Kikuchi R.K.P.; Oliveira M.D.M.; Vasconcellos, V. Status of Eastern Brazilian coral reefs in time of climate changes. Pan-American Jour. Aquat. Sci. 5(2):224-235, 2010.
Moberg, F.; Folke, C. Ecological goods and services of coral reef ecosystems. Ecol. Econ. 29:215-233, 1999.
Prates, A.P.L. (Org.). Atlas dos Recifes de Coral nas Unidades de Conservação Brasileiras, 2ª. Edição. Ministério do Meio Ambiente. SBF, 232p., 2006.
Turra, A., Cróquer, A., Carranza, A., Mansillas, A., Areces A.J., Werllinger, C., Martinez-Bayon, C., Nassar, C.A.G., Plastino, E., Schwindt, E., Scarabino, F., Chow, F., Figueroa, F.L., Berchez, F., Hall-Spencer, J.M., Soto, L., Buckeridge, M., Copertino, M., Széchy, M.T., Ghilardi-Lopes, N.P., Horta, P., Coutinho, R., Fraschetti, S., Leão, Z.M.A.N. Global environmental changes: setting priorities for Latin American coastal habitats. Global Change Biology, 2013.
Wilkinson, C. Status of coral reefs of the World 2008. GCRMN, Australian Institute of Marine Science, Townsville, Australia, 298p., 2008.

Fiocruz tem autorização do MPOG para promover concurso público disponibilizando 400 vagas

PORTARIA No-483, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2013
 
A MINISTRA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, Interina, no uso de suas atribuições e tendoem vista a delegação de competência prevista no art. 10 do Decreto nº6.944, de 21 de agosto de 2009, resolve:
 
Art. 1º Autorizar a realização de concurso público para qua-
trocentos (400) cargos do Plano de Carreiras e Cargos de Ciência,Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública do quadro de pessoal da Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ, conforme discriminado no Anexo desta Portaria.
Parágrafo único. O provimento dos cargos a que se refere o
caput dependerá de prévia autorização da Ministra de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão.
 
Art. 2º A realização do concurso público e o consequente
provimento dos cargos estão condicionados:
 
I - à existência de vagas na data da nomeação;
 
II - à declaração do respectivo ordenador de despesa, quandodo provimento dos referidos cargos, sobre a adequação orçamentáriae financeira da nova despesa à Lei Orçamentária Anual e sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, demonstrando a origem dos recursos a serem utilizados; 
 
CONTINUE LENDO: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=55&data=04/12/2013

3 de dezembro de 2013

CFBIO - ANUIDADE 2014: 390,54.

ENTIDADES DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES LIBERAIS CONSELHO FEDERAL DE BIOLOGIA

RESOLUÇÃO Nº 320, DE 23 DE OUTUBRO DE 2013


ENTIDADES DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES LIBERAIS
CONSELHO FEDERAL DE BIOLOGIA]

DOU de 30/10/2013 (nº 211, Seção 1, pág. 165)

Dispõe sobre a fixação das anuidades, taxas, emolumentos e multas devidas por pessoas físicas e jurídicas para o exercício de 2014 e dá outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE BIOLOGIA - CFBio, Autarquia Federal, com personalidade jurídica de direito público, criado pela Lei nº 6.684, de 03 de setembro de 1979, alterada pela Lei nº 7.017, de 30 de agosto de 1982 e regulamentada pelo Decreto nº 88.438, de 28 de junho de 1983, no uso de suas atribuições legais e regimentais e de acordo com o art. 149 da Constituição Federal;

considerando o disposto no art. 5º e incisos c/c o inciso II do art. 145, CF;

considerando o disposto no art. 2º da Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, publicada no DOU de 16/12/2004;

considerando o disposto no art. 6º, inciso I e § 1º da Lei nº 12.514, de 28 de outubro de 2011, publicada no DOU de 1º de novembro de 2011, a qual dá nova redação ao art. 4º da Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981, e trata das contribuições devidas aos conselhos profissionais em geral; e considerando a decisão do Plenário do CFBio na 275ª Sessão Plenária Ordinária, realizada no dia 23 de outubro de 2013, resolve:


Capital Social

Até R$ 500,00
107,12
R$ 501,00 até 2.500,00
222,05
R$ 2.501,00 até 4.500,00
331,40
R$ 4.501,00 até 10.500,00
441,86
R$ 10.501,00 até 50.000,00
552,33
R$ 50.001,00 até 100.000,00
665,03
Acima de R$ 100.000,00
1.109,13




a) Inscrição de Pessoa Física
50,21
b) Inscrição de Pessoa Jurídica
206,43
c) Cédula de Identidade
34,59
d) Carteira de Identidade Profissional
50,21
e) Segunda Via de Cédula
61,37
f) Segunda Via de Carteira
100,43
g) Certidões / Certificados / Atestados / Renovação de TRT
34,59
h) Certidão de Acervo Técnico
50,21
i) Registro Secundário
41,28
j) Título de Especialista
208,66
l) Termo de Responsabilidade Técnica - TRT
138,36
m) Multa Eleitoral (20% da anuidade)
78,10
n) Taxa de Solicitação de Cancelamento/Licença de Registro/Transferência
26,78
o) Anotação de Responsabilidade Técnica - ART
35,70

