29 de junho de 2012

GREVES 2012

GREVE

Servidores da Fiocruz param por 24h por conta de atrasos no reajuste salarial

Categoria também fará outras paralisações de 48h e 72h

Metro1
Servidores da Fiocruz param por 24h por conta de atrasos no reajuste salarial
Foto: Divulgação
Os servidores da Fiocruz decidiram paralisar suas atividades por 24h nesta quinta-feira (28). O motivo é o atraso no reajuste salarial e a  falta de propostas do Governo tanto ao Movimento Unificado quanto à pauta específica.

Na assembleia realizada na última segunda-feira (25), também ficou definida uma paralisação de 48 horas nos dias 4 e 5 de julho e outra de 72 horas nos dias 10, 11 e 12 de julho. Nesse período, os trabalhadores se manterão em Assembleia Permanente, com a possibilidade de convocação a qualquer momento, por uma proposta concreta do governo. Uma nova Assembleia, dia 16, avaliará o indicativo de uma greve por tempo indeterminado.

Os servidores indicaram a intensificação dos trabalhos junto ao Fórum dos Servidores Federais, que fará uma vigília permanente em Brasília a partir próxima semana.


Greve do Incra pode ter adesão de todas as superintendências

BRASÍLIA - A expectativa, segundo o comando nacional da paralisação, é que todas as SRs participem do movimento, atingindo 85% do quadro dos servidores concursados...

Agência Brasil
BRASÍLIA – As superintendências regionais (SRs) do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Alagoas, Roraima e Sergipe realizam assembleias para decidir se aderem à greve da autarquia. São as únicas superintendências regionais que ainda não aderiram à paralisação.
A sede do Incra em Brasília e 25 das 30 superintendências regionais estão em greve. A expectativa, segundo o comando nacional da greve, é que todas as SRs participem do movimento, atingindo 85% do quadro dos servidores concursados.
Os servidores decretaram a paralisação no dia 8 de junho. Entre as reivindicações estão o aumento do piso salarial, melhorias na execução das políticas públicas desempenhadas pelo órgão como reforma agrária, reforma fundiária e agricultura familiar, fortalecimento da autarquia e valorização dos servidores do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), ao qual a autarquia é subordinado.
De acordo com o diretor nacional da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi), Reginaldo Marcos Aguiar, até agora o governo não apresentou nenhuma proposta. “Antes de a greve ser anunciada, foram feitas três reuniões com o governo, mas nada foi decidido ou negociado, por isso aderimos à paralisação.”
Aguiar diz que 5,5 mil servidores trabalham no Incra, mas 2 mil estão em condições de se aposentar até 2014. Já no MDA trabalham cerca de  mil funcionários e apenas 140 são concursados.
“O último concurso foi realizado em 2010 e 400 aprovados ainda aguardam convocação. O prazo que venceria no próximo mês, foi estendido até o final do ano. Exigimos que essas pessoas sejam convocadas e que um novo concurso seja feito. Para atender a demanda, 3 mil novos servidores devem ser contratados para o Incra e  mil para o MDA”, disse o diretor.
O Incra atende diretamente a cerca de 10 milhões de pessoas em todo o Brasil. Já o MDA, por meio dos programas sociais, atende indiretamente a mais de 20 milhões. “Atendemos pessoas de baixa renda, mas o governo não nos dá ferramenta para fazermos nosso trabalho como merece ser feito”, diz Aguiar.
Os servidores reivindicam também a recomposição do orçamento do MDA, e consequentemente, do Incra. Este ano, o ministério recebeu R$ 1 bilhão a menos em seu orçamento, que era R$ 4 bilhões. “O dinheiro que temos em caixa só deve durar até agosto. Consideramos que o orçamento deva ser pelo menos R$ 6 bilhões, R$ 2 bilhões a mais do que recebíamos antes, para que possamos desempenhar melhor nosso trabalho”, disse Aguiar.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) informou que a pauta de reivindicações dos servidores do Incra está em análise. Segundo a assessoria do Mpog, mais de 50 sindicatos que representam os servidores públicos federais apresentaram pautas, que estão sendo apreciadas separadamente. A expectativa é que o governo apresente proposta para todas até dia 31 de julho.
O prazo final para responder a todas reivindicações é 31 de agosto, quando o Poder Executivo tem que encaminhar a Lei Orçamentária de 2013 para apreciação do Congresso Nacional.


