21 de fevereiro de 2014

1ª Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia




Conceição do Coité
25 a 27/03/2014

Articulação de Agroecologia da Bahia (AABA) convida para


1ª Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia

A Articulação de Agroecologia da Bahia (AABA) convida sua organização para participar da 1ª Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia que será realizada de 25 a 27 de março.

As delegações participantes devem chegar na tarde do dia 25/03, em Conceição do Coité, onde serão inscritas, alojadas e farão a opção por uma das 3 diferentes Rotas a serem trilhadas no dia seguinte (26/03). Ainda na noite de 25/03, após o jantar, teremos um momento coletivo de contextualização dos territórios e de seus conflitos socioambientais, a serem percorridos nas Rotas.

Os participantes visitarão experiências agroecológicas e seus protagonistas nos Territórios do Sisal, Bacia do Jacuípe e Piemonte da Diamantina, almoçando nas comunidades e retornando no fim da tarde para Conceição do Coité.

Na manhã de 27/03, teremos momentos coletivos de reflexão crítica das experiências visitadas e de formulação de propostas, objetivando a continuidade do processo de construção e fortalecimento do campo agroecológico na Bahia. Após o almoço as delegações retornarão para seus locais de origem.

As Caravanas vêm acontecendo enquanto atividades preparatórias para o III ENA – Encontro Nacional de Agroecologia, marcado para acontecer na segunda quinzena de maio, em Juazeiro, Bahia. A metodologia prioriza a participação de agricultores/as efetivamente engajados em experiências concretas. O objetivo é mostrar e dizer porque a agroecologia interessa e deve ser apoiada pela população brasileira, por ser uma alternativa viável para o desenvolvimento sustentável, em contraponto ao agronegócio centrado nas monoculturas, no uso abusivo dos agrotóxicos e na crescente concentração da terra e degradação dos recursos naturais.

A AABA é uma articulação que reúne organizações, redes e movimentos que se identificam com a construção e fortalecimento do campo agroecológico, priorizando o diálogo e o intercâmbio de experiências entre atores que estão elaborando e experimentando alternativas de produção, comercialização, organização comunitária, e gestão de recursos naturais.

É de fundamental importância que você e sua organização confirmem com antecedência a disponibilidade de participar da 1ª Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia. Confirmar participação de um representante de sua entidade até 10 de março através do correio eletrônico caravanabahia@gmail.com ou pelo telefone MOC – Ana Dalva (75) 3322-4444 ou Mateus (75) 9815-5570. Contamos com sua presença!
AABA – Articulação em Agroecologia da Bahia*



* ASCOOB, Caritas Regional NE3, CAA, COFASPI, FASE, Fundação APAEB, IPB – Instituto de Permacultura da Bahia, IRPAA, MOC, Rede Moinho, SASOP, Terra Viva
 

20 de fevereiro de 2014

Pesquisadores da UFRB resgatam fósseis em Guanambi

Ossos foram encontrados junto com rejeitos de escavação feita pela população local a fim de instalar um tanque de água

