28 de agosto de 2012



ICMBio completa hoje 5 anos em defesa da proteção da biodiversidade brasileira

ICMBio cria 25 UC em 5 anos e acrescenta 6,4 milhões de hectares ao Snuc

altBrasília (28/08/2012) – Nos seus cinco de funcionamento, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) viabilizou, com o apoio de parceiros do governo e da sociedade, a criação de 25 unidades de conservação (UC) federais, uma média de cinco por ano. Foram 13 UCs de proteção integral – seis parques nacionais, dois monumentos naturais, quatro refúgios de vida silvestre e uma reserva biológica  – e 12 de uso sustentável – duas APAs, duas florestas nacionais e oito reservas extrativistas.
No total, as novas unidades acrescentaram 6,4 milhões de hectares ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação, que tem hoje 75 milhões de hectares em 312 UCs federais espalhadas por todo o País. Com isso, o ICMBio contribuiu para ampliar o conjunto das áreas protegidas pela União em quase 10% em relação ao que existia na época de sua fundação, em 2007 – 287 UCs que somavam pouco mais de 68 milhões de hectares.
As 25 unidades passaram a proteger espaços de alto valor ecológico em quatro dos seis grandes biomas brasileiros – Amazônia (7), que sofre com o desmatamento ilegal; Mata Atlântica (7), que resiste a 500 anos de devastação em meio à pressão de grandes centros urbanos; Caatinga (4), um ecossistema exclusivamente brasileiro, e o Cerrado (1), acuado pela expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste –, afora a Zona Costeira-Marinha (6), região ambientalmente menos protegida do país.

Trabalho
Segundo servidores do ICMBio, o trabalho de criação de UCs, uma das principais atribuições do órgão, não é nada fácil. São várias etapas, desde a identificação das áreas importantes para a conservação até a conclusão das consultas públicas e a elaboração do decreto presidencial que vai oficializar a instituição da unidade.

Todo esse trabalho, que pode levar anos, exige estudo, pesquisa e, principalmente, capacidade de articulação e negociação para driblar conflitos e atrair o apoio dos vários setores da sociedade normalmente envolvidos nesse processo – governos, empresários, academia, Ministério Público e as comunidades do entorno.
Exatamente por isso, eles consideram os avanços obtidos nesses cinco anos uma conquista não só do ICMBio, mas de toda a sociedade brasileira que começa a enxergar as UCs, com suas pesquisas científicas, turismo ecológico, exploração sustentável dos produtos extrativistas, espaços capazes de aliar a conservação da biodiversidade à promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável.
Comunicação ICMBio
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