1 de outubro de 2012

ICMBio e CNPq avaliam resultados de pesquisas na Caatinga

Brasília (01/10/2012) – O presidente do Instituto Chico Mendes, Roberto Vizentin, abriu na manhã desta segunda-feira (01), juntamente com a coordenadora-geral do Programa de Pesquisa em Saúde (CGSAU/DABS), Raquel de Andrade Lima Coêlho, o “Seminário de Avaliação e Acompanhamento dos projetos de pesquisa aprovados na Chamada CNPq/ICMBio nº 13/2011 – Pesquisa em Unidades de Conservação do Bioma Caatinga”, que acontece na sede do CNPq, em Brasília.
“Acabo de chegar de uma visita importante às unidades de conservação do Rio Grande do Norte, e posso afirmar que o trabalho de pesquisa que está sendo feito nessas unidades está sendo fundamental, sendo executado de forma integrada com os problemas vividos por cada uma delas”, frisou o presidente Vizentin, fazendo referência a visita feita ao recém-criado Parque Nacional da Furna Feia, a Floresta Nacional de Nísia Floresta e as reservas extrativistas Prainha do Canto Verde e Batoque.
Roberto Vizentin destacou que entre os problemas vividos pelas unidades estão a ameaça à biodiversidade, seja pelo avanço de espécies invasoras aos ecossistemas, seja pela ação humana. “Não temos nenhuma chance de prosperar na gestão dessas unidades se não dermos um salto significativo no campo da pesquisa direta, voltada para os nossos desafios. E nesse sentido, cada unidade é um laboratório a céu aberto”, reiterou Vizentin. Ele agradeceu a oportunidade da parceria do ICMBio com o CNPq por meio da Chamada 13/2011 e destacou que as unidades estão abertas à pesquisa. “Esperamos que parcerias como esta tenham vida longa”.
A Chamada CNPq/ICMBio nº 13/2011 utiliza R$ 3,4 milhões da compensação ambiental do empreendimento “Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional”, sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. O recurso é aplicado segundo parâmetros definidos por Comitê Julgador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que aprovou 17 projetos de dez instituições de pesquisa, com prazo de execução de dois anos.
Entre os objetivos do seminário estão o de apresentar, discutir e avaliar 16 projetos de pesquisa em andamento. Os gestores farão ainda uma contextualização das respectivas Unidades de Conservação e da importância da pesquisa para a gestão, manejo e conservação dos ecossistemas, espécies e demais atributos naturais de cada unidade. A chamada teve como objetivo selecionar projetos relacionados ao manejo, uso e conservação da biodiversidade e à proteção do patrimônio cultural e dos recursos naturais no bioma Caatinga, definido em planos de manejo e planos de ação de nove unidades de conservação federais e seus entornos.
As unidades de conservação federais contempladas são: Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), Estação Ecológica Raso da Catarina (BA), Parque Nacional do Catimbau (PE), Estação Ecológica do Seridó (RN), Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), Parque Nacional da Serra das Confusões (PI), Parque Nacional de Sete Cidades (PI), Estação Ecológica de Aiuaba (CE) e Parque Nacional de Ubajara (CE).
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi a que aprovou o maior número de projetos (cinco), seguida pela Universidade Federal de Pernambuco (três) e pela Universidade Federal do Ceará (dois). Todas as unidades de conservação foram contempladas com pelo menos dois projetos. A unidade com o maior número de projetos foi a Estação Ecológica do Seridó, com seis, seguida pelo Parque Nacional do Catimbau, com cinco; e sete projetos abrangem mais de uma UC. Estarão presentes no seminário, portanto, sete gestores e dois representantes das unidades de conservação contempladas com projetos de pesquisa aprovados na Chamada CNPq/ICMBio nº 13/2011, um representante da Coordenação Regional 6 e um da Coordenação Regional 7 do ICMBio, assim como os 13 pesquisadores responsáveis pelos 16 projetos em andamento, além de outros atores interessados no tema.
Considerando a relevância do evento para fortalecer o vínculo das instituições de pesquisa e seus pesquisadores com as unidades de conservação, em particular do Bioma Caatinga, gerando conhecimento aplicado às demandas para conservação, gostaríamos de contar com a presença de vocês no evento supracitado.

Comunicação ICMBio
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