VALEC*


Foto: divulgação/ Valec
Foto: divulgação/ Valec

O convênio firmado entre a VALEC e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para resgate e coleta de fósseis já começou a gerar resultados. Na última semana, uma equipe de pesquisadores trabalhou em um dos três sítios paleontológicos já identificados no município baiano de Guanambi, por onde passará a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL).
Apesar de terem sido encontradas dezenas de pedaços de ossos e dentes, essa primeira busca foi considerada regular. A coordenadora do projeto, Carolina Scherer, explicou que essa tarefa consistiu em resgatar os fósseis de um local já remexido pelo homem e, por isso, o material estava muito fragmentado.
Ela explicou que a população local cavou com máquina um tanque para armazenamento de água e que deixou ao lado o chamado rejeito, ou seja, material descartado. Foi nesse monte de terra que os fósseis foram encontrados.
Carolina, que tem doutorado em Ciências com especialização em Paleontologia, estava acompanhada de duas de suas alunas da UFRB, Daiane Ribeiro dos Santos e Anny Carolinny Gomes, e do também doutor Téo Oliveira, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Pesquisadores da UFRB (Foto: divulgação/ Valec)
Durante três dias a equipe escavou o local e organizou metodicamente todo o material encontrado. Alguns fósseis, principalmente dentes, possibilitaram a identificação imediata de seis espécies. Essa diversidade foi considerada pelo grupo o maior sucesso da empreitada, pois permitiu conhecer os animais que habitaram aquela região em tempos remotos, de 10 mil a 1,8 milhão de anos.
Esse regate permitirá a realização de trabalhos para a comunidade científica, dando notícia do primeiro registro de fósseis encontrados no município de Guanambi. Esses assuntos são desenvolvidos em revistas e também em congressos de Paleontologia.
“Dentre as espécies já identificadas, têm destaque um parente já extinto do tatu, reconhecido por pedaços de sua carapaça, e um dente de um artiodáctilo, provavelmente um cervídeo, que é muito raro de ser encontrado em tanques, em razão da fragilidade de seus fósseis”, explicou Carolina. Uma vértebra de uma preguiça gigante também pôde ser facilmente identificada pelos profissionais. Esse animal, já extinto, podia chegar a até seis metros de altura.
A expectativa é de que, dentro do tanque, possam ser encontrados futuramente mais fósseis e em condições melhores para serem estudados, mas essas buscas somente serão possíveis quando não mais houver água, o que deve acontecer dentro de alguns meses, em razão do período de seca que sempre atinge a região.
Todo o material coletado será depositado na Coleção de Paleontologia da UFRB. Conforme prevê a legislação federal, os fósseis pertencem à União e devem ser encaminhados para instituições de pesquisa e ensino para que o maior número de pesquisadores possa ter acesso.
Foto: divulgação/ Valec
Foto: divulgação/ Valec
As alunas que puderam acompanhar de perto o resgate dos fósseis se consideram privilegiadas. “Esse tipo de trabalho de campo é muito importante para a minha qualificação como professora e pesquisadora”, disse Daiane, que cursa o último ano de Licenciatura em Biologia.
No próximo mês a equipe deve retornar ao local para realizar mais buscas. Em paralelo às atividades práticas, será iniciado um ciclo de palestras para a população e também para os operários que trabalham na construção da FIOL a fim de que sejam capazes de reconhecer o que é fóssil e saibam de sua importância.

* Matéria publicada originalmente em http://www.ufrb.edu.br/agencia/externas/3454-pesquisadores-da-ufrb-resgatam-fosseis-em-area-da-fiol

Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia tem futuro incerto

Sede no Imbuí está fechada para visitações desde 2010. Transferência para Parque Tecnológico é criticada pela comunidade acadêmica

VICTÓRIA LIBÓRIO
victorialiboriosimoes@gmail.com 


Dezenas de equipamentos utilizados para popularizar a ciência entre jovens baianos encontram-se amontoados no saguão do Museu de Ciência e Tecnologia (MC&T), na Boca do Rio, a espera do remanejamento do acervo técnico e patrimonial mobiliário para o Parque Tecnológico da Bahia, na Avenida Paralela. O destino do material, que inclui experimentos e jogos utilizados para a compreensão de disciplinas como física, química e biologia, foi determinado pelo Decreto Estadual nº 14.719, de 26 de agosto de 2013. 

Dentre outras resoluções, o documento estabelece a transferência de titularidade administrativa do Museu para a Secretaria de Ciência, Tecnologia & Inovação (Secti).

MC&T está fechado apra visitas desde 2010 por conta das reformas nos cabos de sustentação do teto e posterior decreto / Foto: Júlia Lins

De acordo com o decreto, todo o acervo deveria ser transferido em um prazo de 180 dias, mas nenhuma medida foi tomada para realizar a mudança do material, cujo prazo expira em fevereiro. Diante da decisão, os membros da comunidade científica baiana atentam para a necessidade de manutenção do museu no seu local original, a fim de preservar a história da instituição, considerada pioneira na América Latina.

Em defesa de um movimento pela revitalização do museu da Boca do Rio, representantes da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Seccional Bahia (SBPC-BA) e Academia de Ciências da Bahia (ACB) se uniram para sensibilizar a sociedade diante da importância estratégica de um museu de ciência e tecnologia no Estado.

