1 de novembro de 2012

Oficinas de Avaliação do Estado de Conservação

ICMBio promoveu oficina de validação da fauna brasileira

Thaís Alves
thais.lima@icmbio.gov.br

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), promoveu entre os dias 27 e 31 de agosto, a Oficina de Validação das Avaliações da Fauna Brasileira. O encontro contarou com a participação de especialistas dos diferentes grupos taxonômicos e de servidores do Instituto.
O principal objetivo do encontro será analisar a consistência da aplicação do método UICN para validar as categorias de ameaça indicadas pela comunidade científica brasileira para as espécies durante as Oficinas de Avaliação da Fauna Brasileira.
Os 11 centros de pesquisa ligados ao ICMBio tiveram participação no processo e estarão presentes com representantes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (CEPTA), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN) e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (CECAT).
Segundo Rosana Subirá, coordenadora da Coabio, o Instituto já organizou 34 oficinas de avaliação da fauna brasileira e a validação permite que dois especialistas na metodologia, que não participaram da avaliação do grupo, avaliem a aplicação das categorias. “É a etapa final do processo de avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. Esta oficina irá finalizar o processo de avaliação de diversos grupos taxonômicos que foram avaliados entre 2008 e 2011. É a primeira oficina deste tipo realizada e o plano é realizar encontros desses por semestre, de modo que a conclusão dos processos ganhem celeridade”, explica a coordenadora.
Na ocasião, foram analisados diversos grupos de espécies como, por exemplo, mamíferos aquáticos, algumas famílias de peixes marinhos, anfíbios, crustáceos, moluscos, entre outros. Os resultados obtidos durante a Oficina serão divulgados pelo ICMBio e encaminhados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) para subsidiar a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Método UICN
A metodologia UICN avalia o risco de extinção das espécies, com base em informações sobre sua distribuição, tamanho, tendência da população e ameaças que afetam as espécies. Para cada espécie é definida uma categoria que indica o seu nível de risco. É um conjunto de normas desenvolvido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Comunicação ICMBio
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IV Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Anfíbios Brasileiros

A quarta e última oficina de avaliação de anfíbios no Brasil, prevista no processo de avaliação do táxon, foi realizada no período de 25 s 29 de junho na ACADEBIO. O processo está sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios – RAN e do Coordenador do Táxon, Dr. Célio F. B. Haddad, da UNESP-Rio Claro, com a supervisão da COABIO. Todavia, o ponto forte do processo é a participação da comunidade científica em todas as etapas, pois sem o conhecimento acadêmico acumulado, não conseguiríamos chegar a um resultado de qualidade e legítimo.

Participaram da IV oficina 26 avaliadores representando 18 instituições de ensino e ou pesquisa: MPEG, UFPE,UFRG, UNESP/RC, UFMT, FURG, Universidade Católica de Brasília, UFPB, UFG, UFES, PUC Minas, UNICAMP, UESC, UFAC, UnB, UTFPR, UNIPAMPA e RAN.  O Dr. Márcio Roberto Costa Martins, da USP, o Sr. Carlos Carvalho, da COABIO e a Sra. Yeda Bataus do RAN foram os facilitadores. O NGeo/RAN deu apoio de SIG e georreferenciamento durante a oficina (mapas de todas as espécies foram disponibilizados aos Grupos de Trabalho e durante a oficina alguns  foram ajustados a partir das informações incorporadas).

Nessa oficina foram avaliadas 282 espécies, resultando em: uma vulnerável (VU), 14 dados insuficientes (DD), 252 menos preocupantes (LC) e 15 não aplicáveis. Agora as fichas com o resultado da avaliação de cada espécie serão encaminhadas para a etapa de validação do resultado das oficinas, que será conduzida pela COABIO e contará com a participação de pessoas experientes na aplicação do método de avaliação da IUCN. Após essa etapa sairá a lista de anfíbios ameaçados de extinção a qual será encaminhada ao Ministério do Meio Ambiente, para apreciação e publicação.