2 de dezembro de 2013

Análises genéticas revelam um novo gato brasileiro

Análises genéticas revelam um novo gato brasileiro


Vandré Fonseca - 29/11/13

Leopardus-guttulusLeopardus guttulus, é encontrado nos estados do Sul e Sudeste do país. As duas espécies não cruzam entre si. Crédito: Projeto Gatos do Mato - Brasil
Manaus, AM – Esses dois gatos-do-mato são tão parecidos que durante séculos foram considerados populações diferentes de uma única espécie. Só agora, graças a análises genéticas, foi possível confirmar a distinção entre o Leopardus trigrinus, que vive mais ao norte, do Leopardus guttulus, encontrado principalmente em estados do Sul e Sudeste do país. Os estudos que distinguem esses dois felinos foram publicados esta semana na revista científica Current Biology, por pesquisadores brasileiros.
Com peso médio de 2,4 quilos, eles são um pouco maiores do que um gato doméstico. Ambos têm coloração amarelada, com manchas escuras. Mas existem diferenças sutis entre eles. "As manchas, ou rosetas, têm forma e tamanho levemente diferenciados e a cor do fundo também é diferenciada", afirma o biólogo Tadeu Gomes de Oliveira, coordenador do projeto Gato-do-Mato.
A equipe analisou amostras de gatos-do-mato desde o Rio Grande do Sul até o Maranhão e descobriram que as diferenças entre as populações encontradas ao norte e ao sul do país são tão grandes que determinam a existência de duas espécies. Descobriram também que, embora existam híbridos com outras espécies de gatos-do-mato, essas duas espécies tão semelhantes não produzem descendentes férteis.
"Todos os gatos-do-mato do norte eram geneticamente diferentes das populações do Sul e Sudeste, com um detalhe, todos os indivíduos do norte tinham mistura com o DNA de outra espécie de gato-do-mato, o gato-palheiro (Leopardus colocolo)", conta Tadeu de Oliveira. No sul, também ocorre essa miscelânea genética, mas com outra espécie, explica. No Rio Grande do Sul, havia a mistura com o Leopardus geoffroyi, conhecido como gato-do-mato-grande.
Ltigrinus-Caatinga-PBApesar da semelhança, o Leopardus trigrinus (acima) vive mais ao norte. Crédito: Projeto Gatos do Mato - Brasil
Em 38% dos gatos-do-mato do sul encontrou-se material genético do L. geoffroyi. Tadeu de Oliveira destaca que as duas espécies foram encontradas dividindo a mesma área apenas em Goiás, mas não havia híbridos entre eles. Tadeu de Oliveira destaca uma curiosidade: "Eles se misturam com espécies que sempre foram reconhecidas como distintas, mas não entre eles, que eram considerados a mesma espécie".
As duas espécies de gatos-do-mato preferem habitats distintos, embora isso seja resultado das características das regiões onde ocorrem. Enquanto o tigrinus é encontrado principalmente em ambientes naturais mais abertos do cerrado e da caatinga, o guttulus está mais associado às remanescentes de florestas. Um dos ganhos de descobrir que se tratam de espécies distintas é poder refletir melhor sobre a estratégia de protegê-los.
Outra consequência: saber que são duas espécies distintas revela que ambas estão mais susceptíveis a desaparecer do que quando se imaginava serem o mesmo animal. O Leopardus trigrinus é classificado com vulnerável na Lista Vermelha da IUCN. Na natureza, é um animal encontrado em baixas densidades, cerca de 0,24 indivíduos por km². Para fazer uma comparação, a densidade de jaguatiricas é de um indivíduo por km², em ambientes naturais.


Saiba Mais
Artigo: Current Biology, Trigo et al.: "Molecular data reveal complex hybridization and a cryptic species of Neotropical wild cat." (Dados moleculares revelam complexa hibridização e uma espécie oculta de gato-do-mato)

FONTE: O ECO
http://www.oeco.org.br/noticias/27810-analises-geneticas-revelam-um-novo-gato-brasileiro

Projeto libera mineração em Parques e de quebra muda SNUC

Daniele Bragança - 28/11/13

Bernardo SantanaDeputado Bernardo Santana (acima) aproveita relatoria de projeto de lei para modificar lei que rege UCs. Foto: Alexandra Martins/Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei 3.682/2012 está pronto para ser votado na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Seu objetivo é abrir 10% das Unidades de Conservação de proteção integral à mineração. Em troca, os mineradores seriam obrigados a doar áreas com o dobro do tamanho das abertas à exploração comercial e com as mesmas características ecológicas e biológicas. De autoria do deputado Vinícius Gurgel (PR-Amapá), o projeto sofreu modificações drásticas na mão do relator Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-Minas Gerais), um ex-diretor de empresa mineradora que enfrenta denúncia no Supremo.
Durante a tramitação, o relatório de Gurgel sofreu modificações que transcendem a permissão de minerar em área protegida. Entre elas, o texto transfere o poder de criação de UCs de Proteção Integral para o Congresso Nacional. Dessa forma, altera a lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), que dá base a todo o sistema de áreas protegidas do país.

O acréscimo que mexe no SNUC foi inserido pelo relator Bernardo Santana de Vasconcellos.  Para isso, ele copiou a PEC 215, que modifica o artigo 22 do SNUC, o qual determina o Poder Executivo como responsável por criar Unidades de Conservação.

Santana é ligado à indústria de mineração. Ele já foi diretor da empresa RIMA Industrial S.A, entre agosto de 1998 a dezembro de 2010, e teve 70% da sua campanha para Deputado Federal paga por empresas mineradoras.

Ele também é acusado de fazer parte de uma fraude que envolvia compra de carvão vegetal nativo camuflado como se fosse de área plantada. O esquema ficou conhecido como “Máfia do Carvão” e causou um desvio de R$8 milhões dos cofres da Receita estadual de Minas. O processo por crime tributário está sendo analisado no Supremo Tribunal Federal.