Na opinião do professor Nelson Pretto, secretário regional da SBPC, o fechamento de uma estrutura histórica como o MC&T configura falta de visão política. “Deveria haver uma revogação imediata do decreto e um anúncio em altas praças de que o Governo do Estado apoia a restauração e reabertura da instituição”, afirma. Para ele, a retirada de setores administrativos da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que atualmente ocupam espaços no museu, deve ser feita com o propósito de retomar o projeto original de 1977.

O professor defende que a implementação de outros equipamentos como aquários, planetários, laboratórios públicos são essenciais ao estado. “Esses espaços são extremamente necessários para que se crie uma cultura científica no estado, bem como para a formação de uma visão crítica sobre C&T entre os cidadãos”.

Ainda no que se refere à construção de outro museu no Parque Tecnológico, cujo projeto está sendo capitaneado pela Secti, Nelson Pretto foi categórico: “Se a secretaria afirma que vai construir um novo e revitalizar o existente, ótimo! A SBPC o apoiará inteiramente. Mas não tem sentido abandonar uma estrutura pronta para começar outra do zero”, analisa.

Para o presidente da ACB, Roberto Santos, a situação atual do museu é lamentável. “O sucateamento do acervo e da estrutura, construída originalmente para abrigar um museu de ciência e tecnologia, demonstram o descaso político de diversos governos”, diz. “Tenho certeza de que a juventude perde e continua perdendo com a ausência de um espaço como esse, que incentiva a educação científica na Bahia, que vai mal das pernas”, completa.

Fechado para visitação de escolares desde 2010, devido a uma reforma nos cabos que sustentam o teto, o museu foi perdendo ao longo dos anos o seu objetivo inicial. Este fato preocupou o presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), Carlos Wagner. “Estamos preocupados com o sucateamento do Museu de Ciência & Tecnologia da Bahia”, afirma. Para ele, desativar um museu que fez história contraria as expectativas sobre a vontade do Estado em ser referência em ciência e tecnologia no Brasil.

De acordo com o diretor do MC&T, Jorge Teixeira, o fechamento das atividades no museu tem impossibilitado a visita de escolas que tradicionalmente mantinham a atividade inserida nos seus planejamentos pedagógicos. Segundo os registros institucionais, a taxa média de visitação era de cinco mil pessoas ao ano, entre grupos escolares e visitas espontâneas, sem contar os números de solicitações atendidas pelo ônibus Ciência Móvel.

Ao ser questionado sobre futuro do museu, o ex-reitor da Uneb, Lourisvaldo Valentim, afirma que o acordo estabelecido com o secretário Paulo Câmera seria de que a Secti levaria apenas o nome “Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia”, e não o acervo ou equipamento, como está descrito no decreto. Valentim, que encerrou sua gestão como reitor, não soube dizer o que será feito com as instalações do museu, que hoje é ocupado por duas pró-reitorias da universidade.
Salão do Museu está vazio com o acervo separado nos cantos da área / Foto: Júlia Lins

Durante a entrevista, Valentim ressaltou que um dos principais motivos que levaram o museu a diminuir as atividades ofertadas para a população foi o fato de que a manutenção dos custos deste equipamento para a Uneb se tornou onerosa. “Para nós era uma despesa um tanto grande, porque precisava pagar pessoal e empresa terceirizada”, disse. O ex-reitor também chamou a atenção para a falta de pessoal qualificado. “Precisaríamos contratar pessoal especializado na área de popularização da ciência, chegamos a solicitar diversas vezes a abertura de concurso público, mas não fomos bem sucedidos”.

Procurado por cinco vezes, o secretário da Secti, Paulo Câmera, não concedeu entrevista. No entanto, sua assessoria de imprensa informou que existem dois projetos educacionais em andamento: o Espaço Interativo Mundo da Ciência, localizado no Parque Tecnológico, orçado em 18 milhões de reais, e o Espaço Interativo da Ribeira, cuja pretensão é funcionar no mesmo local do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), abrigando também um Centro Digital de Cidadania (CDC). De acordo com a Secti, o galpão localizado na 
Cidade Baixa encontra-se em reforma e os experimentos já foram licitados e comprados, com previsão para entrega para abril deste ano. O investimento foi de R$ 7 milhões de reais, tendo vencido a licitação a empresa Ciência Prima, de São Paulo.

