13 de junho de 2010

Campus de Ondina não tem remanescentes de Mata Atlântica

A Universidade Federal da Bahia, através de sua Assessoria de Comunicação, encaminhou correspondência ao jornal A Tarde, prestando esclarecimentos adicionais a respeito da matéria publicada quinta-feira (dia 10 de junho), sob o título de “Obras da UFBA destroem mata atlântica”.

Inicialmente, é preciso que fique claro que a área verde do Campus de Ondina não é remanescente de mata atlântica. Já anteriormente a sua incorporação ao patrimônio da Universidade toda a parte central era um grande descampado, destinado às construções que abrigaram as novas unidades da UFBA, tendo ainda servido antes a outros usos, como o antigo Parque de Exposições da cidade. Isto pode ser visto nas fotos em anexo, a primeira do final da década de 70 e a segunda do final dos anos 80.

A área que foi limpa para dar lugar à sede do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) já havia sido objeto de um grande aterro no início da década de 90, na época da construção do prédio do Instituto de Letras. Antes, ainda, devido à proximidade com a Escola de Medicina Veterinária, tornou-se ponto de forte dispersão de sementes de gramíneas como capim colonião, braquiária e leucena, que eram fornecidos na alimentação animal da escola. Esta era a vegetação rasteira encontrada na quase totalidade do terreno, exceto em estreita faixa mais próxima ao asfalto, onde algumas árvores já mortas permaneciam de pé, encobertas por um manto de hera.

O Plano Diretor de ocupação do campus fixou como área de preservação ambiental as encostas e a mata mais densa que começa nos fundos da Escola de Dança e da futura Escola de Música, em construção, e está limitado por um canal do sistema de drenagem do campus, a partir do qual tem início o terreno limpo na última semana. Mesmo essa área é composta por vegetação recente e, para a sua preservação, é regularmente limpa e manejada sob a supervisão da Coordenação de Meio Ambiente da UFBA.

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