Alterações no SNUC

As modificações na lei do SNUC não param na transferência do poder de criação de UCs para o Congresso. Acrescentou-se um outro artigo, intitulado “artigo 22-B”, que não existe na lei atual e que lista situações que proibiriam a criação de Unidades de Conservação. O texto do novo artigo está parcialmente reproduzido abaixo. Os grifos são da reportagem.
Art. 2º. A Lei nº 9.985, de 2000, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 22-B:
“Art. 22-B. Fica vedada a criação de unidades de conservação da natureza em áreas:
I – antropizadas com estrutura produtiva consolidada;
II – com presença de bens de valor histórico, cultural e arquitetônico para a população;
III – identificadas, pelo órgão competente, como de favorabilidade geológica, considerando, para tanto, a concentração de minas na região e o conhecimento geológico, geoquímico e geofísico da área;
IV – com recursos hídricos estratégicos para a geração de energia elétrica.
Parágrafo único.
O Poder Público, excepcionalmente nos casos de relevante interesse nacional, poderá criar, por meio de lei específica, unidades de conservação da natureza nas áreas de que trata este artigo, tendo o proprietário ou possuidor da área afetada direito à indenização pelos prejuízos decorrentes da afetação, neste incluído o valor do investimento realizado, as perdas e danos, e o que razoavelmente deixou de lucrar com a interrupção de suas atividades.
A provável consequência do novo artigo é impedir a criação de novas APAs (Área de Proteção Ambiental), pois são áreas protegidas de grande extensão, com certo grau de ocupação humana. Há bairros e às vezes cidades inteiras dentro de uma Unidade de Conservação da categoria APA.
Outra consequência do artigo 22-B seria a vitória da Vale no impasse em torno da criação do Parque Nacional Serra do Gandarela. A área está em disputa entre a Vale e o ICMBio. Pelo novo texto (vide Inciso III), o ICMBio perde a área.
Além disso, para cada criação de unidade de conservação, o projeto de lei fixa a necessidade de ter previsão em lei orçamentária para a implantação da UC, incluindo recursos para desapropriação da área e pagamento de indenização aos proprietários particulares.
Populações tradicionais
Santana também alterou o artigo 23 do SNUC, que trata da posse e do uso das áreas ocupadas pelas populações tradicionais nas Reservas Extrativistas e Reservas de Desenvolvimento Sustentável. O deputado retirou os parágrafos que regulavam as atividades permitidas às populações tradicionais dentro das UCs de Uso Sustentável. A proibição à caça de animal ameaçado de extinção, por exemplo, desaparece.
Outra modificação importante foi dispensar lei específica para alterar -- aumentar ou reduzir -- o tamanho ou limites das Unidades de Conservação, contra o que dispõe o Inciso III do artigo 225 da Constituição Federal. Pelo relatório, desafetação de UC poderia ser feito por decreto presidencial.
Relator do Projeto de Lei 3.682/2012, Santana justifica as alterações:
“Da mesma forma que não podemos coadunar com a devastação e degradação ambiental, não podemos ficar silentes para uma defesa ambiental midiática, pautada pela burocracia documental, pelo custo ambiental, pela inviabilização de atividades produtivas e pelo cumprimento de metas transformando o Brasil em reserva legal mundial”, escreveu.

Pacote do Código da Mineração
O PL 3.682/2012 faz parte do pacote do novo Código da Mineração. Segundo o deputado Vinícius Gurgel, autor do projeto, ele é necessário por “liberar áreas com riquezas minerais estratégicas para o desenvolvimento do País sem comprometer nosso esforço em favor da conservação”. Entretanto, uma das lacunas do texto é não prever onde as áreas que serão doadas como compensação pela mineração devem estar localizadas em relação à UC que será explorada.
Para o especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil, Aldem Bourscheit, o projeto é mais uma tentativa de flexibilizar a legislação ambiental.

“Ele [PL] ataca o Sistema Nacional de Unidades de Conservação ao tentar abrir áreas de proteção integral, como parques, reservas biológicas e afins a uma atividade altamente impactante e totalmente fora de conformidade com os motivos e princípios pelas quais foram criadas as áreas protegidas. É um completo absurdo e uma irresponsabilidade”, disse Bourscheit a ((o))eco.

De acordo com Bourscheit, os inúmeros pedidos de lavra e de mineração em áreas protegidas explicam a pressão do setor para que as leis de proteção ambiental sejam afrouxadas.

O PL 3.682/2012 estava na pauta da Comissão de Minas e Energia da Câmara para ser votado nesta quarta-feira (27), mas foi adiado porque Bernardo Santana, o relator, faltou a sessão.

No seu trajeto em busca de aprovação, o projeto ainda precisa passar pela comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e pela comissão da Constituição e Justiça e de Cidadania até ser apreciado no plenário da casa.

Edital de doação do IBAMA - material apreendido.

EDITAL DE DOAÇÃO
 
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis - IBAMA, no Estado do Espírito Santo, faz saber pormeio deste EDITAL, em consonância com a Instrução Normativa nº28 de 08 de outubro de 2009, vem informar a praça os produtos apreendidos para serem destinados conforme preceitua a Lei nº9.605/98 e o Decreto 6.514/2008, informa ainda que os produtos serão destinados pela ordem a seguir: Órgãos Federais, Estaduais,Municipais e Entidades Beneficentes/Filantrópicas sem fins lucra-tivos, conforme relação dos bens:
 
Materiais constantes dos TADs, relacionados nos processos
abaixo relacionados:
 
Processo 0 2 0 0 9 . 0 0 11 9 5 / 2 0 0 6 - 5 4 381005
Termo de Apreensão e Depósito 
 
Material  Apreendido: 30,092 metros cúbicos de madeira nativa.
 
