11 de dezembro de 2012

CAFÉ CIENTÍFICO 2012!!

O Café Científico Salvador, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS), pela LDM - Livraria Multicampi e pela Biblioteca Pública do Estado da Bahia, apresenta neste mês de Dezembro duas edições:
 
Dia 12 de Dezembro, 16h, no Museu Geológico da Bahia (Av. Sete de Setembro, 2195 – Corredor da Vitória)
Palestra:“Gaia quer dizer planeta vivo?”
Convidados: Charbel El-Hani, Ricardo Santos do Carmo e José Eli da Veiga
 
Após a mesa redonda, ocorrerá o lançamento do livro Gaia: De Mito a Ciência, editado pela SENAC e organizado por José Eli da Veiga (USP), contando com artigos de Charbel El-Hani, Nei Freitas Nunes-Neto e Ricardo Santos do Carmo (UFBA), Mauro Rebelo (UFRJ) e Sonia Maria Barros de Oliveira (USP).
 
Este livro aprofunda questões teóricas fundamentais relacionadas ao estudo do meio ambiente, tema que o Senac São Paulo vem contemplando em várias publicações, sob diferentes enfoques, de modo a promover a visão ampla de problemas que se torna cada vez mais urgente debater em nossa sociedade.

Até poucas décadas, as ciências naturais encaravam a vida no planeta como passiva, subordinada a eventos climáticos e geológicos. James Lovelock, ao formular a Teoria Gaia, inaugurou um contraponto marcante a essa perspectiva, afirmando a existência de uma complexa teia de inter-relações entre meio e biota e, portanto, negando a mera adaptação da vida ao ambiente. Gaia: de mito a ciência apresenta uma discussão rigorosa em torno das ideias de Lovelock, de modo a proporcionar o entendimento de sua contribuição para as ciências que estudam o planeta e a apontar os mal-entendidos de que ela tem sido objeto. 
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Dia 14 de dezembro, 18h, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Sala Katia Mattoso, 3º andar)
Palestra:  “Atualidade da Arqueologia na Bahia”
Convidado: Prof. Dr. Carlos Alberto Etchevarne* (Depto. de Antropologia, FFCH-UFBA)
 
 
A especificidade da Arqueologia, no conjunto das Ciências Sociais, incide, fundamentalmente, sobre a natureza dos documentos com que o profissional dessa área trabalha, isto é, os vestígios materiais da produção cultural de um grupo humano. Com esta premissa fica implícito que tanto um instrumento em pedra lascada de uma sociedade de caçadores coletores como um artefato saído da cadeia produtiva de uma indústria têm, para o arqueólogo, o mesmo valor documental, na medida em que permitem interpretar aspectos históricos, econômicos ou tecnológicos das sociedades que os produziram.
 
A Bahia apresenta-se como um vasto território com enorme potencial arqueológico, referente aos três períodos em que convencionalmente se divide a história da ocupação humana em todo o Brasil, ou seja, períodos pré-colonial, colonial e pós-colonial.  Existem no Estado áreas das quais, de maneira sistemática ou de forma eventual, foram feitos registros de sítios arqueológicos. Em outras regiões, ainda que nunca tenham sido visitadas por especialistas, se pressupõe uma grande potencialidade por quanto apresentam condições ambientais já reconhecidas como favoráveis à instalação humana, especialmente no que se refere aos grupos de caçadores coletores ou horticultores pré-coloniais. Assim sendo, pode-se pensar no Estado da Bahia como um verdadeiro celeiro de sítios arqueológicos à espera de pesquisa, preservação e adequada utilização.
 
A palestra que será apresentada no Café Científico tem por objetivo mostrar um panorama arqueológico geral sobre os resultados alcançados até o presente e mostrar as diretrizes traçadas para efetuar programas de pesquisa, preservação e gestão, em diferentes partes do Estado da Bahia.
 
*Carlos Alberto Etchevarne:  Bacharelado em Antropologia c/ concentração Arqueologia pela Universidade Nacional de Rosário, mestrado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, mestrado e doutorado em Quaternaire, Geologie et Pré-Histoire pelo Museum National D' Histoire Naturelle, Paris. Professor Associado III da Universidade Federal da Bahia. Pesquisador colaborador do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto. Professor da Pós-Graduação em Arqueologia da UFPE. Pesquisador em Arqueologia baiana do período colonial e do pré-colonial com ênfase na arte rupestre.
 
 
 
Os eventos são inteiramente gratuitos e não necessita de inscrição.
 
Para mais informações, ligue 71 3277-8622.
 
Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas em http://cafecientificossa.blogspot.com
 
Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org
 
Att
Comissão Organizadora do Café Científico:
Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia, UFBA. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento, UFBA).
Primo Maldonado (LDM).
Luana Maldonado (LDM)
Paola Perez (LDM)
Liziane Martins (Faculdades Jorge Amado)
Nei de Freitas Nunes Neto (Instituto de Biologia, UFBA).
Sidarta Rodrigues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA)
Valter Alves Pereira (Colégio da Polícia Militar. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Anna Cassia Sarmento (Colégio da Polícia Militar)
Maria Aparecida Santana (Instituto de Biologia, UFBA).
Frederik Moreira dos Santos (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Ricardo Santos do Carmo (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Patricia Zucoloto (Instituto de Psicologia, UFBA).
Luciana Fiuza (Instituto de Biologia, UFBA)

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