Concluída avaliação das serpentes brasileiras


serpenteBrasília (31/10/2012) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), promoveu entre os dias 22 e 26 de outubro, na Acadebio (centro de formação do ICMBio), em Iperó (SP), a II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Serpentes no Brasil.
Com isso, o Instituto concluiu o processo de avaliação das serpentes brasileiras, que foi dividido em duas oficinas. Na primeira, realizada em abril, foram avaliadas 173 espécies e, agora, nesta segunda, mais 218, totalizando 391 espécies devidamente estudadas em relação ao seu estado de conservação na natureza.
Das 391 espécies, 28 foram consideradas em algum grau de risco, de acordo com os critérios da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Atualmente, a Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção traz cinco serpentes. Caso os novos dados sejam confirmados, esse número subirá para 33, ou seja, mais de seis vezes.
A próxima etapa do processo é a validação dos dados compilados durante as duas oficinas. O trabalho será articulado pela Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), do ICMBio. Só após a confirmação desses dados é que o Ministério do Meio Ambiente fará a publicação da lista oficial.
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ICMBio avalia estado de conservação dos marsupiais brasileiros

FotoAdilsonDominguesBrasília (29/10/2012) – Quarenta das 59 espécies de marsupiais brasileiros estão no grau de conservação “menos preocupante”, de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A constatação, considerada “positiva”, foi feita durante a oficina de avaliação de todas as espécies da ordem Didelphimorphia registradas no país.

O evento, do qual participaram 19 especialistas, entre os quais analistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ocorreu entre os dias 21 e 25 outubro, na sede da Acadebio (centro de treinamento ICMBio), na Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó (SP).

Os marsupiais são animais com bolsa na parte ventral da fêmea que abriga os filhotes até completar seu desenvolvimento. A ordem Didelphimorphia engloba a maior parte dos animais dessa espécie no continente americano. Entre os marsupiais do Brasil, estão o gambá, a cuíca e a catita.

Uma espécie extinta e outra criticamente em perigo

Segundo a analista ambiental Beatriz Beisiegel, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Mamíferos Carnívoros (Cenap), do ICMBio, foram avaliadas todas as 59 espécies de marsupiais atualmente reconhecidas no Brasil. Nesse rol, foram incluídas as espécies recentemente revalidadas, uma descrita há pouco tempo e uma espécie nova em processo de publicação, cuja avaliação trouxe claros benefícios para a conservação,  já que ela é endêmica (exclusiva) da Mata Atlântica e está em declínio populacional.

Apesar da constatação “positiva” de que 40 das 59 espécies estão no grau de conservação “menos preocupante”, os especialistas consideraram uma espécie como “extinta” e uma como “criticamente em perigo” – presumivelmente extinta no  Brasil. “São dois graves reflexos da destruição de habitat em larga escala que tem sido praticada em nosso país”, disse  Beatriz Beisiegel.

Junto com os analistas do ICMBio (dois da Coabio e quatro do Cenap), participaram da oficina membros do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá, Cooperativa Curupira de Santa Catarina e integrantes de 11 universidades ( UFPA, USP, UFMT, UFSCar, UFMS, UFPE, UFES, UERJ, UFVJM, UESC e Brigham Young University).

Comunicação ICMBio
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Oficina avalia estado de conservação de peixes recifais

