8 de março de 2012

CEPRAM

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
1. INFORMAÇÕES PRELIMINARES
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA, em conformidade com a Lei nº 10.431, de 20/12/2006 e as alterações da Lei nº 12.377 de 28 de dezembro de 2011 e o Decreto nº 11.235 de 10/10/2008, convoca a Sociedade Civil: Entidades Ambientalistas, cadastradas no Cadastro Estadual de Entidades Ambientalista - CEEA, Povos Indígenas, Comunidades Quilombolas, Sindicatos de Trabalhadores Rural e Urbano, Entidades Profissionais e Entidades Empresariais, conforme os termos deste Edital, para o Processo de Eleição dessas representações no âmbito do Conselho Estadual de Meio Ambiente - Cepram, biênio 2012/2014.
2. DAS VAGAS DISPONÍVEIS
2.1 Cada representação deverá contar com um membro titular e dois suplentes:
I. 11 (onze) representantes do Poder Público, sendo:
- 07 (sete) do Governo Estadual:
a) Secretaria do Meio Ambiente
b) Secretaria de Planejamento
c) Secretaria de Desenvolvimento Urbano
d) Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração
e) Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária
f) Secretaria da Infra-Estrutura
g) Secretaria da Saúde
- 01 (um) do Governo Municipal
- 02 (dois) da Assembléia Legislativa da Bahia
- 01 (um) do Governo Federal
II. 11 (onze) representantes da Sociedade Civil, sendo:
- 06 (seis) Organizações Não Governamentais Ambientalistas (Ongs), cadastradas no Cadastro Estadual de Entidades Ambientalistas - CEEA e, preferencialmente representadas por biomas:
a) 02 do bioma mata atlântica, considerando a zona costeira
b) 02 do bioma caatinga
c) 02 do bioma cerrado
- 05 (cinco) representantes das seguintes categorias:
a) 01 (um) dos sindicatos de trabalhadores rurais
b) 01 (um) dos movimentos sociais urbanos
c) 01 (um) das comunidades quilombolas
d) 01 (um) dos povos indígenas
e) 01 (um) das universidades
III. 11 (onze) representantes do setor empresarial, sendo:
a) 01 (um) das entidades de representação profissional
b) 03 (três) representantes do setor da indústria
c) 03 (três) representantes do setor rural
d) 03 (três) representantes do setor de comércio e serviços
e) 01(um) representante do setor do turismo
3. DA FORMA DE ESCOLHA DOS REPRESENTANTES:
3.1 A forma de escolha dos representantes respeitará os seguintes procedimentos:
I. Governo Estadual:
a) Será indicado pelo titular da pasta, sendo que o Secretário de Meio Ambiente presidirá o Conselho.
II. Governo Municipal:
a) Será indicado pela União dos Prefeitos da Bahia – UPB.
III. Assembleia Legislativa da Bahia:
a) Será indicado pelo Presidente da Assembléia Estadual da Bahia.
IV. Governo Federal:
a) Será indicado pelo Ministério do Meio Ambiente.
V. Representantes da sociedade civil, exceto os povos indígenas e quilombolas:
a) Serão escolhidos entre seus pares, em Assembléia Geral especialmente convocada para tal finalidade, pela Secretaria Executiva do CEPRAM, por meio do Diário Oficial do Estado.
VI. Povos indígenas:
a) Serão indicados pelo Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Indígenas – COPIBA.
VII. Comunidades Quilombolas:
a) Serão indicadas pelo Conselho Estadual de Comunidades de Quilombolas da Bahia.
4. DAS INSCRIÇÕES
4.1 As inscrições deverão ser efetuadas, conforme procedimentos descritos a seguir:
I. Os documentos necessários, conforme a listagem descrita no item 4.2, deverão ser entregues em envelope lacrado, nos locais indicado abaixo:
a) SEMA - Avenida Luís Viana Filho, 3ª Avenida, nº 390 - Plataforma IV - Ala Norte - CEP: 41.745-005 | CAB - Salvador. (Secretaria Executiva dos Colegiados Ambientais – SECEX);
b) INEMA/Monte Serrat - Rua Rio São Francisco, N°1, Monte Serrat CEP. 40.425-060 - Salvador - Bahia - Brasil;
c) INEMA/Itaigara - Av. ACM, nº 357 - Itaigara - CEP 41.825-000 - Salvador - Bahia – Brasil;
d) Unidades Regionais – consultar o endereço através do sítio eletrônico: www.inema.ba.gov.br.
4.2 DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA HABILITAÇÃO:
I. Ficha de inscrição, disponível no sítio da Sema (www.meioambiente.ba.gov.br)
II. Original ou cópia autenticada do Estatuto da organização
III. Original ou cópia autenticada da Ata de Eleição e Posse da atual gestão da diretoria ou órgão equivalente
IV. CNPJ atualizado
V. Oficio assinado pelo representante legal, indicando o representante para Assembléia (se for o caso)
VI. Cópia do RG e do CPF do representante da organização para a Assembléia
VII. Cópia da Certidão de Reconhecimento fornecida pela Fundação Cultural Palmares (FCP) do Ministério da Cultura (MinC), caso seja representação das Comunidades Quilombolas, observando o item 7.3.
PARA MAIORES INFORMAÇÕES, ACESSE: http://www.egba.ba.gov.br/diario/_DODia/DO_frm0.html