MUSEU
Os museus são, em sua natureza, instituições promotora da memória, e devem estar a serviço da sociedade, tendo como princípio o exercício da educação na base de sua missão. São cerca 190 espaços de popularização de ciência espalhados pelo país como museus, zoológicos, aquários, planetários, observatórios e jardins botânicos, que mantêm uma programação variada para todas as faixas etárias.
Com a proposta de estimular o interesse da população pelo conhecimento, os Centros e Museus de Ciência ganham cada vez mais importância no ensino e divulgação científica e tecnológica, em que as teorias são demonstradas na prática por experimentos e exercícios através dos equipamentos que fazem parte do patrimônio da instituição.
Prensa que imprimiu o primeiro Diário Oficial da Bahia e parte de avião estão expostos à ação do salitre sem manutenção adequada / Foto: Júlia Lins

PIONEIRISMO

O Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia foi pioneiro na América Latina e serviu de modelo para instituições semelhantes em São Paulo e Rio Grande do Sul. Os profissionais contratados da época foram enviados à Londres para aprender como fazer um museu de ciência e tecnologia na Bahia. Com o apoio do Conselho Britânico, instituição do Reino Unido de fomento a países em desenvolvimento durante a Guerra Fria, um dos diretores do museu da categoria veio ao Brasil para a concepção e implantação dessa forma didática e agradável de aprender coisas acerca da ciência e tecnologia.
Segundo a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), são mais de 200 instituições associadas, distribuídas em todas as regiões do Brasil. No entanto, a maioria está concentrada nas capitais e grandes cidades, que é resultado de uma educação esquecida ao longo de mais de 100 anos. A Bahia tem mais de 14 milhões de habitantes. O número de museus e espaços culturais são insuficientes. “Precisamos de uma revolução e ocupar espaços ociosos no estado”, diagnostica o presidente Carlos Wagner Costa Araújo, diretor do Espaço Ciência e Cultura da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).
Dados que comprovam o mau desempenho do estudante brasileiro nas áreas de ciências podem ser facilmente encontrados em exames internacionais e nacionais, como o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA) e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), respectivamente, que mostram a carência de uma formação sólida dos brasileiros na área. Os dois sistemas de avaliação são categóricos ao afirmar que a formação não se dá somente na sala de aula, mas também em espaços não formais de ensino.
Outra pesquisa, sobre Percepção Pública da Ciência e Tecnologia na Bahia, encomendada ao Datafolha pela Academia de Ciências da Bahia, realizada com 404 pessoas, revela que a visita à museus e exposições não são hábitos frequentes registrados pelos baianos. A busca por informações sobre a temática está concentrada em programas e documentários na televisão, seguido de Internet, jornais e conversa entre amigos. A pesquisa do Datafolha conclui que há interesse por C&T na Bahia, porém existem dificuldades para obtenção de informações sobre o assunto, seja pela falta de preparo na escola ou pela falta de interesse sobre o tema na mídia geral.