Poderão solicitar os produtos acima listados, todos os Órgão
e Entidades que se enquadrem nos itens descritos deste Edital que serão avaliados para destinação por ordem de chegada, devendo anexar cópias dos seguintes documentos: Estatutos da Entidade, Ata de eleição da atual Direção ou Ato formal de nomeação do Dirigente,
cópia do Projeto especificando onde o bem a ser doado será aplicado.
 
A Comissão de Destinação de Materiais Apreendidos da Superin-tendência do IBAMA no Estado do Espírito Santo estará à disposição das instituições interessadas, no endereço sito à Av. Marechal Mas-carenhas de Moraes, 2.487 - Bento Ferreira - Vitória/ES.
 
Francisco das Chagas Chaves
Técnico Administrativo
 
FONTE: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=02/12/2013&jornal=3&pagina=171&totalArquivos=312

Projeto de organismo internacional seleciona profissionais

Projeto de organismo internacional seleciona profissionais para contratação temporária. São três vagas para áreas de Computação, Ciências Biológicas e Comunicação

EDITAL No-73/2013 

PROJETO DE ORGANISMO INTERNACIONAL UNESCO914/BRZ/3002 - CONTRATA NA MODALIDADE PRODUTO
 
OBJETIVO/VAGA: Elaborar estratégias para aquisição e a distri-buição de sementes, mudas e outros materiais propagativos de cul-turas alimentares de agricultores familiares, visando contribuir com aredução da extrema pobreza no meio rural por meio do Programa de
Aquisição de Alimentos - PAA - l (uma) VAGA.
 
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: Formação Acadêmica: Gradua-ção nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Biológicas,Ciências Agrárias ou Ciências Humanas devidamente reconhecidapelo MEC, com Mestrado. Experiência profissional: experiência mí-nima de 3 (três) anos em atividades relacionadas a programas, mo-bilização, ações e metodologias de trabalho e/ou na implementação eexecução de políticas públicas voltadas a governos municipais, es- taduais e/ou Distrito Federal, na área de segurança alimentar e nu-tricional e/ou agricultura familiar.
 
O Termo de Referência está disponível no sítio:h t t p : / / w w w. m d s . g o v. b r / a c e s s o - a - i n f o r m a c a o / l i c i t a c o e s e c o n t r a t o s / organismos-internacionais-pessoa-fisica/editais-disponiveis. 
 
Os interessa-dos deverão enviar o currículo a partir do dia 02/12/2013 até o dia08/12/2013 para o endereço: sedpi.914brz3002@mds.gov.br (exclu-sivamente). O currículo deverá ser enviado em formato PDF, nomodelo disponível no sítio (http://www.mds.gov.br/acesso-a-informa-
cao/licitacoesecontratos), bem como o número do edital deverá serinformado no campo assunto - e-mails que não atenderem a tais requisitos serão desconsiderados. Em cumprimento ao disposto noDecreto n.º 5.151 de 22 de julho de 2004, as contratações serãoefetuadas mediante processo seletivo simplificado (análise de cur-rículo e entrevista), sendo exigida dos profissionais a comprovação da
habilitação profissional e da capacidade técnica ou científica compatível com os trabalhos a serem executados. "É vedada a contra-tação, a qualquer título, de servidores ativos da Administração Pú-blica Federal, Estadual, Municipal ou do Distrito Federal, direta ou indireta, bem como de empregados de suas subsidiárias e controladas, no âmbito dos acordos de cooperação técnica internacional".
 
IARA CRISTINA DA SILVA ALVES
Diretora de Projetos Internacionai

28 de novembro de 2013

Carta do movimento socioambiental da Bahia em prol de um ZEE participativo

Carta do movimento socioambiental da Bahia em prol de um ZEE participativo

Para: Governo do Estado da Bahia
Att: Secretário da Casa Civil Sr. Rui Costa
Secretário do Planejamento Sr. José Sérgio Gabrielli
Secretário do Meio Ambiente Sr. Eugênio Spengler
____________________________________________
As Zonas Ecológico Econômicas “são porções territoriais, com determinadas características ambientais, sociais e econômicas, cujos atores envolvidos propõem uma destinação específica(Programa Zoneamento Ecológico Econômico: Diretrizes metodológicas para o Zoneamento Ecológico Econômico do Brasil. Brasília: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE/ SDS, 2006 ) . Essas zonas têm como objetivo subsidiar o planejamento da ocupação sustentável do território para garantir a proteção e conservação da biodiversidade bem como o desenvolvimento socioeconômico, ecológico e ambiental da população nas “zonas”, cujas “destinações específicas” devem estar propostas pelos diversos segmentos sociais, através de uma base democrática de participação estabelecida.
Com base nisso, as entidades que assinam esta carta, que fazem parte do movimento socioambiental baiano, valorizam a iniciativa do governo do Estado da Bahia em inaugurar esse processo e o esforço dos profissionais que reuniram e compilaram as diversas informações que compõem o documento preliminar do Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE, bem como reconhecem que esta iniciativa é pioneira na gestão ambiental da Bahia. Sem esse trabalho inicial não é possível avançar na discussão do ZEE.
Mas, reconhecem também que esta etapa, que está em curso, não finaliza o instrumento ZEE, previsto em lei, uma vez que “as destinações específicas” não serão alcançadas após essas audiências que já vêm sendo realizadas desde 12 de novembro de 2013, ou seja, não devem ser encaradas como etapa conclusiva. Entendemos que essa é uma fase “preliminar” que servirá para divulgar as informações necessárias sobre as diversas regiões e facilitará a análise e compreensão da paisagem com base nas quais deve ser iniciada uma nova etapa de discussão da “destinação especifica”, propriamente dita das “zonas”. Já está sendo uma etapa importante, pois vem dar conhecimento à sociedade baiana sobre o instrumento ZEE, sua importância e finalidades.