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
abre inscrições para oficinas, mini cursos e painéis e lança site oficialwww.viiforumeducacaoambiental.org.br
O Fórum Brasileiro de Educação Ambiental é o mais importante evento da Educação Ambiental no país e a sua sétima edição acontecerá em Salvador, Bahia, entre os dias 28 e 31 de março de 2012 com a temática estratégica “Educação Ambiental: Rumo à Rio +20 e às Sociedades Sustentáveis”.
O VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental traz visibilidade para a trajetória de conhecimentos, experiências e práticas de educação ambiental do Brasil. O evento abarca múltiplas vivências e oportunidades de diálogos na diversidade de todos os participantes. Nele pretende-se viabilizar a construção de uma sólida agenda de proposições da sociedade civil para a Rio +20.
Um dos avanços previstos para o VII Fórum é associar e integrar pesquisas, metodologias, aplicação, processos e resultados de Educação Ambiental com o Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global* e demais documentos referenciais de educação ambiental. Para os educadores brasileiros, será uma ótima oportunidade de se reconhecerem e validarem suas práticas como integrantes da rede planetária pelas sociedades sustentáveis.
Assim, o público do VII Fórum envolve educadores, professores, universitários, rede de ensino, empresas, pesquisadores, ambientalistas, povos e comunidades tradicionais, movimentos sociais, ONGs, associações comunitárias, empreendedores familiares, sindicatos, instituições públicas e privadas, formadores de opinião e interessados na área socioambiental, que estarão presentes nesse evento referência na Educação Ambiental.
O Tratado é o documento de princípios da REBEA - Rede Brasileira de Educação Ambiental e inspira a ação dos educadores ambientais articulados em rede. Entre os objetivos do VII Fórum está o de contextualizar sua efetividade e contribuir para avaliação e fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental.
A ampla programação construída nas dimensões “ambiental, social, cultural, econômica e visão de mundo”, como formato de mesas redondas, fóruns, rodas de conversa, openspace, café social, minicursos, painéis, oficinas, jornadas temáticas, encontros paralelos, trilha da vida, atividades culturais, vídeos no Ecocine, poesias, artes, danças e com a produção de documentos que serão referência para atuação no campo socioambiental.
O Fórum é uma realização da Rede Brasileira de Educação (REBEA) e Rede Baiana de Educação Ambiental (REABA) tendo o Instituto Röerich da Paz e Cultura do Brasil como secretaria executiva.
Conheça detalhes da programação, inscrição dos trabalhos e orientações sobre os critérios de seleção e participação no site www.viiforumeducacaoambiental.org.br.
Contatos com a organização do evento: secretaria_VIIforumea@taticcaeventos.com

Supremo considera inconstitucional a criação do Instituto Chico Mendes

Supremo considera inconstitucional a criação do Instituto Chico Mendes

Medida provisória foi aprovada no Congresso sem passar pela análise de uma comissão mista de deputados e senadores.
O Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a criação do Instituto Chico Mendes, cinco anos atrás, e deu um prazo para que o Congresso aprove uma nova lei.

O Instituto Chico Mendes foi criado por medida provisória, em 2007, a partir da divisão do Ibama, que ficou responsável pelo licenciamento ambiental e pela fiscalização do desmatamento. O Instituto Chico Mendes passou a cuidar das reservas ambientais, parques nacionais e centros de conservação da fauna e flora.
O Chico Mendes tem 2 mil funcionários. Parte deles veio do Ibama e foi justamente uma associação de servidores que entrou com uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federalcontra a medida.
Por sete votos a dois, o Supremo considerou que a criação do Instituto Chico Mendes foi inconstitucional porque a medida provisória foi aprovada no Congresso sem passar pela análise de uma comissão mista de deputados e senadores. Por enquanto, o instituto continuará funcionando, mas o Congresso terá que aprovar uma nova lei confirmando a criação do Chico Mendes, em um prazo máximo de dois anos. Caso contrário, ele poderá ser extinto.
O ministro Luiz Fux, relator do caso, destacou a importância da atuação da comissão: “É difícil imaginar a soberania do Congresso Nacional quando o parecer é oriundo de uma voz unívoca do próprio relator, tendo em vista que a comissão não se instalou. Percebe-se assim, que o parecer da comissão mista, ao invés de formalidade desimportante, representa uma garantia de que o Legislativo seja, efetivamente, o fiscal do exercício atípico da função legiferante pelo Executivo".

STF derruba lei que criou Instituto Chico Mendes
Corte aponta desrespeito a rito de medida provisória no Congresso.
Executivo e Legislativo deverão se adequar, disse advogado-geral.
Débora SantosDo G1, em Brasília


Por 7 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram inconstitucional nesta quarta-feira (7) a lei que criou o Instituto Chico Mendes (ICMBio), em 2007, por meio de medida provisória apresentada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O órgão tem a missão de administrar as unidades de conservação ambiental no Brasil.
O STF, no entanto, estabeleceu o prazo de dois anos para que o Congresso possa analisar e aprovar uma nova lei que mantenha a existência do instituto. Nesse período, o órgão continuará em funcionamento.
A lei foi contestada no Supremo pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama), que apontou uma irregularidade na tramitação da MP que criou o instituto. A entidade afirmou ainda que o ICMBio "fraciona" e "enfraquece" a gestão do meio ambiente.
saiba mais

