30 de janeiro de 2013

Seminário em Salvador debaterá corredor multimodal do rio São Francisco

Seminário em Salvador debaterá corredor multimodal do rio São Francisco

Seminário em Salvador debaterá corredor multimodal do rio São Francisco
O projeto de desenvolvimento do Corredor de Transporte Multimodal do rio São Francisco será tema do seminário realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e pelo Banco Mundial – em parceria com os ministérios dos Transportes e da Integração Nacional, Governo da Bahia, DNIT e Antaq – , nos próximos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro no Catussaba Resort Hotel, em Salvador (BA). Na abertura do seminário estão previstas as presenças do governador da Bahia, Jaques Wagner, dos ministros da Integração Nacional e dos Transportes, Fernando Bezerra Coelho e Paulo Sérgio Passos, do presidente da Codevasf, Elmo Vaz, e de representantes do Banco Mundial, do DNIT e da Antaq.

O objetivo do projeto é o desenvolvimento regional, por meio da otimização de seu potencial hidroviário, ferroviário e rodoviário, e da articulação e integração dessas vias. “Os efeitos mais importantes de um corredor multimodal de transporte serão a redução dos custos de escoamento da produção e a consequente atração de mais investimentos locais, e com isso a ampliação da dinâmica econômica”, avalia o presidente da Codevasf, Elmo Vaz.

“O projeto visa alcançar três grandes metas: a primeira é o desenvolvimento e a integração regional da Bacia do São Francisco e do Nordeste brasileiro, a segunda é a mudança na matriz de transportes, focando numa tendência internacional de ‘esverdear’ o transporte, e a terceira é propor esquemas de financiamento inovadores com maior participação do setor privado para o desenvolvimento do corredor”, explica o líder do projeto pelo Banco Mundial, Ralf Kaltheier. O projeto é alinhado à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e ao Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT).

O seminário terá como finalidade dar continuidade ao debate interinstitucional, embasado por estudos preliminares elaborados pelo Banco Mundial. Esses estudos estão sendo realizados a partir da análise da área de influência do corredor – que inclui todos os estados do Nordeste, mais parte de Tocantins, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal – e de melhores práticas internacionais em transportes hidroviários e corredores multimodais. O encontro buscará alcançar elementos da base sobre a qual serão elaboradas as diretrizes e ações estratégicas para o desenvolvimento do Plano de Ação do Corredor Multimodal do São Francisco, resultado final do projeto. 

Com o fim de acompanhar e monitorar o projeto do Corredor Multimodal do São Francisco e de promover debates voltados à viabilização de um corredor logístico de desenvolvimento social e econômico regional para a área de influência do corredor foi instituído em novembro de 2012 um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), do qual a Codevasf faz parte ao lado dos ministérios dos Transportes e da Integração Nacional, DNIT, Antaq e Governo da Bahia – este último como membro convidado.

Participarão do seminário em Salvador representantes da iniciativa privada, de instituições financeiras e do ensino superior, do Poder Público e parlamentares. O evento será dividido em quatro painéis: Rede e Infraestrutura de Transportes; Navegação de Interior; Financiamento e Ambiente Institucional do corredor Multimodal; e Desenvolvimento e Integração Regional.

Logística
O Brasil ocupou em 2012 a 45º posição no Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial. Os cinco primeiros colocados no ranking do índice são Cingapura, Hong Kong, Finlândia, Alemanha e Holanda. Os Estados Unidos aparecem na nona posição. Dados do Bird revelam que o custo de produção de soja nos Estados Unidos, por exemplo, é de US$ 222 por tonelada – no porto, a tonelada custa US$ 239 (os custos de transporte e logística alcançam 8%, portanto); no Brasil, o custo de produção da soja é de US$ 190 por tonelada – no porto, entretanto, o preço sobe para US$ 257 (são 35% de custo com transporte e logística).

A bacia do rio São Francisco cobre uma área de aproximadamente 640 mil quilômetros quadrados e abrange Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e o Distrito Federal. O principal meio de transporte de carga na região é o rodoviário. O elevado peso dos veículos de carga leva à rápida degradação das rodovias, o que aumenta os custos totais de produção. Além disso, diversos estudos indicam o transporte hidroviário como mais seguro, ambientalmente sustentável e economicamente eficiente.

O trecho do rio que vai de Pirapora (MG) a Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), de aproximadamente 1.300 km potencialmente navegáveis para fins comerciais, é eixo de grande atividade econômica e deverá crescer com a implantação do corredor. A melhoria da navegação permitirá a otimização, por exemplo, do transporte de produtos como soja, milho e caroço de algodão do Oeste da Bahia para o porto de Juazeiro e Petrolina, e desses locais, por rodovia e ferrovia, para os principais portos nordestinos e para pontos de distribuição interna.
Foto: Edsom Leite/Ascom-MT

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