HISTÓRIA
Inaugurado em 1979, durante o governo de Roberto Santos, o Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia (MC&T) abriu um espaço para que a população baiana pudesse conhecer as peculiaridades da ciência por meio de equipamentos e experiências. Ao longo desses anos o museu vem sendo esvaziado, de forma que também esteve fechado por anos e foi reaberto somente em 1997. Xadrez gigante, canoa, esqueletos, armários e outros equipamentos se encontram amontoados no centro do salão. Já os aparelhos para experimentos de eletricidade e química estão em uma sala a parte ensacados a espera do transporte. A falta de engajamento dos líderes durante as mudanças políticas, trocas de cargos nas secretarias e questões relacionadas com prioridade e vontade política para sua manutenção e funcionamento são apontados como grande fator para o sucateamento de um equipamento histórico de memória do primeiro Museu de C&T da América Latina.
Ex-governador Roberto Santos foi idealizador do projeto na Bahia. Para ele, a sociedade baiana viviam um moemnto de efervecência, saindo de uma sociedade agrária para industrial e precisava de um campo de especialização na área. “Além de ser um museu educativo, também se dedicaria a atividade e desenvolvimetno cientifico e tecnologico, que também servisse de base de inovação para a industria petroquimica”. Segundo o professor de medicina aposentado da UFBA, um dos parceiros foi o Conselho Britânico, enquanto a Inglaterra vivia uma época de riqueza econômica muito grande e criou esse conselho para investir em países em desenvolviemento. Para isso, trouxe um dos diretores do museu de C&T de Londres para concepção e implantação dessa forma didática e agradável de aprender coisas acerca da ciência e tecnologia aqui na Bahia.
Ex-diretor do museu e professor aposentado de física da UFBA Fernando Santana foi um dos especialistas enviados à Londres na década de 1970 para aprender no Museu de C&T britânico como formas um campo de divulgação científica de forma lúdica. Para ele, esse abandono do equipamento é uma situação problemática, já que os museus despertam o interesse dos jovens pela ciência e deve ser de amplo acesso a todos. “A visitação de museus semelhantes, como na Noruega, Suécia e Estados unidos da América, é feita de forma espontânea”, explicou. Para ele, em vez dos jovens passearem pelas ruas, shoppings, ou ficarem desocupados, visitam e se divertem nos museus. “Uma realidade contrária à situação baiana”, analisou.
Ainda este ano, a Academia de Ciências da Bahia encomendou uma pesquisa para o Datafolha acerca da opinião da população da cidade de Salvador sobre aspectos relativos à Ciência e Tecnologia, além de identificar alguns comportamentos adotados pela população em relação ao tema. Por meio de 404 entrevistas, a pesquisa revela que entre os hábitos de informação sobre C&T, assitir programas e documentários na televisão é o que tem maior destaque, seguido de internet, jornais e conversa entre amigos. O mais surpreendente está no fato de que a visita à museus e exposições com esse fim foram hábitos pouco frequentes registrados na pesquisa. A pesquisa do Datafolha então conclui, que “ há interesse por C&T, porém alguma dificuldade para obtenção de informações sobre o assinto, seja pela falta de preparo na escola ou pela falta de interesse sobre o tema na mídia geral”.
Dados internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA), e nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), mostram a carência de uma formação sólida dos brasileiros, pricipalemente em ciências, em que essa formação não se dá somente na sala de aula. Para o pesquisador da Faculdade de Educação da UFBA, Nelson Pretto, outros equipamentos além de museus, como aquários, planetários, laboratórios públicos de ciência e tecnologia seriam essenciais. “Aqui na Bahia somos privilegiados cientificamente falando, porque a articulação entre Ciência, Tecnologia e Cultura é fenomenal, de uma riqueza monstruosa”, explica.
“Temos muitas peças, distribuídas na parte interna e externa e outras projetadas aguardando verba para execução”, explica Teixeira. Mas o diretor faz questão de lembrar que a Uneb vem dando uma importante contribuição, sem a qual não seria possível o funcionamento. “Indo para outra secretaria ficaríamos a deriva e sem rumo, aos sabores de quem ocupar o cargo de secretario”.
De acervo permanente, o museu tem os equipamentos de transporte como a locomotiva, o avião e o carro de boi e os experimentos de física, química, biologia. Além disso,  tem coisas do cotidiano que possam passar algum conhecimento ligados a ciência, como por exemplo, o consumo de equipamentos de uso domésticos como chuveiro elétrico, lâmpadas entre outros. Já quanto as exposições temporárias, estas geralmente vêm de outros centros e museus, mas também o que é feito pela indústria e universidades da Bahia.
Segundo os registros de visitação do museu, existe uma média de 5 mil visitantes com agendamento de escolas e grupos por ano e aproximadamente a mesma quantidade de visitas expontâneas. “Com o ônibus temos aproximadamente 6000 pessoas atendidas, estes valores estão aproximados, pois temos dificuldade de registrar o movimento de circulação, sendo a quantidade de visitantes no interior muito superior da que esta apresentada”, explica Teixeira.

*Estudante de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo e estagiária da Agência de Notícias em CT&I

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