A lei que criou o órgão foi derrubada pela maioria dos ministros do STF por ter desrespeitado regra, prevista na Constituição, que exige a análise das medidas provisórias por uma comissão mista, formada por parlamentares do Senado e da Câmara. Só depois da aprovação nessa comissão a MP poderia ser votada no plenário do Congresso.
Esse ritual não vem sendo obedecido na aprovação de medidas provisórias, porque um resolução do Congresso estabelece que a MP deve ser analisada em 14 dias pela comissão mista e, caso isso não ocorra, poderá seguir diretamente para análise em plenário. A maioria do STF não concorda com essa regra.
"É difícil imaginar a soberania do Congresso Nacional quando o parecer é fruto de uma voz unívoca, quando a comissão não se instalou. Percebe-se assim que o parecer da comissão representa garantia de que o legislativo seja, realmente, o fiscal da função legiferante do Executivo", afirmou o relator do caso, ministro Luiz Fux.
Segundo o ministro Fux, o Supremo sinalizou para o Congresso com uma orientação sobre como devem ser analisadas as MPs. A decisão vale apenas para esta norma, mas é um precedente que pode ser aplicado se outra lei com o mesmo problema for contestada.
O ministro disse que o tema será avaliado caso a caso. “O Supremo não vai validar leis que não cumpram o rito constitucional”, disse Fux.
Mudança nas MPs
Para o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o Congresso e o governo deverão se adequar ao novo entendimento do STF sobre a tramitação das MPs para que outras leis não sejam contestadas.
Segundo ele, o Supremo fixou que o processo de aprovação das medidas provisórias deve respeitar o que está escrito na Constituição, que prevê a análise por parte da comissão mista.
"A solução é instalar a comissão e fazer funcionar. Toda mudança de rito é uma preocupação. O ministro Fux foi cuidadoso, pelo que entendi, em dar um prazo de 24 meses de adaptação do próprio rito no sentido de garantir que esse processo legislativo se adapte. É possível fazer", afirmou Adams.
Durante o debate, os ministros criticaram os chamados "penduricalhos" incluídos nas MPs para legislar sobre diversos temas em uma só norma.
"O que se quer é o mínimo de democracia deliberativa e participativa por parte do parlamento. Talvez com isso se esteja aviando um remédio contra esses abusos notórios que são a negociação a partir de um relator, a possibilidade de pendurar essas causas todas", argumentou o ministro Gilmar Mendes.
"Temos uma confusão de interesses que nada tem a ver com o objetivo da medida provisória e nem da constituição legislativa. Lá em Minas, a gente chama de lei Frankstein, que é a lei que tem de tudo dentro", lembrou a ministra Cármen Lúcia.
O ministro Ricardo Lewandowski foi o único a votar pela manutenção da lei. Para ele, é preciso ter cuidado ao tratar o rito de aprovação das MPs, porque estas são o mecanismo pelo qual o governo pode dar respostas "rápidas" a situações urgentes.
"As medidas provisórias vieram para ficar. São instrumentos que o Executivo tem, num mundo globalizado, em que precisa reagir rapidamente para fazer face aos desafios. Compartilho da ideia que a analise desse requisito deve ser feita em gradações", ponderou.
Urgência
A maioria dos ministros do STF, no entanto, concordou que havia urgência que justificasse a criação do instituto por meio de medida provisória. A justificativa foi a relevância da preservação do meio ambiente.
"Meio ambiente hoje é tão importante que ao lado da moralidade na vida pública e ao lado da democracia se tornou uma questão planetária", ressaltou Ayres Britto.
"Tudo parece urgente em termos de meio ambiente na conjuntura que vivemos hoje", completou a ministra Rosa Weber.
O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, argumentou que a assinatura de um convênio, após a aprovação da MP, devolvendo as atribuições do novo órgão ao IBAMA, demonstraria a falta de urgência. "Se o próprio IBAMA reconheceu a possibilidade de trazer de volta as atribuições é porque a delegação não era urgente", afirmou o presidente do Supremo.
Não participaram do julgamento os ministros Dias Toffoli e Joaquim Barbosa

fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/03/supremo-considera-inconstitucional-criacao-do-instituto-chico-mendes.html

Consulta Pública

Consulta Pública
Instrução Normativa Conjunta - Alteração de formulação de agrotóxicos

INC alteração de formulação de agrotóxicos CTA 17-08-2010 (53.2 KB)

Portaria DOU 20 16-08-2010 (56.1 KB)

acessem: www.ibama.gov.br no item consulta.

5 de março de 2012

Cnia apresenta a Biblioteca Digital do Ibama

No dia 15/2/12, o Centro Nacional de informação Ambiental (Cnia) apresentou a Biblioteca Digital do Ibama aos servidores do instituto e às bibliotecas integrantes da Rede Nacional de Informação sobre o Meio Ambiente (Renima).

A chefe do Cnia, Jorditânea Souto, afirmou que os serviços disponibilizados pela biblioteca digital possibilitam a visualização, em texto integral, de legislações, livros, monografias, teses e artigos de revistas, além de vídeos e imagens, o que torna o acervo do centro democraticamente acessível, podendo ser consultado remotamente em qualquer parte do mundo via internet.

Além dessas facilidades, a biblioteca digital oferecerá o serviço de disseminação seletiva da informação, que informa os usuários sobre novas obras incluídas no acervo da biblioteca, as quais vão ao encontro dos interesses previamente identificados no cadastro de cada usuário.

Assim, o centro, atento às necessidades de seus usuários e às possibilidades tecnológicas disponíveis para resposta a essas demandas, procura aperfeiçoar seus serviços e produtos, sabendo que a informação ambiental é de suma importância para um mundo sustentável. A agilidade e a precisão na disseminação dessa informação contribui efetivamente para sua qualidade e é neste contexto que se insere a Biblioteca Digital do Ibama.

Segundo o diretor de Planejamento, Administração e Logística (Diplan/Ibama), Edmundo Filho, a Biblioteca Digital do Ibama é parte importante no resgate do Cnia como centro de referência em informação ambiental no Brasil, na América Latina e, potencialmente, no mundo, motivo pelo qual será apresentada também na Rio+20.

Para conhecer, acesse o ícone Biblioteca Digital.

Cnia/Ibama



Apresentação



A Biblioteca Digital do Ibama é uma iniciativa do Centro Nacional de informação Ambiental - Cnia, para disponibilizar on-line seu acervo de informações ambientais. Trata-se de uma ferramenta de apoio à pesquisa que torne mais ágil o acesso às informações. Objetiva, principalmente, expandir a divulgação desse conteúdo de forma planificada, alcançando o maior número de usuários, nas mais diversas localidades.



Seu acervo é composto por produtos informacionais em diferentes suportes como: publicações, legislações, periódicos, imagens, cartazes e vídeos. A biblioteca oferece os serviços de acesso a informações referenciais e, em alguns casos, o contéudo completo do documento. Nesse último caso os documentos estão sendo disponibilizados de forma gradativa e sistemática, respeitando as características de cada um dos tipos de suportes informacionais.



Acesso à Biblioteca Digital
http://www.ibama.gov.br/sophia/index.html

Código Florestal deve anistiar 75% das multas milionárias

Texto, pronto para votação final, prevê perdão a punição anterior a julho de 2008

Valor total perdoado com a nova regra será de R$ 492 milhões, somados apenas os maiores desmatadores

LÚCIO VAZ
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA

A aprovação do novo Código Florestal, prevista para esta semana, deve levar à suspensão de três em cada quatro multas acima de R$ 1 milhão impostas pelo Ibama por desmatamento ilegal.

A Folha obteve a lista sigilosa e atualizada das 150 maiores multas do tipo expedidas pelo órgão ambiental e separou as 139 que superam R$ 1 milhão. Dessas, 103 (ou pouco menos que 75%) serão suspensas se mantido na Câmara o texto do código aprovado no Senado. Depois, ele segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Pelo texto, serão perdoadas todas as multas aplicadas até 22 de julho de 2008, desde que seus responsáveis se cadastrem num programa de regularização ambiental. As punições aplicadas depois disso continuarão a valer.