Representantes da Embrapa e servidores em greve voltam a se reunir amanhã

Da Agência Brasil
Brasília – Servidores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em greve desde segunda-feira (25) e representantes da estatal se reúnem amanhã (29) para mais uma rodada de negociações. A empresa informou que 22% dos trabalhadores aderiram à paralisação, já o sindicato da categoria estima que o número de grevistas supere os 75%.
Os servidores pretendem manter a ocupação da sede da estatal em Brasília, inciada na tarde de ontem (27) até que uma decisão judicial determine a saída. “Vamos ficar aqui até quando for possível”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vicente Almeida.
A categoria pressiona para que a empresa defina o Acordo Coletivo de Trabalho 2012-2013. Segundo o Sinpaf, das 87 cláusulas, 31 foram definidas. As negociações para a conclusão do documento começaram em fevereiro.
Os trabalhadores querem que o acordo não exclua direitos já conquistados. Segundo o presidente do Sinpaf, Vicente Almeida, a estatal pretende reduzir benefícios como o auxílio-creche. “Não vamos aceitar a retirada de conquistas trabalhistas, só no ano passado 40% dos servidores tiraram licença médica, agora a empresa quer retirar cláusulas de saúde do trabalhador.”
O principal impasse entre o sindicato e a empresa está na reestruturação salarial. A Embrapa oferece reajuste de 5,1%, equivalentes ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período de maio de 2011 a abril de 2012. A diretora de Administração de Finanças da Embrapa, Vânia Castilioni, informou à Agência Brasil que a empresa vem recuperando os salários dos servidores, mas não tem como garantir o percentual reivindicado pela categoria – aumento de 5% mais o valor do IPCA de 12 meses.
“Nós [a Embrapa] podemos oferecer aumento de 5,1%, além de mantermos 100% das cláusulas sociais. Isso claro, observando o que é justo para a empresa e para os servidores”, disse.
Edição: Juliana Andrade

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS

A greve dos professores das universidades federais chega 30º dia longe de um acordo entre o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o governo federal.
A greve começou em 17 de maio, e atualmente professores de 49 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades: 46 universidades (cerca de 80% do total) e três dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica, segundo dados do MEC, estão parcial ou totalmente parados.
Estudantes de 19 das 46 universidades também entraram em greve para pedir melhores condições de ensino. Segundo a Andes, a greve afeta mais de 1 milhão de alunos.
Nesta terça-feira (6), os professores programaram uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para reivindicar maior atenção do governo ao movimento. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo e, nesse cenário, não vê justificativa para uma greve da categoria neste momento.
A paralisação compromete as aulas em várias instituições federais:
1. CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas Gerais
2. FURG (Universidade Federal do Rio Grande)
3. IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais)
4. IFPI (Instituto Federal do Piauí)
5. Instituto Federal e Tecnológico do Sudeste de Minas Gerais
6. UFAC (Universidade Federal do Acre)
7. UFAL (Universidade Federal de Alagoas)
8. UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
9. UFERSA (Universidade Federal do Semi-Árido) – Mossoró
10. UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)
11. UFG (Universidade Federal de Goiás) - Campus Catalão
12. UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora)
13. UFLA (Universidade Federal de Lavras)
14. UFAM (Universidade Federal do Amazonas)
15. UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
16. UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)
17. UFMT-RO (Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis)
18. UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto)
19. UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)
20. UFPA (Universidade Federal do Pará /Central)
21. UFPA (Universidade Federal do Pará /Marabá)
22. UFPB (Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras)
23. UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
24. UFPB-PATOS (Universidade Federal da Paraíba / Patos)
25. UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
26. UFPI (Universidade Federal do Piauí)
27. UFPR (Universidade Federal do Paraná)
28. UFRA (Universidade Federal Rural do Amazônia)
29. UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
30. UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
31. UFRO (Universidade Federal de Rondônia)
32. UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
33. UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
34. UFS (Universidade Federal de Sergipe)
35. UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rey)
36. UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
37. UFU (Universidade Federal de Uberlândia)
38. UFV (Universidade Federal de Viçosa)
39. UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
40. UnB (Universidade de Brasília)
41. Unifal (Universidade Federal de Alfenas)
42. Unifap (Universidade Federal do Amapá)
43. Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
44. Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
45. UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
46. Universidade Federal Fluminense (UFF)
47. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
48. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
49. Universidade Federal do Amapá (UFAP)
50. Universidade Federal da Bahia (UFBA)
51. Instituto Superior do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste-MG)52.
52. Universidade Federal de Grandes Dourados (UFGD)
53. Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
54. Universidade Federal de Roraima (UFRR)
55. Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
56. Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
57. UFT (Universidade Federal do Tocantins)

A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.


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