Prêmio Mandacaru II

O Prêmio Mandacaru II – Projetos e Práticas Inovadoras em Acesso à Água e Convivência com o Semiárido está com as inscrições abertas no período de 15 de novembro de 2013 a 15 de janeiro de 2014. O Prêmio busca identificar e apoiar projetos e práticas que tenham como base as tecnologias sociais de acesso à água e outras de convivência com o semiárido.

O tema para esta segunda edição do prêmio é: “Água, Participação e Soberania Alimentar”, considerados os principais pilares para a busca da convivência harmônica e solidária com o Semiárido. O Prêmio, cuja premiação total é de R$ 1 milhão, possui quatro categorias direcionadas a diferentes públicos beneficiários:
 - Categoria I: Experimentação no Campo – direcionada a associações e entidades de agricultores e agricultoras familiares. Prêmios: quatro primeiros colocados (R$60 mil cada);
 - Categoria II: Práticas Inovadoras - direcionada a organizações não governamentais. Prêmios: quatro primeiros colocados (R$100 mil cada);
 - Categoria III: Pesquisa Aplicada - direcionada a instituições de pesquisa. Prêmios: dois primeiros colocados (R$150 mil cada);
- Categoria IV: Gestão Inovadora - direcionada a órgãos e entidades governamentais federais, estaduais e municipais. Prêmios: dois primeiros colocados (R$30 mil cada).
O Prêmio faz parte do Programa Cisternas BRA-007-B. É realizado pelo Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS), em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Maiores informações estão disponíveis no folder e no hot site do Prêmio. Solicita-se auxílio para divulgá-lo junto a instituições que desenvolvam trabalhos nesta área e
possam ter interesse.
As inscrições devem ser realizadas no site:
http://www.iabs.org.br/projetos/premiomandacaru/
Solicita-se o apoio para divulgação em suas redes de contato, na qual pode haver interessados em participar do Prêmio Mandacaru. Caso seja possível nos apoiar, seguem materiais para divulgação: cartaz e folder.

25 de novembro de 2013

Projeto teuto-brasileiro beneficiará mosaicos de UCs da Mata Atlântica


Paulo de Araújo/MMA  Mata Atlântica: R$ 44 milhões assegurados
Recursos serão aplicados na recuperação de áreas atingidas

LUCIENE DE ASSIS

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceira com a Agência Internacional de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ, sigla em alemão) e o Banco Alemão para o Desenvolvimento (KfW), dará início, em 2014, ao Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica. Com término previsto para 2017, a iniciativa visa a conservação da biodiversidade e a restauração de áreas abrangidas por mosaicos - conjuntos de unidades de conservação (UCs) de categorias diferentes ou não, próximas, justapostas ou sobrepostas, e outras áreas protegidas públicas ou privadas) selecionados -, contribuindo para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas na Mata Atlântica.

O projeto será coordenado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do MMA e os dados levantados serão usados para orientar a formulação de políticas públicas que envolvam clima e conservação do bioma. “Estamos negociando uma cooperação financeira com o governo alemão para a continuidade das atividades de desenvolvimento na Mata Atlântica, incluindo componentes de mudança climática no Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas em toda a extensão da Mata Atlântica”, explica a gerente de Conservação da Biodiversidade da SBF, Daniela América de Oliveira.

As atividades a serem desenvolvidas pelo Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica terão recursos de, aproximadamente, R$ 44,33 milhões (14,3 milhões de euros). A cooperação financeira virá do banco alemão KfW; a doação ficará por conta do Ministério do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU) da Alemanha; e a cooperação técnica será prestada pela GIZ. As atividades serão implantadas nos mosaicos Central Fluminense (Rio de Janeiro), Lagamar (Paraná) e Extremo Sul da Bahia, aplicando-se uma estratégia diferenciada para capacitação e fortalecimento institucional no Nordeste do Brasil. 
 
http://www.mma.gov.br/informma/item/9813-projeto-teuto-brasileiro-beneficiar%C3%A1-mosaicos-de-ucs-da-mata-atl%C3%A2ntica

Revista Science destaca risco de extinção da onça-pintada

Revista Science destaca risco de extinção da onça-pintada

Sandra Tavares
sandra.tavares@icmbio.gov.br

Brasília (25/11/2013) – A edição 342 da Revista Science, datada de 22 de novembro de 2013, traz nota informativa sobre o estudo conduzido por pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acerca do risco de extinção de onças-pintadas no bioma Mata Atlântica.

A nota, de autoria de Mauro Galetti, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulita, contou com a colaboração do coordenador-geral de Manejo para a Conservação do ICMBio e pesquisador de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB), Ugo Vercillo e do coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio), Ronaldo Morato, além dos analistas ambientais Beatriz Beisiegel e Peter Crawshaw.

Segundo pesquisadores, exemplares da espécie estão em declínio no Brasil. A Mata Atlântica que engloba a costa do Brasil e partes da Argentina e Paraguai, poderá se tornar o primeiro bioma tropical a perder o seu maior predador de topo, a onça-pintada (Panthera onca).

Os especialistas já estimam em menos de 250 onças-pintadas adultas vivas em todo o bioma, distribuídas em oito espaços isolados. Análises moleculares feitas na espécie revelam ainda um parâmetro crítico para a manutenção da diversidade genética desses exemplares, ou seja, a população efetiva pode ser menor do que 50 animais.