Para conseguir o perdão, o produtor terá três alternativas: recompor a reserva legal (metade da área pode ser com espécies exóticas), permitir a regeneração natural ou comprar área de vegetação nativa de mesmo tamanho e bioma do terreno desmatado.

As multas milionárias que devem ser anistiadas somam R$ 492 milhões (60% do total das multas acima de R$ 1 milhão) e se referem à destruição de 333 mil hectares de vegetação -equivalente a duas cidades de São Paulo.

Quando contadas as multas de todos os valores, a anistia chega a R$ 8,4 bilhões.

A maioria das infrações milionárias foi aplicada pelo Ibama entre 2006 e 2008. Nenhuma foi paga até hoje.

Ao menos 48 desses produtores também respondem a processos judiciais por crimes contra o ambiente. A punição a esses crimes deverá ser extinta. Dez foram processados também por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo.

A maior parte dos infratores é dona de fazendas e de empresas agropecuárias, mas há também ligados a madeireira, agroindústria, frigorifico, curtume, imobiliária e posto de gasolina.

Só os dez maiores desmatadores destruíram 98 mil hectares e receberam multas no valor de R$ 166 milhões.

O maior, Léo Andrade Gomes, do Pará, sofreu infrações que somam R$ 32,2 milhões. Derrubou 15 mil hectares de florestas, ou 150 km².

O ex-deputado federal Ernandes Amorim (PTB-RO) foi multado em R$ 2,4 milhões por danos ambientais numa área de 1.600 hectares.

A infração de maior valor da lista de 150, R$ 23,3 milhões, foi aplicada à agropecuária Santa Bárbara Xinguara, em São Félix do Xingu (PA), que tem o empresário Daniel Dantas como acionista e investidor. Mas essa não poderá ser perdoada porque a autuação ocorreu em 2010.

Auditores do Ibama e procuradores federais avaliam que a anistia vai atrasar ainda mais os processos administrativos e judiciais, além de sinalizar a impunidade, estimulando novos crimes.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirma que o novo código "promove a anistia dos grandes desmatadores, reduz a proteção do meio ambiente e vai aumentar o desmatamento". "Quem desmatou mais será favorecido porque suas propriedades estão mais valorizadas."

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), defende o modelo de anistia proposto.

"Há 20 anos, não havia preocupação com o ambiente. Seguíamos a tradição dos nossos pais. Essa preocupação evoluiu muito. Mas temos que considerar a situação de fato e fazer a transição. O que está feito, está feito."


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/29376-codigo-florestal-deve-anistiar-75-das-multas-milionarias.shtml

UFBA: Cursos de Extensão - 2012

Prof. Geraldo Ramos Soares

Educação do Estado e Instituto Anísio Teixeira – IAT.

Desde 1987 vem estudando e vivenciando os
processos de Healing e desenvolvimento humano no
Brasil com Isis Pristed (Logos Centro) e na Dinamarca
com Robert Moore (Psykisc Center, até 2001).

Acesse o site veja a programação completa e saiba mais sobre o
projeto.

www.educandoeducadores.ufba.br

Projeto n. 4227 registrado no SIATEX/UFBA

APOIO GERALDO RAMOS SOARES. Educador, sociólogo,
Mestre em Ciências Sociais, professor da FFCH/UFBA
desde 1980, Coordenou o curso de graduação em
Ciências Sociais 1996-1999 e chefiou o Departamento
de Sociologia (2002-2004 e 2007-2011). A partir de
2004 vem colaborando com os projetos de educação
continuada desenvolvidos pela Secretaria de

As atividades do projeto destinam-se a todos aqueles
que trabalham com pessoas e grupos :
educadores,professores, enfermeiros, médicos,
assistentes sociais, policiais, etc Estudantes e
indivíduos interessados no autoconhecimento são
bem vindos.

Como começar pelo início, se as coisas
começam antes de acontecer?
Clarice Lispector

Com essa frase CL quer chamar a atenção para uma
dimensão anterior, paralela, de onde se origina a vida
física. Parece que antes das coisas manifestarem-se, já
estariam acontecendo em algum lugar. Talvez
possamos dizer que esse lugar encontra-se numa
dimensão espiritual. De repente, as coisas ganham
forma, uma expressão. Se realmente quisermos
compreender o que acontece conosco ou mesmo
começar algo novo precisamos escutar essa dimensão
interior.

É exatamente essa escuta que o projeto
EducandoEducadores deseja enfatizar em 2012 ,i.e.,
compreender como essas dimensões não físicas ou
espirituais, manifestam-se na vida de cada um através
dos movimentos de energia e os ciclos de mudança e
transformação.

Criado em 2008, com a intenção de contribuir para o
processo de autoconhecimento dos educadores,
r e l i g a n d o a e d u c a ç ã o c o m d i m e n s õ e s
experencialmente mais amplas ou espirituais, o
projeto EducandoEducadores trouxe para enriquecer
o ambiente acadêmico da UFBA,o Healing - como é
conhecido o trabalho de energia, sistematizado e
desenvolvido por Robert Samuel Moore e Isis Pristed
,que tem como metodologia a meditação e o contato
c o m a a n a t o m i a e f i s i o l o g i a s u t i s .
- Individualidade, Crença e Responsabilidade Nesse
grupo o objetivo é auxiliar os participantes a
descobrirem o seu propósito na vida, assim como
aprender a construir as bases que permitam viver
segundo esse propósito. Nove encontros mensais às
quartas-feiras das 14h às18h. Início dia 14 de março.

Término dia 7 de novembro. Mensalidade: R$135,00
- Aceitação, Expressão e Autoridade Interna O
objetivo desse grupo é enriquecer a expressão de cada
indivíduo na sua vida cotidiana, vinculando sua
autoridade à sua qualidade. Nove encontros mensais
às quartas-feiras das 14h às18h. Início dia 28 de março.
Término dia 21 de novembro. Mensalidade: R$135,00

Local:PAC-Pavilhão de Aulas do Canela (ao lado da Faculdade
de Educação no vale do Canela) sala 306.
Informações:educandoeducadores@ufba.br e tel: 71-88389234.
Inscrições:A partir de 1 de março na Fundação de Apoio à Pesquisa
e à Extensão-FAPEX, Rua Caetano Moura, 140, Salvador
(próxima à Faculdade de Arquitetura da UFBA). A
inscrição é feita mediante o pagamento da primeira
mensalidade. A UFBA certificará os participantes que
obtiverem um mínimo de 75% de freqüência.

