17 de setembro de 2012


Agricultores familiares mapeiam potenciais produtivos na Bahia.

By marilda On 13 de September de 2012 In DestaqueNotícias With No Comment
 
 
 
Além de oferecer acesso à água de qualidade para a produção de alimentos e dessedentação animal, o programa “uma terra, duas águas” (P1+2) da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), investe no estímulo à vocação produtiva das famílias sertanejas. Entendendo que o acesso à água, por si só, não resolve o problema da consolidação da segurança alimentar e nutricional no Semiárido, as entidades da Articulação passaram a auxiliar as famílias a produzir e manter suas próprias plantações e rebanhos. Dessa forma, cada família beneficiária do programa receberá, além das capacitações para um bom aproveitamento da água, cursos, kits de equipamentos e insumos para auxiliar em suas atividades produtivas.
E essa é uma das novidades do P1+2 em 2012: a não vinculação do recurso destinado ao estímulo das vocações produtivas das famílias. Diferentemente do que ocorria nas edições anteriores do projeto – quando o recurso destinado a fortalecer a unidades produtivas familiares era direcionado a comprar equipamentos e insumos predeterminados no edital de seleção – em 2012 os próprios agricultores familiares passaram a apontar suas vocações produtivas e a indicar qual o tipo mais apropriado de investimento para sua realidade. Tal iniciativa humaniza, ainda mais, a implantação das tecnologias sociais de captação de água da chuva, promovendo inclusão social e chegando cada vez mais perto da realidade singular de cada comunidade.
Para atender a essa nova orientação, a equipe técnica do P1+2 do CAA, nesse mês de setembro, começou a visitar as famílias para verificar a aptidão produtiva dos agricultores beneficiados com a “segunda água”, ou “água de produzir”. A coordenação técnica do projeto visitou inicialmente as comunidades de Sodrelândia, Bela Sombra, Pintada e Pedra do Cavalo – todas no Município de Ipupiara, na Bahia. As visitas reuniram os agricultores que delimitaram suas vocações produtivas em quatro vertentes principais: produção de hortas; criação de bovinos; criação de ovinos e caprinos e criação de aves.
Após identificar as vocações produtivas dos agricultores dentro desses quatro eixos, a equipe do Projeto incentivou que os agricultores sugerissem os itens que, segundo as necessidades locais, melhor incentivariam as cadeias produtivas familiares. “Nós pedimos a opinião dos agricultores para ter clareza na hora de realizar as cotações e as compras dos materiais necessários para a produção das famílias com a água da cisterna”, afirmou Vinícius Machado, Coordenador técnico do P1+2 no CAA.
Durante o mapeamento, os agricultores demonstraram a preocupação em manter a tecnologia funcional o maior tempo possível. “Um dos prontos comuns em todas as comunidades que estamos visitando é a preocupação de cercar (isolar) a tecnologia e a área produtiva. Isso é muito bom porque demonstra a preocupação dos agricultores em cuidar e manter a tecnologia em bom estado”, disse o Coordenador Vinícius Machado ao se deparar com as demandas identificadas.
Para a agricultora Eva Maria de Araújo, da comunidade de Pintada, o mapeamento mostra que as tecnologias estão buscando incluir e aproximar os agricultores na região das discussões do projeto. “A reunião aqui serviu para mostrar para a gente que as tecnologias servirão para suprir exatamente as necessidades que nós temos. Nós não vamos receber um ‘presente’ sem saber onde encaixar”, resumiu a agricultora.
Após a passagem na cidade de Ipupiara, a equipe técnica do P1+2 no CAA ainda irá visitar comunidades beneficiadas nos municípios de Barra do Mendes e Barro Alto. O prazo é que até a metade do mês de outubro as famílias já estejam com seus kits de produção e devidamente estimulados a iniciar o trabalho com as lavouras e criações…–
 
Fonte: Centro de Assessoria do Assuruá.  Imagem: Arquivo CAA. Matéria publicada em 13/09/2012.

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