Fernando Pinto
fernando.pinto@icmbio.gov.br
Pesquisadores reunidos em oficina (Karoline Schreiner)Brasília (21/09/2012) – Cerca de 27 pessoas, entre servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), bolsistas e pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa do Brasil, incluindo um pesquisador norte-americano, avaliaram o estado de conservação de 121 espécies (de 17 famílias) de peixes recifais durante oficina promovida entre os dias 10 e 14 de setembro na Academia Nacional da Biodiversidade (Acadebio), do ICMBio, em Iperó/SP.
Segundo a analista ambiental do do Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (CEPSUL/ICMBio), Roberta Aguiar dos Santos, os objetivos da oficina foram plenamente alcançados após as verificações taxonômicas. “As principais ameaças às espécies vêm da pesca para alimentação e aquariofilia (criação de peixes em aquários com foco comercial), além da degradação do habitat de algumas delas”, explica Roberta.
Durante o evento os especialistas, divididos em três grupos de trabalho, analisaram o risco de extinção das espécies de peixes recifais aplicando o método de critérios e categorias da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e indicaram a categoria de ameaça para cada espécie.
A analista, que é considerada o ponto focal do processo de avaliação dos peixes marinhos, esclareceu também que o processo de avaliação conduzido pelo ICMBio é a etapa científica que subsidia a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas da Fauna Brasileira, publicada pelo Ministério do Meio Ambienta (MMA) após consulta à Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio).
Dando continuidade ao processo de avaliação dos peixes marinhos, em dezembro será realizada uma outra oficina para avaliação de espécies de águas profundas, onde se pretende avaliar cerca de 150 espécies pertencentes a 34 famílias.
O processo de avaliação do estado de conservação das espécies da fauna brasileira é uma incumbência do ICMBio, sob comando da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (COABio) e execução dos Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do Instituto.
Comunicação ICMBio
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Oficina avalia conservação de tatus, tamanduás e preguiças

altBrasília (27/07/2012) –  Onze especialistas de diversas instituições avaliaram o estado de conservação dos xenartros (tatus, tamanduás e preguiças) brasileiros, na Academia Nacional da Biodiversidade (Acadebio), localizada na Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó (SP). A oficinafoi coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Além dos especialistas, a oficina contou com a participação da ponto focal do processo de Avaliação do Estado de Conservação dos Xenartros Brasileiros, Amely Martins, um redator, Marcos Fialho, e uma técnica em geoprocessamento, Ivy Nunes – todos do CPB/ICMBio, além do facilitador Estevão Carino, da Coordenação de Avaliação do Estado de  Conservação da Biodiversidade (Coabio) do ICMBio.
Durante o evento, foram avaliadas todas as 19 espécies de xenartros indicadas anteriormente com ocorrência no Brasil, sendo 11 tatus (Ordem Cingulata), cinco preguiças e três tamanduás (Ordem Pilosa).
A avaliação foi realizada com apenas um grupo de trabalho durante toda a oficina. Para cada espécie, foi feita a leitura e análise de sua ficha pela plenária, que apontou, quando necessário, os pontos de correção ou inserção de novas informações.
Além das fichas, foram avaliados ainda os mapas de distribuição de cada espécie, também com identificação dos pontos de correção ou adição de novos dados. Após esse processo, cada táxon foi classificado de acordo com as categorias e critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
Dos 19 táxons avaliados, um foi considerado Em Perigo; três, Vulneráveis; quatro, com Dados Insuficientes; 10, Menos Preocupante; e uma espécie foi classificada Não Aplicável para a avaliação no Brasil.
Além desta análise específica para a conservação no país, duas espécies foram avaliadas por biomas, sendo a Cyclopes didactylus (tamanduaí) categorizada com Dados Insuficientes para a Mata Atlântica, enquanto na avaliação nacional foi considerada Menos Preocupante; e a espécie Priodontes maximus (tatu-canastra), avaliada nacionalmente como Vulnerável, foi categorizada como Criticamente Em Perigo no bioma Mata Atlântica.
Esta classificação por bioma não altera a avaliação em nível nacional, mas representa uma importante abordagem no processo por indicar mais precisamente os biomas que necessitam de ações de conservação mais direcionadas para as espécies, mesmo para o tamanduaí, considerado menos preocupante nacionalmente.
Ao final da oficina, os participantes manifestaram grande satisfação na possibilidade de colaborar com o processo de avaliação e, além disso, poder contribuir para o estabelecimento de políticas públicas voltadas à conservação dos tatus, tamanduás e preguiças do Brasil.
O resultado da avaliação será validado por especialistas na aplicação de critérios e categorias da UICN para posterior publicação das fichas técnicas com respectivas avaliações de cada espécie.
Neste mesmo processo, o CPB realizou entre os dias 30 de julho e 3 de agosto, a Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Primatas Brasileiros.
Comunicação ICMBio
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