VAGAS LIMITADAS

2 de março de 2012

Carta dos Povos do Cerrado denuncia a grave situação desse bioma



Carta dos Extrativistas e Agroextrativistas do Cerrado diante da grave situação desse bioma e seus povos

À Sociedade Brasileira

Nós – extrativistas, agroextrativistas, agricultores familiares, assentados, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, geraizeiros, retireiros e pescadores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí, reunidos na cidade de Goiânia nos dias 1 e 2 de fevereiro de 2012, após avaliação e análise criteriosa do que vem ocorrendo nos cerrados brasileiros, vimos a público informar e exigir providências imediatas diante da grave situação que se encontra esse bioma e seus povos.

Para isso destacamos:

Até hoje, tanto o Executivo como o Legislativo sequer se dignaram a votar o pleito antigo dos Povos dos Cerrado de considerar nosso bioma como Patrimônio Nacional como são reconhecidos a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Por quê? Por quê?

Ignora-se que esse bioma detém mais de um terço da diversidade biológica do país?

Ignora-se que é no Cerrado que se formam os rios que conformam as grandes bacias hidrográficas brasileiras como a do São Francisco, a do Doce, a do Jequitinhonha, a do Jaguaribe, a do Parnaíba, a do Araguaia/Tocantins, do Xingu, do Tapajós e Madeira (da bacia amazônica), além dos formadores da bacia do Paraguai e do Paraná/bacia do Prata?

Ignora-se que estão relacionadas ao Cerrado as duas maiores áreas alagadas continentais do planeta, ou seja, o Pantanal e oAraguaia?

Ignora-se, como disse Guimarães Rosa, que o Cerrado é uma caixa d’água?

O que mais se precisa para reconhecer esse rico bioma como patrimônio nacional? Por que não? Por que não?

Ignora-se que esse bioma é o único bioma que tem vizinhança com todos os outros biomas brasileiros (com a Amazônia, com a Caatinga, com a Mata Atlântica, com a Mata de Araucária)?

Ignora-se que somente essas áreas de contato correspondem a 14% do território brasileiro que somados aos 22% do bioma Cerradocorrespondem a 36% do nosso território?

Ignora-se que esses 14% do território de contato com o bioma Cerrado a outros biomas são áreas de enorme complexidade e ainda maior diversidade biológica?

Ignora-se que nessas áreas, particularmente, o conhecimento em detalhe, o conhecimento local, é de enorme valia e que o Brasil detém um acervo enorme desse conhecimento com suas populações camponesas, indígenas e quilombolas que, assim, se mostram importantes para a sociedade brasileira, para a humanidade e para o planeta?

Não se pode ignorar tudo isso que clama por reconhecimento. Exigimos tanto do Executivo quanto do Legislativo que reconheçam oCerrado, enfim como Patrimônio Nacional. Mesmo assim cabe a sociedade brasileira e a humanidade indagar porque o Cerrado continua sendo esquecido.
De nossa parte, como populações extrativistas e agroextrativistas do Cerrado temos envidados nossos melhores esforços para que tenhamos uma política socioambiental, justa, democrática e responsável.

Aprendemos com nossos irmãos amazônicos, sobretudo com os seringueiros e seu líder Chico Mendes que não há defesa de nenhum bioma sem seus povos. É de Chico Mendes a máxima, “não há defesa da floresta, sem os povos da floresta”. Daí dizermos em alto e bom tom: Não há defesa do Cerrado sem os povos do Cerrado.

O conhecimento de nossos povos e etnias desenvolvido com o Cerrado é essencial para sua preservação. Com todo o respeito que nutrimos pelo saber científico sabemos que o conhecimento e a sabedoria desenvolvidos há milênios e séculos pelos camponeses e indígenas é um acervo fundamental que colocamos a disposição para um diálogo com qualquer outro saber.

Daí a convicção que temos da importância de nosso conhecimento, reconhecido por vários cientistas e pesquisadores do Brasil e do exterior, surgiu a idéia de lutarmos por Reservas Extrativistas no Cerrado. Desde o início dos anos 1990 que vimos nessa luta, sabemos que a política socioambiental não pode se restringir à punição e à fiscalização. Ela tem que ser propositiva e ser positiva. Para isso propomos as Reservas Extrativistas onde nosso conhecimento tradicionalmente desenvolvido pode contribuir para a preservação e conservação do Cerrado garantindo uma vida digna para seus povos. Todavia como andamos?

No balanço que fizemos nesses dois dias de trabalho intenso constatamos que nas 30 Resex’s, tanto nas já decretadas como nas que estão em processo de reconhecimento e regularização, a situação das comunidades foi sensivelmente deteriorada pelo completo descaso das autoridades, sobretudo em resolver o problema fundiário, esse nó estrutural que impede até hoje que a sociedade brasileira seja mais justa e feliz.
O fato dessas áreas terem sido decretadas ou estarem em processo de decretação sem que o problema fundiário tenha sido resolvido, tem feito com que os fazendeiros que deveriam ser indenizados pelo poder público, passem a impedir que a população local tenha acesso para a coletar o baru, o pequi, a fava d’anta, o babaçu e mais de uma centenas de outros produtos com que temos sobrevivido e oferecido à sociedade alimentos, remédios e bebidas.

Desde que o ICMBIO foi criado em 2007 nenhuma Resex foi criada no Cerrado. Olhado da perspectiva dos Povos do Cerrado o ICMBIO não faz jus ao nome de um dos nossos companheiros que morreu por sua justa luta, para afirmar um paradigma, onde a defesa da natureza não se faça contra os povos mas, ao contrário, se faça através deles. Em função dessa omissão das autoridades cuja responsabilidade pública as obriga a zelar pelo patrimônio natural, uma das entidades de nossa articulação entrou com uma ação pública civil junto ao Ministério Público. Todavia, passado 1 ano sequer nossa ação mereceu qualquer resposta por parte do Ministério Público, apesar de ser uma denúncia de prevaricação de um órgão público. A julgar pelos dados oficiais que nos informa que no último ano foram desmatados somente no Cerrado 646 mil hectares, o que perfaz um total de 1.772,33 hectares por dia, podemos dizer que a cada dia que o Ministério Público deixa de se pronunciar e, assim, de julgar o crime de prevaricação, deixa de evitar que mais de mil e setecentos hectares sejam desmatados diariamente. A palavra está com o Ministério Público enquanto a nossa realidade espera com devastação e insegurança. Tudo isso alimenta um lamentável clima de impunidade.

