11 de julho de 2014

Pesquisador receberá prêmio por estudos em conservação de tartarugas

Pesquisador receberá prêmio por estudos em conservação de tartarugas
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O pesquisador e estudioso em quelônios Richard Carl Vogt, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), receberá o 9º Prêmio Behler de Conservação de Tartarugas, a ser entregue nos Estados Unidos (EUA) em 7 de agosto. A premiação é resultado do trabalho de pesquisas e conservação de tartarugas de água doce desenvolvido por Vogt, nos últimos 45 anos, no país norte-americano, México e Brasil.
  Anualmente estudiosos da tartaruga de água doce têm seus trabalhos reconhecidos de conservação feitos com as espécies. A indicação é feita em conjunto com Aliança de Sobrevivência das Tartarugas, da União Internacional para a Conservação da Natureza/Grupo de Especialistas em Jabutis e Tartarugas de Água Doce, da Turtle Conservancy e do Fundo de Conservação da Tartaruga.

Entre as pesquisas relevantes desenvolvidas por Richard Vogt, doutor em zoologia, está a descoberta, em 1979, de que a determinação do sexo das tartarugas se dá pelo tempo de incubação dos ovos de acordo com a temperatura. Os pesquisadores comprovaram que a incubação no sol a uma temperatura acima de 33 graus Celsius (°C)  nasce fêmea e em menos de 30°C (à sombra) nasce macho.

Em 2012, Vogt e a então doutoranda do Inpa, Camila Ferrara, foram os primeiros pesquisadores a comprovar que há comunicação acústica entre as tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) e que os sinais sonoros começam a ser utilizados pelo grupo ainda dentro do ovo. Além disso, eles também comprovaram, em 2014, que as tartarugas mantêm um comportamento de cuidado parental entre mães e filhotes, que migram juntos por mais de 75 quilômetros pelos rios.

Das 16 espécies existentes na Amazônia brasileira, o pesquisador Vogt destaca que a tartaruga-da-amazônia é a mais ameaçada por conta do consumo da carne e pelo grande interesse econômico. Segundo o pesquisador, apesar da existência de inúmeros projetos em conservação, a fiscalização por parte dos órgãos fiscalizadores e a implantação de criadouros legalizados (criação em cativeiro), a ameaça continua contra essa espécie.
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Texto: Ascom do MCTI, com informações do Inpa

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