9 de junho de 2014

Filhotinhos de harpia: zoos reproduzindo espécies ameaçadas

Filhotinhos de harpia: zoos reproduzindo espécies ameaçadas

A harpia, ou gavião-real, é o maior rapinante das Américas e a mais possante do mundo, graças às suas garras que chegam a 7 cm, maiores que as de um urso marrom!

São monogâmicas e vivem solitárias ou aos pares na copa das árvores, onde fazem seus ninhos. São postos geralmente dois ovos, mas apenas um filhote sobrevive e leva de 2 a 3 anos para se tornar adulto, dependendo dos cuidados dos pais por um ano ou mais. A espécie não se reproduz todos os anos, pois necessita de mais de um ano para completar o período reprodutivo.


Na revisão da lista nacional de espécies ameaçadas, realizada em 2003, a harpia foi retirada, o que causou muita polêmica, pois isso indica mais uma falha na metodologia de avaliação do que uma real melhora do status da espécie. A perda de hábitat é sua principal ameaça, seguida pela caça.


Harpias podem ser vistas em vários Zoos no Brasil, a maioria animais que chegaram de resgates.
Geralmente as instituições que conseguem reproduzir a espécie o fazem retirando os casais da visitação pública, em recintos isolados conhecidos como "câmaras de cria".


O Zoo de Salvador teve um sucesso importante no manejo da espécie: conseguiu que as aves se reproduzissem em um recinto na área de visitação! Isso indica que o importante não é o isolamento, mas também um manejo adequado.


A fêmea botou e incubou dois ovos, com o auxílio do macho, que levava comida do bico para ela.
O nascimento do primeiro bebê-harpia foi registrado no início de maio, e o irmão nasceu uma semana depois. Como harpias raramente criam dois filhotes ao mesmo tempo e muitas vezes um dos filhotes morre, a equipe técnica do Zoo de Salvador optou por manter o filhotinho mais velho no ninho com a fêmea e levar o mais novo para o berçário do Zoo, para aumentar suas chances de sobrevivência. Ele está sendo criado na mão. É alimentado 5 vezes ao dia e monitorado o tempo todo. Os dois filhotes estão se desenvolvendo normalmente.


Este sucesso é muito importante, e dá às outras instituições que mantém harpias uma nova possibilidade de manejo, para que possam obter sucesso reprodutivo mesmo em recintos com visitação pública. Filhotes criados pelos pais também podem estar comportamentalmente mais aptos para a reintrodução, caso seja necessário.

Parabéns ao Zoo de Salvador e vida longa aos filhotinhos!

fonte:https://www.facebook.com/zoosalvador

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