Ignora-se que muitos remédios que curam o glaucoma, a hipertensão arterial depende de frutos colhidos por nós, como é o caso faveira/fava d’anta de onde se extrai mais de 90% da rutina, substância química para esses remédios. Ignora-se, e por ignorância alimenta-se o preconceito, que essas populações podem viver dignamente dessas atividades, como provamos que numa área com 4 arvores adultas de baru se obtém mais renda do que em um hectare plantado com soja.

Enfim, precisamos ter uma política que dialogue com nossa cultura, com nossos povos para que se tenha um viver bem com justiça social e responsabilidade ecológica. Mas para isso é preciso que as autoridades viabilizem as Resex’s no Cerrado. Toda nossa mobilização encontra a desculpa pouco crível da falta de recursos. Bem sabemos que se há falta recurso é preciso estabelecer prioridades. Isso é fundamental na política. Desse modo, a falta de recursos acaba sendo a confissão pública de que as Resex’s no Cerrado não são prioridade. Mas sabemos que o argumento da falta de recurso é um argumento em si mesmo falso. Afinal, o governo tem anunciado publicamente sua eficiência no recolhimento dos impostos que a cada ano engorda mais a receita federal. O nosso governo tem anunciado ainda os sucessivos saldos, nas contas externas, como prova de seu êxito. Se tanto êxito há na entrada de divisas no país e no recolhimento de impostos da receita federal como se sustenta o argumento de que não há recursos?

Mais grave ainda, é o fato de que aqueles que como nós, vimos lutando por essas reservas extrativistas estamos expostos à truculência não só dos fazendeiros que nos impedem o acesso das áreas onde tradicionalmente colhemos, como também da expansão do latifúndio da monocultura de exportação de soja, da monocultura de algodão, da monocultura de eucalipto, da monocultura de pinus, da monocultura de girassol, da invasão de madeireiros, da expansão de carvoarias para fazer carvão para ferro gusa e exportar minério puro para mineradoras que vem crescendo sobre nossas áreas da pressão para a construção de barragens que, via de regra, servem de base para a exploração mineral para exportação. Todos esses setores foram nominalmente citados na avaliação criteriosa das ameaças de cada uma das Resex’s criadas e em processo de criação nos cerrados.

A truculência dos que ameaçam se concretiza na ameaça de morte aos nossos companheiros e companheiras que se vêem obrigados, tal e como na época da ditadura, a viverem escondidos longe de suas famílias. Exigimos das autoridades todas as providências para a garantia das vidas de Osmar Alves de Souza do município de São Domingos/GO; de Francisca Lustosa do município de Tanque/PI,Maria Lucia de Oliveira Agostinho, município de Rio Pardo de Minas/MG; Neurivan Pereira de Farias, município de Formoso/MG,Wedson Batista Campos, município de Aruanã/GO; Adalberto Gomes dos Santos do município de Lassance/MG; Welington Lins dos Santos, município de Buritizeiro/MG; Elaine Santos Silva, município Davinópolis/MA; José da Silva, município de Montezuma/MG.

Responsabilizamos antecipadamente as autoridades pelo que vier acontecer com a vida desses companheiros e dessas companheiras, cujo único crime tem sido o de lutar pela dignidade de suas famílias através da Resex’s. Não queremos que o nome desses companheiros e companheiras venha a se somar ao de Chico Mendes, ao de Dorothy Stang e aos quase 2000 assassinados no campo brasileiro desde 1985, conforme vem acompanhando a Comissão Pastoral da Terra. Temos todas as condições com as Resex’s de oferecer condições de vida digna, com justiça e equidade social com a defesa do Cerrado. Não queremos que nossas famílias venham engordar os dados estatísticos dos que dependem da bolsa família, ou outras bolsas para viver. Respeitamos essa política, até porque a temos como uma conquista do povo brasileiro, mas não vemos como bons olhos o aumento do número dos que vivem dela. A Resex é uma maneira mais sustentável de garantir a sobrevivência digna, como é a reforma agrária. Chico Mendes, dizia que a “Resex era reforma agrária dos seringueiros”. E nós afirmamos que a Resex é a forma de ampliar o significado da reforma agrária ao lhe dar sentido ecológico e cultural.

Este ano o Brasil estará recebendo não só governantes de todo o mundo como diversas populações de todo o planeta na Rio+20. Assim como nós, vários grupos sociais da África, da Ásia e na América Latina que vem sofrendo com avanço sobre suas terras de um agronegócio devastador e uma mineração voraz de minérios e água estarão também aqui presentes.

Esperamos que as autoridades brasileiras estejam a altura de suas responsabilidades de estarem à frente do maior país tropical do mundo e onde se encontram as maiores reservas de água do planeta. Que honre esse fato de ser a tropicalidade caracterizada pela enorme diversidade biológica e que ainda honre por zelar pelo enorme acervo de conhecimentos que está entre as quebradeiras de coco de babaçu, os vazanteiros, os retireiros, os caatingueiros, os pescadores, os geraizeiros para ficarmos com alguns grupos sociais dessa enorme sociodiversidade do Cerrado.
A diversidade biológica e a sociodiversidade, para nós indissociáveis, não podem continuar sendo retórica nos documentos oficiais, sem que haja o rebatimento no orçamento para garantia de solução da questão fundiária. De nada adianta falar de rica biodiversidade se não se garante no orçamento dinheiro para compra de terras.

Sabemos que nossas caras não são as caras que freqüentam as páginas nobres das principais revistas e jornais do país – somos em nossa maior parte mestiços, mulatos, cafuzos, negros, índios, brancos pobres muitas vezes com a cara suja de carvão. Sabemos que o Cerrado tem sido oferecido aos grandes latifúndios do agronegócio, que não só produzem muitas toneladas de grãos, de pasta de celulose, de carnes para exportação como também produzem muita poluição e muito desperdício das águas, produzem muita erosão, produzem monocultura onde há muita diversidade de plantas e animais e ainda produzem muito/as trabalhadore/as rurais sem terras com a concentração de terras e concentram poder econômico e político e, assim, contribuem para por em risco a democracia. Basta ver o poder que tem as empresas de mineração e dos agronegociantes para fazerem propaganda, financiarem noticiários nas rádios, jornais e TV’s onde, via de regra, somos criminalizados e vistos como aqueles que querem impedir o progresso, como se só houvesse uma maneira de progredir, e como se fôssemos o lado errado.

