18 de maio de 2010

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza de 19 a 21 de maio a 2ª Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente (Cibma). A iniciativa vai reunir empresários, representantes de federações, sindicatos patronais e associações setoriais, em torno de um amplo debate sobre gestão ambiental e construção de políticas públicas ambientais favoráveis ao desenvolvimento sustentável no país.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prepara um documento com os temas ambientais para entregar, no final de maio, aos candidatos à Presidência da República. Biodiversidade e florestas, gestão ambiental, mudanças climáticas, responsabilidade ambiental compartilhada e recursos hídricos sãos os temas em discussão nas conferências regionais organizadas pela CNI.

A primeira delas ocorreu nesta quarta-feira (7/4) na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre, com a participação de 40 empresários de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Na próxima semana os empresários vão se reunir para realizar debates regionais sobre a questão ambiental em Salvador, Belo Horizonte, Goiânia e Belém. A ideia é tratar desses cinco temas a partir das perspectivas social, econômica e ambiental, para compor o documento final e levar a proposta do setor industrial aos candidatos.

Em maio, todos se reúnem na 2ª Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente (CIBMA), que será realizada no período de 19 a 21 de abril no Hotel Stella Maris, em Salvador.

A definição de regras para o pagamento por serviços ambientais e as perspectivas de novos negócios em programas específicos, adotando o incentivo em vez da punição no uso da biodiversidade de forma sustentável, é uma das propostas do documento final de Porto Alegre. Pretende-se, com isso, criar instrumentos e pagar por serviços ambientais definindo critérios claros para avaliar os limites e responsabilidades de cada um, bem como a fonte dos recursos a serem empregados para esta finalidade (a exemplo do ICMS ecológico e da Lei Rouanet).

Outra proposta apresentada na reunião regional é a criação de mecanismos de unificação dos diversos cadastros e relatórios nos âmbitos federal, estaduais e municipais. O objetivo é oferecer instrumentos e capacitar os órgãos de licenciamento para dar maior agilidade ao processo de concessão das licenças ambientais.

Na reforma do Código Florestal os empresários solicitam que se leve em conta as peculiaridades regionais. Cada estado deverá definir o critério técnico para estabelecer, por exemplo, o tamanho e as restrições de suas áreas protegidas, assim como as autorizações para intervenção nesses espaços. A preservação dos recursos naturais em equilíbrio com o desenvolvimento sustentável está na lista de prioridades dos empresários.

A busca de regras regionais também pautou a discussão do tema biodiversidades e florestas. A FIERGS sugere, por exemplo, que seja assegurado o manejo sustentável dos povoamentos com espécies locais e que todo plantio florestal com quaisquer espécies de fora das áreas de proteção possa ser utilizado economicamente, sem restrições.

FONTE:http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF80808127A1657D0127DF293AF87FD8.htm

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