10 de novembro de 2011

BTS vai integrar o Clube das Mais Belas Baías do Mundo

O clube tem como finalidade contribuir para o desenvolvimento turístico, econômico e social sustentável de suas associadas, principalmente através da troca de experiência entre elas Baía de São Francisco pode servir de exemplo no monitoramento, no desenvolvimento sustentável da área metropolitana e na prevenção de riscos.
Segundo a Wikipédia, uma Baía é uma reentrância da costa litorânea por onde o mar avança para o interior do continente. Elas detêm importância econômica e estratégica, uma vez que são, geralmente, locais ideais para a construção de portos e docas.Sim, muitas baías têm essas características, mas não são muitas que, além desses requisitos, guardam dentro de seus limites uma beleza digna de cartão postal.
Para essas, foi criado um clube muito especial: O Clube das Mais Belas Baías do Mundo.O clube, criado em março de 1997, em Berlim, tem sede na cidade de Vannes, na França. A instituição sem fins lucrativos tem como finalidade contribuir para o desenvolvimento turístico, econômico e social sustentável de suas associadas, através de trocas de experiências.
Os critérios de inclusão não se restringem às questões estéticas, mas também às questões referentes ao patrimônio natural e cultural.Hoje, o clube, que é chancelado pela UNESCO, conta com 32 baías associadas, sendo que apenas uma delas é brasileira: a Praia da Baía da Rosa, em Santa Catarina, que se tornou famosa graças às suas belas praias e pelas baleias que aparecem em sua costa entre julho e novembro.
Entre as integrantes, as mais famosas baías são: a de St. Michel, na França; São Francisco, na Califórnia; Santander, na Espanha; Suarez, em Madagascar; a False Bay, na África do Sul; Baía de Quingdao, na China, dentre outras.O pedido de inclusão será encaminhado a Jérôme Bignom, presidente do clubeInclusão da BTS - É nesse clube que a Baía de Todos-os-Santos (BTS) deve ser incluída, a partir do pedido oficial que o Governo do Estado fez aos representantes do clube.
A importância da relação com as integrantes do clube pode ser expressa pelo o quanto os gestores da Baía de Todos-os-Santos podem aprender, por exemplo, com a experiência de gestão da Baía de São Francisco, só para dar um exemplo.Suas experiências ajudarão a BTS no monitoramento, no desenvolvimento sustentável da área metropolitana e na prevenção de riscos.
Localizada na Califórnia, a Baía de São Francisco tem um estuário que drena 40% dos recursos de água do Estado mais rico dos EUA, com um PIB de dois trilhões de dólares. Declarado como “Estado Verde”, analisa com frequência depósitos de sedimentos proibindo despejo de efluentes industriais na baía.Cercada por uma região metropolitana de 18 mil quilômetros quadrados, com população de 7,5 milhões de pessoas, nove municípios, 101 cidades, indústrias, portos, aeroportos e ferrovias; São Francisco usa tecnologias de ponta para garantir a qualidade da água e prevenir impactos ambientais.
Para a gestora da APA BTS, Catarina Orrico, estar entre as baías mais belas do mundo não é uma surpresa, mas estar no Clube das Mais Belas Baías do Mundo significa muito. “É estar em constante troca de informações, buscando a transferência mútua de experiências com outras baías, além de poder estimular a atenção da sociedade para a preservação da Baía de Todos-os-Santos”, destaca.
História - A Idealização do clube foi inspirada na figura de um certo Jean Manquat, um morador da cidade francesa de Vannes, que era apaixonado pelo Golfo de Morbihan. Depois de muito exaltar a beleza do golfo francês, Jean foi alertado para o fato de que existiam outros sítios tão ou mais belos que aquele que lhe fazia orgulhoso.Foi então conhecer, depois de uma indicação, a Baía de Ha-Long, no Vietnã.
Comprovando que havia outras baías ricas em beleza, Jean voltou para Vannes com a ideia de unir em uma instituição o que seriam os dois sítios mais lindos do mundo, o que foi apenas a semente de uma ideia ainda maior: uma rede internacional das baías mais belas do mundo.Para o presidente da instituição, Jérône Bignom, a atração que esses sítios causam no homem representa a sua busca inconsciente de seus valores fundamentais, “já que o mar é fonte da vida e mãe das nossas origens”.
Essa atração, no entanto, cria um desafio.“Contemplar o mar é a melhor maneira de compreender o valor e a fragilidade da vida. Só que esse espetáculo não deve ser estragado, e o meio ambiente não deve ficar marcado pelos estigmas de um mundo moderno, mal governado. Daí a ambiguidade que são as baías, que atraem como um ímã os seres humanos e que rejeitam, ao mesmo tempo, uma invasão permanente.
Como conciliar, então, atração e a valorização desses sítios frágeis, já que sabemos que uma frequentação demasiado forte ou uma urbanização turística mal concebida levará, a médio prazo, a uma desestruturação do local e, portanto, ao desinteresse do público”, pondera.
FONTE: A ATARDE

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