No entanto, estamos aqui cônscios de que temos muito a dar ao Brasil, à humanidade e ao planeta. Nossa luta não será em vão e, por isso, dizemos com o poeta:
“Nem tudo que é torto é errado,
veja as pernas do Garrincha
e as árvores do Cerrado”. Nicolas Behr

Viva o Cerrado!
Viva os Povos do Cerrado!
O Cerrado não vive por si só!
Que a Rio+20 seja a confluência dos diversos rios de resistência pela cultura e pela natureza!

Assinam:
- Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado
- Resex Mata Grande, Davinopólis/MA
- Resex Lago do Cedro, Aruanã/GO
- Resex Recanto das Araras de Terra Ronca, São Domingos/GO
- Resex Chapada Limpa, Chapadinha/MA
- Resex Chapada Grande, Tanque/PI
- Resex Galiota e Córrego das Pedras, Damianopólis/GO
- Resex Contagem dos Buritis, São Domingos/GO
- Resex Rio da Prata, Posse/GO
- Resex Tamanduá/Poções, Riacho dos Machados/MG
- Resex Sempre Viva, Lassance/MG
- Resex Serra do Múquem, Corinto/MG
- Resex Barra do Pacuí, Ibiaí/MG
- Resex Três Riachos, Santa Fé de Minas/MG
- Resex Brejos da Barra, Barra/BA
- Resex Serra do Alemão, Buritizeiro/MG
- Resex Curumataí, Buenopólis/MG
- Resex Retireiros do Médio Araguaia, Luciara/MT
- Resex Areião e Vale do Guará, Rio Pardo de Minas/MG
- Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado – COOPCERRADO
- Cooperativa Grande Sertão
- Cooperativa de Agricultores Familiares Agroextrativistas de Água Boa II
- Associação dos Moradores agricultores familiares de Córrego Verde
- Associação dos Retireiros do Médio Araguaia
- Associação dos trabalhadores da reserva extrativista Mata Grande/MA
- Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu
- Associação dos agricultores familiares trabalhando junto
- Colônia de Pescadores de Aruanã/GO
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Riacho dos Machados/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Lassance/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Buritizeiro/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Jequitaí/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Santa Fé de Minas/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Ibiaí/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Montezuma/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Davinopólis/MA
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Tanque/PI
- Coordenação do Pólo Sindical do Pólo de Oeiras/PI
- Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado-CEDAC
- Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais – CAA
- Projeto Chico Fulô
- Universidade Federal Fluminense
- Federação dos Trabalhadores Rurais de Minas Gerais- FETAEMG

ENERGIA EÓLICA “O PRÉ-SAL DE SOBRADINHO”



O resultado dos leilões de energia realiados entre 2008 e 2010 começam a tornar-se realidade no árido sertão da Bahia, no município de Sobradinho, com a chegada de duas dezenas de carretas com as unidades de geração de energia na última semana de janeiro. São as longas pás das hélices, os imensos módulos para a montagem das torres e os geradores que irão receber, armazenar e distribuir a energia gerada.

Enquanto 20 enormes caçambas, tratores e compactadores terminam a íngreme estrada que leva ao alto da serra, dezenas de operários finalizam acampamentos, instalam tubos e finalizam a concretagem das bases que receberão as primeiras dezesseis torres para geração de energia. O prazo para a produção de energia não deve ultrapassar maio desde ano de 2012. Quem comemora a rapidez das obras é o prefeito Genilson Silva (PT): “Houve quem não acreditasse, houve quem tentasse atrasar as obras em nosso município, tentando privilegiar outros parques de geração de energia em outras cidades, mas é de Sobradinho que irá sair o primeiro quilowatt de energia eólica produzida no sertão da Bahia”.

Para ele, igual a centenas de outros prefeitos de pequenas cidades do interior, que se depara com dificuldades financeiras enormes diante das demandas sociais, que recebeu a prefeitura dilapidada e devendo, com o quadro de funcionários inchado e a cada mês vê receitas diminuindo ou até sequestradas por irresponsabilidade dos antecessores a energia eólica é “uma luz”: “Criar empregos estáveis, gerar renda, ter recursos para aplicar na infra estrutura urbana e honrar os compromissos com prestadores de serviço e fornecedores, é o sonho de todo gestor público” – avalia Genilson – “O problema é que encontramos o caos, a desorganização e a inadimplência impossibilitando a prefeitura de receber repasses, firmar convênios e estabelecer um cronograma. Uma nova fonte de renda através do ICMs e a geração de emprego para um milhar de nossos jovens é muito bem vinda”.

Lembrando que os próprios parques de geração de energia podem se tornar um atrativo turístico “também uma forma limpa de geração de emprego e renda”, Genilson diz que “a energia eólica pode ser o pré-sal de Sobradinho” e “o caminho para um desenvolvimento sustentável, solução dos problemas que hoje vivenciamos”, desde que os próximos gestores sejam responsáveis e comprometidos com a comunidade.

O que está sendo construído em Sobradinho

São cinco parques de geração de energia eólica, totalizando 120.600 quilowatts de capacidade, distribuídas em 63 UG (Unidades de Geração), torres com 85 a 100 metros de altura. O primeiro parque deverá gerar energia em maio

fonte:
http://almacks.blogspot.com/2012/02/energia-eolica-o-pre-sal-de-sobradinho.html

Embasa inicia plantio de mudas nas nascentes do Rio Jacuípe

Aproximadamente seis mil mudas de diversas espécies já foram plantadas nas áreas de nascentes do Rio Jacuípe, em Morro do Chapéu. O plantio faz parte do Programa de Recuperação de Matas Ciliares (PRMC), que está sendo desenvolvido pela Embasa em cidades baianas cujos mananciais locais são utilizados para abastecimento humano. No município, a empresa está investindo R$ 84 mil para recuperar um total de oito hectares: seis em áreas de nascentes, além de dois hectares nos locais onde a empresa opera poços para abastecer a cidade.