A onça-pintada acaba sendo alvo de pecuaristas por representar uma ameaça sobre o gado. Mas a espécie desempenha um papel crucial na cadeia trófica, a exemplo do controle de herbívoros tais como capivaras, veados, queixadas e predadores, e em menor número de pumas, jaguatiricas, raposas e guaxinins. A ameaça real de sua extinção irá interromper as interações predador-presa com efeitos imprevisíveis sobre o funcionamento do ecossistema da Mata Atlântica como um todo – que já é altamente fragmentada e sua biodiversidade distribuída em área 12% menor do que a original.

Embora 24% das áreas remanescentes sejam grandes o suficiente para suportar as onças, as populações são encontradas em apenas 7% da floresta. Programas de suplementação de população e reprodução podem trazer uma nova esperança para as onças, mas a caça descontrolada continua difundida e ameaçando a existência desse importante predador de topo.

Para conferir o conteúdo publicado na Science, clique aqui.

Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

Coleção completa do Boletim de Botânica da USP disponível online


Boletim de Botânica - Coleção completa disponível no Portal de Revistas da USP

Anunciamos a disponibilização on line completa do periódico Boletim de Botânica da USP no Portal de Revistas da USP (http://revistasusp.sibi.usp.br).

O periódico iniciou-se em 1973 como série nova de seu predecessor Boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP – série Botânica, que foi publicado de 1937 até 1969. Tem ocupado posição relevante no cenário nacional, especialmente por ter sido historicamente responsável pela divulgação da ciência botânica brasileira. Muitos dos artigos fundamentais sobre a ecologia vegetal no Cerrado e na Mata Atlântica, sobre as algas marinhas do nosso litoral e sobre a anatomia e fisiologia de tantas espécies vegetais do país, foram primeiramente publicados nesta revista. Esses trabalhos constituíram a base fundamental sobre a qual muitos estudantes de Biologia, e mesmo de outras áreas correlatas, fizeram seus cursos de graduação e se iniciaram na pesquisa e na pós-graduação tratando de variadas abordagens da flora e vegetação brasileira.

A revista segue publicando trabalhos nas várias áreas da Botânica, atualmente com maior ênfase em taxonomia e florística.

O Boletim tem recebido apoio financeiro regular da Comissão de Credenciamento de Periódicos Científicos da USP há vários anos, recebendo verbas para os trabalhos gráficos. A revista entrou no Portal de Revistas da USP primeiramente com os volumes publicados desde 2007 disponíveis, e agora com o material restante inteiramente digitalizado (formato pdf): toda a série antiga (Bol. Fac. Filos. Cienc. Letr. USP – série Bot.) e os volumes 1 a 30 da série nova. A digitalização da revista foi custeada pela Diretoria do IB-USP e pelo SIBi-USP e implementada por funcionários ligados ao Setor de Informática do IB (notadamente Ricardo Nonaka e Durbem Pereira Jaco), ao Setor de Publicações da Biblioteca do IB (Adriana Hypólito Nogueira) e aos funcionários do DT/SIBi (André Serradas e Lilian Ribeiro).

Desde 2011 a composição gráfica da revista tem sido realizada no Setor de Publicações da Biblioteca do IB, sob supervisão da bibliotecária Adriana Hypólito com apoio de colega do SIBi.

115 periódicos correntes no acervo da Biblioteca do IB advêm do intercâmbio com o Boletim, e a revista é distribuída às principais bibliotecas internacionais e de instituições públicas de todo o país.

Vale ressaltar, ainda, que todos os artigos do Boletim, desde a série antiga até último publicado, receberam o número DOI (Digital Object Identifier). O DOI é um padrão para identificação de documentos em rede de computadores, que permite localizar e acessar materiais na Web.

Almejamos que a disponibilização on line do conteúdo completo da revista seja de ampla utilidade para a comunidade científica. O acesso livre e imediato ao seu conteúdo segue o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização do conhecimento.

Boletim de Botânica da USP - ISSN 0302-2439
Editor: Prof. Dr. José Rubens Pirani
Comissão Editorial - IB-USP:
Prof. Dr. Antonio Salatino - Fitoquímica
Prof. Dr. Eurico Cabral de Oliveira -Ficologia
Prof. Dr. Gilberto Barbante Kerbauy - Fisiologia
Profa. Dra. Nanuza Luiza de Menezes - Anatomia
Prof. Dr. Renato de Mello-Silva - Sistemática
Profa. Dra. Vânia Regina Pivello - Ecologia
Conselho Editorial:
Dr. Alain Chautems
Conservatoire et Jardin Botaniques de Genève, Suisse
Dr. Alessandro Rapini
Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia
Dr. Alfredo E. Cocucci
Universidad Nacional de Cordoba, Argentina
Dra Ana Maria Giulietti
Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia
Dra. Daniela C. Zappi
Royal Botanic Gardens, Kew, Inglaterra
Dra. Dorothy Sue Dunn de Araújo
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Dra. Edenise Segala Alves
Instituto de Botânica, São Paulo
Dr. Enrique Forero
Universidad Nacional de Colombia
Dra. Hilda Maria Longhi-Wagner
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Dr. Lázaro Eustáquio Pereira Peres
ESALQ, Universidade de São Paulo
Dra. Lygia Dolores R. Santiago- Fernandes
Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Dr. Marcelo Guerra
Universidade Federal de Pernambuco
Dra. Maria Auxiliadora Kaplan
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Dr. Paul Berry
University of Michigan, E.U.A.
Dr. Renato Crespo Pereira
Universidade Federal Fluminense
Dr. Vinícius Castro Souza
ESALQ, Universidade de São Paulo
Dr. Wm. Wayt Thomas
The New York Botanical Garden, E.U.A.
Dra. Zenilda L. Bouzon
Universidade Federal de Santa Catarina


