26 de junho de 2012


 
É fácil falar que o documento foi pouco ambicioso, mas ninguém se sentou à mesa para colocar dinheiro adicional. Essa declaração foi dada hoje pela ministra do Meio Ambiente brasileira, Izabella Teixeira, ao responder hoje às críticas de que o documento final da Rio+20, que deve ser aprovado na tarde desta sexta-feira, seja pouco ambicioso Ela criticou a falta de apoio financeiro por parte dos países desenvolvidos para o estabelecimento de metas mais ousadas. “O que eu vi foram os países pobres, países em desenvolvimento, todos sem exceção assumindo compromissos de sustentabilidade e muitos países ricos não adicionando nenhum recurso nesse processo”. Izabella Teixeira considera inclusive uma contradição o anúncio realizado pela África do Sul durante a reunião do G-20 de que daria dinheiro para o FMI ajudar países europeus com a crise. “Então, vamos expor as contradições do mundo e vamos avançar com nossas ambições”, disse. A ministra ressaltou também a importância do setor privado no processo de financiamento do desenvolvimento sustentável. Ela considera que os compromissos com o setor privado feitos em 1992, na Eco92, foram “muito tímidos”. Mas considera que agora, na Rio+20, o setor de negócios vem com uma abrangência “muito grande”.
 
 

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