7 de março de 2014

Mergulhadores retiram mais de 2 mil objetos do mar após festa na Bahia

Voluntários encontraram latas, abadás e até dinheiro na Barra, em Salvador.


Lixo foi acumulado durante período de carnaval na orla da capital baiana.

Do G1 BA com informações da TV Bahia

Latas de cerveja, garrafas, abadás, entre outros objetos, foram recolhidos do mar da praia da Barra, em Salvador, após o período do carnaval. A operação foi realizada na quinta-feira (6), da praia do Cristo até o Porto da Barra, cerca de 2 km de extensão.
Mergulhadores voluntários do projeto Fundo Limpo, com o apoio de homens do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militares da Bahia (GMAR) e do Salvamar, recolheram 2.162 objetos, totalizando 292 kg.

Entre o material encontrado estavam palitinhos de churrasco, latinhas de refrigerante e cerveja, dinheiro, brinco, anel, abadás, entre outros. Os mergulhadores se dividiram em quatro equipes: uma na praia do Cristo, uma no Farol da Barra, outra equipe em frente ao Hospital Espanhol e outra no Porto da Barra.
“A gente achou também vários abadás, muitas garrafas plásticas. A gente fica muito magoado. É muito triste ver uma coisa dessa assim no mar. É uma carga de lixo muito grande numa parte que eu acho que deveria ser um parque marinho aqui”, disse o mergulhador Luiz Américo Campos.

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De acordo com Lis Braga, uma das mergulhadoras do projeto Fundo Limpo, a mesma operação foi realizada no primeiro dia de carnaval, na quarta-feira (26), e recolheu 1.319 objetos, totalizando 422,3 kg.
No ano passado, antes da folia foram recolhidos 914 objetos, o que totalizou 485 kg de lixo no mesmo período. Depois da festa, 1.284 objetos foram retirados do mar, o que representou 915 kg.
Segundo Lis Braga, apesar do peso ter sido menor este ano, a quantidade de objetos aumentou quase 100%. "Isso é preocupante. Percebemos que tem muitas pessoas levando latas para o mar e deixam lá. Recolhemos principalmente latas de cerveja, o que demonstra que são os adultos que descartam esse material", preocupa-se.
Lis Braga ainda disse que o lixo confunde os animais, que não sabem diferenciar o que é alimento e o que é lixo. “Os animais não sabem distinguir o que é lixo e o que é alimento, então eles acabam  ingerindo esses objetos e acabam morrendo sufocados ou feridos mesmo”, conta.
“A gente tem uma média de 2 a 2,5 mil latas. Dividindo em mergulho são dois, três mergulhos. Só que dessa vez nós pegamos 1.500 latinhas em um único mergulho. Seria muito importante que todas as pessoas tivessem a experiência de ver lá dentro o quanto está sujo, o quanto, embora tenhamos catado 1.500 latas, ainda tem latas, ainda tem sujeira lá”, disse o mergulhador Eduardo Escariz.

FONTE: GI.COM

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