Serviço de Biblioteca:
Diretoria Técnica de Serviço: Bibliotecária Adriana Hypólito Nogueira
Apoio técnico:
André Serradas – DT/SIBi-USP
Lilian Ribeiro – DT/SIBi-USP
Ricardo Nonaka – Setor de Informática, IB-USP
Durbem Pereira Jaco - Setor de Informática, IB-USP
Periodicidade: dois fascículos anuais.
Editoração, CTP, impressão e acabamento: All Print Editora
Indexado por CABI, Kew Records of Taxonomic Literature, Latindex e Ulrich´s
Credenciamento e apoio financeiro: Programa de apoio às publicações científicas periódicas da USP - Comissão de Credenciamento
Informações e versão eletrônica disponíveis no Portal de Revistas da USP
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Reitor: Prof. Dr. João Grandino Rodas
Vice-Reitor: Prof. Dr. Hélio Nogueira da Cruz
INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS
Diretor: Prof. Dr. Carlos Eduardo Falavigna da Rocha
Vice-Diretor: Prof. Dr. Welington Braz Carvalho Delitti
DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA
Chefe: Profa. Dra. Helenice Mercier
Suplente: Profa. Dra. Mariana Cabral de Oliveira

Suspensão de atividades do Herbário FLOR

Suspensão de atividades do Herbário FLOR
Prezados curadores,
 
Durante os meses de dezembro/2013, janeiro e fevereiro/2014 o herbário FLOR não estará atendendo a pedidos de empréstimo e visita de pesquisadores.
O motivo do "fechamento" é que nesses 3 meses o herbário passará por melhorias em sua infraestrutura, o que envolverá obras e movimentação da coleção.
Acreditamos que a partir de março/2014 as atividades no herbário retornarão à normalidade.
Atenciosamente,
 
Rafael Trevisan 
 
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Rafael Trevisan
Professor Adjunto
Departamento de Botânica, Centro de Ciências  Biológicas, UFSC
Laboratório de Sistemática de Plantas Vasculares (www.sisplant.ccb.ufsc.br)
Curador da seção de plantas vasculares do herbário FLOR (http://herbario.paginas.ufsc.br/)
88040-970 Florianópolis - SC - BRASIL
Fone: (0xx48) 3721-2284

XXI Simpósio de Mirmecologia

XI Simpósio de Mirmecologia
Data início: 01/12/2013 - Data término: 05/12/2013
 
É com muita satisfação que convidamos a todos os interessados a participar do XXI Simpósio de Mirmecologia que será realizado na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil, no período de 01 a 05 de dezembro de 2013.
Nas últimas décadas, a mirmecologia no Brasil sofreu um forte crescimento que se manifestou tanto pelo aumento de instituições e pesquisadores dedicados ao estudo das formigas, como pela crescente diversidade e abrangência das linhas de pesquisa.
O Simpósio de Mirmecologia traduz um fiel retrato das evoluções e do comprometimento cada vez maior da comunidade científica brasileira em áreas de destaque como ecologia de comunidades, taxonomia, sistemática, biogeografia, comportamento animal e ecologia comportamental, bioindicação, controle de formigas pragas, bem como da significativa e crescente contribuição dessa comunidade para os progressos dessas áreas.
Um sinal claro dessa maturidade da mirmecologia no Brasil é a acentuada internacionalização do Simpósio de Mirmecologia, em particular nas suas últimas edições que foram marcadas por uma participação cada vez mais importante de colegas de outros países, atraídos pela qualidade das pesquisas desenvolvidas no Brasil e interessados em desenvolver laços profissionais com colegas brasileiros.
A realização do XXI Simpósio de Mirmecologia no coração do Nordeste, na região das Caatingas, se inscreve nessa dinâmica de impulso da mirmecologia no Brasil.
É nesse contexto bastante positivo e animador que estamos nos empenhando em oferecer uma programação a altura dos anseios de todos os profissionais e estudantes da área e que seja de natureza a incentivar discussões, novas ideias e rumos, além de oferecer um quadro propício para rever os amigos, fazer novos amigos e ampliar os laços profissionais.

Data de início das inscrições: 15/03/2013

Local de realização do evento: Hotel Praia Centro/Fábrica de negócios – Fortaleza-CE
Av. Monsenhor Tabosa, 740 – Praia de Iracema – www.praiacentro.com.br

MAIS INFORMAÇÕES EM WWW.UECE.BR/EVENTOS/MYRMECO2013

Sociedade Botânica do Brasil

Inauguração das novas instalações da sede da Sociedade Botânica do Brasil
 
Inaugurada no dia 01 de novembro, as novas instalações da sede da Sociedade Botânica do Brasil (SBB).

No discurso de inauguração, o  Presidente da SBB, Carlos Wallace do Nascimento Moura, afirmou que entrega da nova sala se apresenta como mais um tijolo assentado desde a aquisição da sede da Sociedade em 2002, durante a gestão da ex-presidente Maria Mércia Barradas, feita com recursos próprios que haviam sido retidos pelo plano Collor. 

A aquisição naquela época foi uma visão de futuro para a Sociedade e a sua reforma (revitalização) hoje, visando a sua adequação ao uso, só foi possível devido ao legado deixado pelo arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx.
Estiveram presentes à inauguração alguns membros da Diretoria e representante do Conselho Superior da SBB, ex-presidentes da Sociedade, além de autoridades e associados.
Segundo o Presidente da Sociedade, a atual Diretoria se sente honrada em poder oferecer esta sede para a Sociedade Botânica do Brasil e mais honrada ainda em dar o nome ao arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx em reconhecimento a sua história em defesa da flora brasileira e por ter sido um mantenedor da Sociedade. 