São 8,9 mil mudas de 28 tipos de espécies diferentes, nativas das áreas de nascente do Rio Jacuípe, entre elas embaúba, tamboril, ipê roxo, gameleira, ingá, aroeira, barriguda, jatobá e umburana. De acordo com Danilo Sette, engenheiro florestal da Suçuarana, empresa contratada para fazer o reflorestamento, a área do projeto corresponde a 14 campos de futebol.

Inovação
Para otimizar os resultados, nas covas onde as espécies foram plantadas, aplicou-se um polímero em forma de gel, tecnologia que retém água e diminui a perda de mudas. “Esse sistema de gel mantém a água próxima à raiz, amenizando o déficit hídrico e reduzindo a mortalidade das mudas”, explicou Danilo Sette. “Estima-se que, em geral, cerca de 10% das mudas morrem em grandes plantios. Usando o gel, temos menos de 5% de mortalidade”.

As áreas de reflorestamento serão monitoradas por dois anos, período em que a Embasa vai acompanhar o desenvolvimento das espécies e controlar eventuais pragas, como as formigas cortadeiras. A expectativa é que, em três anos, as plantas cultivadas já comecem a cumprir sua função ambiental de proteger a nascente do rio, além de contribuir para a biodiversidade local.

Além do plantio, o projeto também prevê ações socioambientais envolvendo a comunidade do entorno, como palestras e atividades educativas. “Pretendemos envolver os estudantes da cidade no reflorestamento da área onde está localizada a Estação de Tratamento de Água, o que também está previsto no projeto”, diz Antônio Coelho, biólogo da unidade regional da Embasa em Irecê.

Degradação
As nascentes do Rio Jacuípe, um dos principais mananciais baianos, estão localizadas em Morro do Chapéu. Ele percorre 39 municípios (a maioria deles no semiárido), tem 320 quilômetros de extensão e faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu. Em Morro do Chapéu, o leito do rio apresenta diversos problemas ambientais, como devastação da mata ciliar para utilização de madeira, cultivo de plantas de interesse econômico ao longo do seu leito, além do lançamento de esgoto doméstico in natura.

Este cenário tende a mudar a partir do início do funcionamento do Sistema de Esgotamento Sanitário de Morro do Chapéu, obra que está sendo executada pela Codesvasf, e será operada pela Embasa. Com um investimento de R$ 12,2 milhões, serão implantadas 5,7 mil ligações de esgoto na cidade.



http://morronoticias.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2949:embasa-inicia-plantio-de-mudas-nas-nascentes-do-rio-jacuipe&catid=34:morro-noticias&Itemid=55

Acidificação recorde dos oceanos ameaça ecossistemas


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/acidificacao-recorde-dos-oceanos-ameaca-ecossistemas/imprimir


Por Por Jean-Louis Santini


As atividades humanas têm feito os oceanos absorver quantidades crescentes de CO2, provocando uma acidificação da água do mar recorde em 300 milhões de anos, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira, que adverte para os efeitos devastadores deste fenômeno para o ecossistema marinho.

"Embora existam similaridades, nunca neste período a taxa de acidificação representou, em sua evolução, um impacto potencial na química orgânica dos oceanos, como consequência das emissões de dióxido de carbono (CO2) sem precedentes na atmosfera", disse um dos autores do estudo, Andy Ridgwell, professor da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Nos últimos cem anos, a concentração de CO2 aumentou 30% na atmosfera, alcançando 393 partes por milhão (ppm), enquanto seu pH diminuiu 0,1 unidade para 8,1, indicando maior acidez.

Isto representa uma taxa pelo menos dez vezes mais rápida do que há 56 milhões de anos, disse Barbel Honisch, paleoceanógrafo da Universidade de Columbia, em Nova York, e autor principal do estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica americana Science.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), vinculado à ONU, o pH dos oceanos ainda poderia diminuir 0,3 unidade antes do fim do século, chegando a 7,8.

A acidifcação atual poderia ser pior do que durante as quatro maiores extinções maciças da história, quando uma alta natural do carbono proveniente de asteróides e erupções vulcânicas aumentou a temperatura global, acrescentou o estudo da Science, realizado por especialistas britânicos, americanos e franceses.

Os cientistas descobriram que apenas uma vez na história o planeta esteve perto do que se observa atualmente em termos de mortandade nos oceanos. Este período é conhecido como o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno e ocorreu há cerca de 56 milhões de anos.

Na ocasião, devido a uma duplicação inexplicável das taxas de CO2 na atmosfera, a temperatura global aumentou 6°C em 5.000 anos, com o correspondente aumento do nível do mar, que alterou os ecossistemas. Estima-se que de 5% a 10% das espécies marinhas tenham desaparecido nos 20 mil anos seguintes.

Isto se soube no começo dos anos 1990, quando foram extraídos sedimentos do fundo do oceano na Antártica.

"Sabemos que nos últimos eventos de acidificação do oceano, a vida não foi aniquilada, mas novas espécies evoluíram, substituindo as que morreram", disse Honisch.

"Mas se as emissões industriais de carbono continuarem no ritmo atual, podemos perder organismos que nos interessam, como os arrecifes de coral, as ostras, o salmão", advertiu.

Quando o CO2 é absorvido muito rapidamente no oceano, o carbono de que precisam os corais para construir os arrecifes, assim como moluscos e algumas espécies de plâncton para erguer sua carapaça, pode se esgotar, explicou.

Uma consequência desta situação é a dissolução de parte do fitoplâncton, cujos resíduos se depositam no fundo do mar e formam uma camada de lodo que destrói os foraminíferos, organismos unicelulares.

Um outro estudo, publicado em 2011 na revista britânica Nature, mostrou uma diminuição no pH para 7,8 - isto é, uma acidez maior - nos arrecifes de coral de Papua Nova Guiné, que levou a uma diminuição de até 40% dos corais.

Christopher Langdon, biólogo marinho da Universidade de Miami (Flórida, sudeste dos Estados Unidos), co-autor da pesquisa, antecipou "como é difícil reverter rapidamente esta situação".

"Uma vez que as espécies tiverem se extinguido, é para sempre", disse. E acrescentou: "Estamos jogando um jogo muito perigoso".


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