O projeto da nova sede foi desenvolvido pela empresa Quinta - Arquitetura, Design e Paisagismo e as cores empregadas inspiradas nas gravuras de Burle Marx, hoje em exposição na nova sede.
No seu discurso, o Presidente da SBB agradeceu ainda o empenho de todas as Diretoria, Conselhos Superiores e associados da SBB em prol da construção da Sociedade Botânica do Brasil.


Copyright © 2010 SBB - Sociedade Botânica do Brasil. Todos os direitos reservados.

Sede: SCLN 307 - Bloco B - Sala 218 - Ed. Constrol Center Asa Norte - CEP: 70746-520 - Brasília - DF

Diretoria: Universidade Estadual de Feira de Santana - Departamento de Ciências Biológicas
Avenida Transnordestina, s/n - Bairro Novo Horizonte - Caixa Postal 252-294 - CEP 44036-900 - Feira de Santana - BA
Fone: (75) 3226-1113 - sbb@botanica.org.br



FONTE: http://www.botanica.org.br/go_news.php?id=148

Projeto aponta contaminação da água do rio na área da Barragem de Sobradinho

Pontos  no mapa marcam locais estudados pelos pesquisadores

O que apenas era uma desconfiança ou especulação está a se confirmar: a água do rio São Francisco que banha os quatro municípios baianos (Sobradinho, Sento Sé, Remanso e Casa Nova) localizados à borda do lago formado pela Barragem de Sobradinho, apresenta indícios de contaminação por resíduos químicos e biológicos. Em vários pontos do Lago, metais pesados, coliformes fecais e substâncias químicas já se misturam à água em proporções acima da permitida pela legislação brasileira.
É uma situação muito preocupante, afirmam as pesquisadoras Alessandra Monteiro Salviano Mendes e Paula Tereza de Souza e Silva, da Embrapa Semiárido. E embora manifestem essa opinião com base em informações preliminares, os dados de amostras coletados em 27 locais diferentes e em períodos de maior e menor cota do Lago, dão uma boa noção da realidade atual e dos riscos que representa sua evolução se mantido o atual modelo de agricultura praticado na região. Outras campanhas de coleta estão sendo realizadas para confirmação desses dados.
De acordo com as pesquisadoras, as análises das amostras identificaram teores totais de metais pesados - ferro (Fe) e cádmio (Cd) – superiores aos que são permitidos por lei. E o aumento da concentração desses elementos na época de cheia do rio, pode estar relacionado, entre muitos outros fatores, “com o carreamento do solo pela erosão para dentro do Lago no período de chuva e com o avanço das áreas agrícolas para o Lago, na época de menor cota”, explicam.


O níquel (Ni) e o cromo (Cr) também foram constatados em elevadas quantidades, em pelo menos um ponto de coleta. Para ela, a presença de metais pesados na água que conhecidamente estão presentes em alguns fertilizantes e agrotóxicos normalmente utilizados na atividade agrícola da região, são indicativo da influência desta atividade na qualidade da água do Lago de Sobradinho.
Outras substâncias, como o acefato, metalaxil, oxyfluorfen, pendimetalina, e carbendazim, foram detectados em 90% das amostras, indicando a potencial de contaminação da água do Lago por agrotóxicos que são muito utilizados nos cultivos de cebola.
Um dado que também merece atenção é o que constata que 99% das amostras de água coletadas em áreas rurais ribeirinhas nos municípios de Sobradinho, Casa Nova, Sento Sé e Remanso apresentaram altas concentrações de coliformes fecais. A contaminação detectada decorria a presença de estercos de animais. Nesses locais, as águas são impróprias para o consumo humano. Segundo a portaria n°2.914 de 2011 do Ministério da Saúde, uma água para consumo humano deve estar ausente de coliformes fecais.
Entre os 4 pontos de coleta do município de Remanso, de acordo com as pesquisadoras, apenas num lugar, identificado como Salgadinho, a água estava apropriada para uso pelos agricultores e suas famílias.
Este trabalho é realizado num dos planos do projeto “Ações de desenvolvimento para produtores agropecuários e pescadores do território do entorno da Barragem de Sobradinho-BA” executado pela Embrapa e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF). Elas são responsáveis por avaliar e monitorar como as atividades agropecuárias afetam a qualidade do solo na região de entorno e da água do Lago.
Rebert Coelho Correia que é pesquisador da Embrapa Semiárido e coordenador desse projeto afirma que os dados levantados pelas pesquisadoras mostram uma situação preocupante e dão uma noção da gravidade da realidade atual e dos riscos que representa sua evolução se mantido o atual modelo de agricultura praticado na região.
É preciso introduzir mudanças nos sistemas de produção, e há tecnologias disponíveis, para que os impactos da agricultura sejam minimos no ambiente”.

Mais Informações:
Alessandra Monteiro Salviano Mendes – pesquisadora;

Paula Tereza de Souza e Silva – pesquisadora;

Rebert Coelho Correia – pesquisador;

Fernanda Birolo - Jornalista Embrapa Semiárido (MTb/AC 81)

Marcelino Ribeiro - Jornalista Embrapa Semiárido (MTb/BA 1127)


(87) 3866-3734
 
FONTE:
http://projetolagodesobradinho.blogspot.com.br/2013/09/projeto-aponta-contaminacao-da-agua-do.html#more

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